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Tuesday, 23 March 2010

turns out, i'm a vip... (part 3)



No seguimento das partes 1 e 2, deixo-vos a descrição minuciosa de mais um dos "Grupos-De-Espécimes-Que-Não-Vão-Às-Compras-Com-A-Menina-Dos-Óculos" e, para não variar muito, deixo-vos também com uma musiquinha do JKay (mais uma fabulosa dele - "Seven Days in Sunny June") para tornar o post mais bubbly. Haja alegria!

Grupo Número 2: "Grupo-De-Mulheres-Que-Acha-A-Menina-Dos-Óculos-Extrema-Excessiva-E-Ridiculamente-Fútil"

Pois muito bem! Adoro este grupo, apesar de não me fazer grande mossa! Aliás, é até daqueles mais divertidos e com o qual já tive alguns momentos mais turbulentos, digo, hilariantes.

Estas são as "amigas" que, sem mais nem menos, quando nos pomos a falar da Balenciaga que vimos e que queremos mesmo mesmo ter, se viram para nós com ar de enjoadas e dizem: "Oh pah, Menina dos Óculos, és mesmo fútil! Pareces uma adolescentezinha a babar pelas últimas All Star que saíram!" (ao que me apetecia dizer que eu ainda gosto de All Star e ainda as uso com boyfriend jeans e com algumas skinny).

É ou não é, de uma limitação imensa, achar que por gostar de algumas coisas que, sim, são fúteis, sou uma pessoa fútil e superficial?! Porque será que as pessoas e, principalmente, algumas das mulheres que não se interessam por estes assuntos (facto que respeito), não conseguem entender que para uma fashioholic (é assim que o meu namorado me classifica; eu achei graça ao termo e decidi passar a usá-lo)a moda é uma forma de arte?! Não se trata apenas de aparência, trata-se da procura pelo belo sim, mas se pensarmos nisto de uma forma mais aprofundada, a verdade é que, quando nos sentimos bem por fora, estamos muito bem por dentro, geralmente. Além disso, óbvio que esse não é o único tema por que me interesso, embora admita que, sim, me cuido e gosto de estar informada. Qual o problema?!

Se este blogue não fosse meu, quase (quase mesmo) ousava cometer a loucura impensada de comentar que este grupo deveria chamar-se antes "Grupo-Das-Mulheres-Muito-Invejosas-Que-Lá-Porque-Não-São-Capazes-De-Distinguir-Clogs-de-Pumps-Acham-Que-Quem-Distingue-É-Fútil". Ai ai. Porém, sequer insinuar isso, seria muito duro e eu jamais faria isso a um grupo que está no meu top de grupos preferidos.

Por mim, íamos já dançar ao som do JKay, todas juntas: eu e elas! Raios, que sou tão importante que dói!;)

Beijinhos,

A Menina dos Óculos


Thursday, 11 March 2010

turns out, i'm a vip... (part 2)

No seguimento da parte 1, deixo-vos a parte dois da crónica que identifica e esmiuça os "Grupos-De-Espécimes-Que-Não-Vão-Às-Compras-Com-A-Menina-Dos-Óculos".

Grupo Número 2: "Grupo-De-Pessoas-Que-Se-Acham-Intelectualmente-Superiores-A-Todos-Os-Seres-À-Face-Da-Terra"

Ai este grupinho é tão especial, o que eu (e tantos de nós) me rio à conta dele! Geralmente, é constituído essencialmente por elementos do sexo masculino, por isso irei debruçar-me mais nas características específicas dos membros machos do grupo.

Basicamente, este grupo é um aglomerado de totós, que acha que por usar uniforme constantemente todos os dias sem excepção - e por uniforme entenda-se: camisa com dobras na manga da Tommy, calça da Dockers, e sapatinho de vela castanho da Rockfort - se veste melhor que os restantes 90% de homens existentes no Universo. Em relação a isso, tenho a dar-lhes uma triste e decepcionante notícia: "Queridos, 90% dos betos também se veste assim", ou seja, isso é do mais comunzinho que se vê por aí (se atendermos às estatísticas - as que eu realizei, sem qualquer fundamentação científica - 35% dos homens são betos, isto se não contarmos com os adolescentes betos, porque aí o número aumenta miraculosamente). Pessoalmente, não tenho nada contra este estilo, até gosto, quando não cai no absurdo ou no exagero e a pessoa deixa de conseguir calçar umas sapatilhas, e vestir algo mais casual, sem se sentir como um peixe fora de água.

Uma das características mais patéticas neste grupinho, é que revela a tendência irreversível de olhar para todos os que OUSAM não vestir uniforme diarimente, com olhos de: "Ai meu Deus! Coitadinho! Não tinha o que vestir no armário, só pode ser isso! T-shirt?! Então o desgraçado não sabe que só se deve usar pólo e, de preferência, da Ralph Lauren?!" - Não me interpretem mal, eu gosto bastante da Ralph Lauren e adoro ver homens vestidos com pólos de várias cores, mas o que me enerva nestes tontinhos é mesmo a intolerância em relação aos outros e às suas diferenças. São tão limitadinhos das ideias, que não percebem que o X ou o Y podem, simplesmente, não querer usar pólo todos os dias, o que não implica que tenham problemas de dinheiro ou que sejam uns ignorantezinhos. Para vocês, fica a explicação, que até é bem simples: há pessoas que são versáteis (como eu, dentro dos estilos adaptados às mulheres)!! 

Todavia, se achavam que isto era mau, nãaaaooo! O pior ainda está por vir. Os membros deste grupinho tão fofo acham que fazem parte de uma elite intelectual que percebe imenso domina tudo quanto é assunto de política, economia e ciência. Auto-denominam-se homens racionais e objectivos e olham de cima para quem acha que o que dizem tem tanta relevância para a economia mundial como o facto da Ruth Marlene se ter despido para a Playboy. Para ser curta e grossa, quando os oiço falar, não aprendo nada de novo. Remeto-me ao silêncio (que no caso deles, seria priceless), enquanto os oiço tagarelar com seriedade, ar de extrema gravidade e pose snob acerca de assuntos que exibem contornos de "copy-paste de posts de fóruns diversos". Não admira, portanto, que se tornem aborrecidos e monótonos como companhia. Entretanto, se alguém na mesa se atrever a tentar iniciar (já a medo, com as gotas de suor a escorrer pela testa, tal é o receio da reacção dos pseudo-intelectuais) uma conversa de café, tipicamente mais descontraída, parece que o mundo vai desabar, porque o que importa são as "cotações da bolsa" ou o "preço do petróleo" e a pessoa (constate-se, a única normal, no meio de tanta alarvidade-com-pernas) passa a ostentar os títulos de "burra" e "limitadinha". Haja paciência para isto!

Eu não tenho! E eles não têm paciência para mim, pelos vistos! É provável que a minha espontaneidade e bubbliness "faça uma espécie de comichão" a este grupinho, mas como já disse antes, uma das variáveis que determina o nível de importância e de valor que me é atribuído é, precisamente, a percentagem de pessoas que não me grama nem um bocadinho. Quando juntamos a essa variável, a minha atitude confiante, de convicção nos princípios que defendo e que me permite aceitar e expressar todos os aspectos da minha personalidade, sem temer a não aceitação por parte dos outros, aí sim, encontro ainda mais motivos para eles não gostarem de mim! E falando directamente para pessoas às quais possa, eventualmente, servir a carapuça: "Deixem lá, eu até vos tolero, apesar da vossa mesquinhice e mania da superioridade. Chama-se a isso: tolerância - confirmem, por favor, o significado no dicionário".

E para mim, o facto de certas pessoas não me gramarem deixa-me tão constrangida e espicaçada, que até vou dançar ao som de Dance, JKay.


...TO BE CONTINUED...

Beijinhos,

A Menina dos Óculos

Thursday, 4 March 2010

turns out, i'm a vip... (part 1)

Sempre me achei uma pessoa pacífica e, na realidade, nunca fiz muito o tipo "lata de conserva de odiozinhos de estimação". Quanto muito, admito, há uma meia dúzia de pessoas que me enerva mesmo muito. Claro que, se incluirmos aqui os "Senhores Com Dúvidas" e os "Homens-Que-Acham-Que-São-Homens-À-Séria-Mas-Que-Ficam-Pelo-Caminho-Por-Mera-Burrice", o número é capaz de aumentar tragicamente, mas bem, esses não contam, certo?! Só não os gramo muito quando aprontam das deles e às vezes apetece-me partir-lhes um prato na cabeça, mas não estão na famigerada "BLACK LIST", até porque, desconfio, alguns deles são capazes de ser meus amigos e nem me fizeram mal nenhum, por isso não temos aqui um problema pessoal.

Podia começar para aqui a discursar sobre essa meia dúzia de pessoas com quem não vou muito às compras, mas prefiro desenvolver o tema pela parte que me interessa. Pois bem, NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA: "Descobri recentemente que sou importante"! Sim, isso mesmo! Já posso dizer que sou V.I.P. Porquê?! Porque segundo dados estatísticos, 60% (desconfio que a percentagem era para ser maior, mas não me quiseram dar esse nível de importância publicamente) das pessoas que me conhecem não me grama lá muito (acho que acabei de utilizar um eufemismo)!

E eu lembrei-me que até era capaz de ser giro dar-me ao trabalho de agrupar os "Grupos-De-Espécimes-Que-Não-Vão-Às-Compras-Com-A-Menina-Dos-Óculos", de acordo com as suas características individuais comuns.

Grupo Número 1: "Grupo-Das-Mulheres-Insossinhas-Sem-Identidade-Própria-Nem-Conteúdo-Considerado-Sumarento":

Estas moças detestam-me! Nem queiram saber! Eu não as amo de paixão, admito, e há uma ou outra que é capaz de estar na minha lista de odiozinhos. Passo a descrever: estas são as que preferem fingir que só gostam de cores neutras e de tudo o que não dá demasiado nas vistas ("Ai que eu sou tão low-profile, que chego a parecer-me com uma mulher MESMO sofisticada!"). Como se não bastasse, acham-se muito (demasiado, mesmo)stylish e trendy, e enchem o peito para dizer que são "independentes" e "felicíssimas", quando na verdade, quem analisa o que se passa, sabe que são somente um grupo de insegurinhas que não se sabe vestir. Porém, assim, ao tentarem enquadrar-se no "mainstream", acrescentando um toque de "quase-classe" para dar ligeiramente nas vistas, têm a hipótese de criar uma imagem de fachada de mulher forte, segura e elegante (embora seja difícil enganar toda a gente com a pseudo-elegância), e de tentar agradar, i.e., convencer, o maior número de pessoas possível.

Para mim, uma mulher sofisticada e elegante não é a mulher que se veste igual a outra meia dúzia e tem medo de usar X peça de roupa, "porque é diferente, os outros podem não gostar e podem fazer-me sentir ridícula". Não é a mulher que tem sobrancelhas de 3 cm de espessura, "porque tem medo de arriscar o desbaste" ou que usa o mesmo corte de cabelo sem volume há anos, "porque supostamente a moda ainda é a mesma". Essas mulheres acabam por querer tanto encaixar nessa fachada do "eu é que sou pintas", que para alguém que perceba minimamente de moda, acabam por ser apelidadas de "pimba" e "pirosas", em vez de alimentarem a tão desejada imagem "pintas". Até porque, quem é , de facto, "pintas", não tem de fazer por isso, simplesmente é, e as coisas saem naturalmente, como resultado de um espírito criativo e, por vezes, de muita inspiração. Porém, se aprofundarmos este tema, e se formos para além destes aspectos superficiais, chegamos à conclusão de que estas são as que apontam o dedo a quem é diferente e assume essa diferença, em todos os sentidos: em termos de aparência e em termos de personalidade (o que é muito pior, porque mostra bem o tipo de insegurança, disfarçada de arrogância, que as move). Fazem isso, provavelmente, porque não devem entender que há pessoas que são, de facto, seguras, e que não se incomodam lá muito com a opinião de terceiros, que por acaso não têm lá muito voto na matéria e não são exemplo para ninguém, nem em termos de uso efectivo de inteligência, de valores e de princípios, nem em questão de bom gosto (Comprem a Vogue, pleeeaaase, façam o favor de aprender a arriscar e adquiram bom gosto efectivo, que os meus olhinhos já doem de ver tanto assassinato de potenciais bons outfits!)

(...TO BE CONTINUED...)

O texto continua brevemente (que eu alongo-me sempre, de tão tagarela que sou) e depois de tanta conversa sobre "black lists", fiquem com a musiquinha do JKay, muito dentro do espírito peace and love! - só para fazer o contraste, afinal este é um bubbly blog, right?:P

Beijinhos,

A Menina dos Óculos