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Thursday, 10 June 2010

Gambling: is love worth the bet?!

No Sábado fomos ao casino. Eu gosto de ir, mas a verdade é que não costumo apostar, por um motivo: até tenho bons palpites e sei que, por isso, me posso entusiasmar, aumentar as apostas e, como é óbvio, não acerto sempre, posso ter o azar de errar nesse entusiasmo e ficar sem nada.

Geralmente, nem no Euromilhões jogo, porque enfiei na cabeça que tudo o que conseguir será por mérito meu e não porque venci um concurso. Parece patetinha e eu admito que, visto com os olhos de quem está de fora, é mesmo. Tomei recentemente (esta semana, vá) a decisão de arriscar mais, porque sejamos honestos: se eu conseguir ganhar alguma coisa sem ter de me esfarrapar, melhor para mim! Porém, há sempre o risco de eu não conseguir ganhar (que no caso do Euromilhões é enorme) nada e temos de ter essa consciência e saber viver com as consequências disso (no caso, menos 2 euros na carteira, o que não é particularmente penoso - somos mulheres para dar 500 e 600 euros por bolsas, 400 por sapatos, que são menos 2 euros?! lol)!

Há cerca de um mês estive a rever a 5ª temporada do Sex and the City e há um episódio em que se fala sobre o jogo do amor e as apostas no amor (é o episódio do casino em Atlantic City) e enquanto olhava para a mesa de jogo no casino, foi impossível não fazer as associações óbvias e inevitáveis com algumas cenas e a minha cabeça foi sendo assolada por imensas quotes da Carrie.

Há relações que sao um verdadeiro jogo do início ao fim. Já estive numa dessas. Começou com um desafio, seguiu com uma aposta e, um ano depois, terminou literalmente com uma mensagem que dizia: "Game's over! You win!" Neste tipo de relações os jogadores jogam um contra o outro e não um com o outro, numa equipa. Logo por esse pormenorzinho dá para ver que a probabilidade de terminar com um grande e luminoso letreiro: "Happy Ending" é ínfima.

Depois há aquelas relações camufladas, i.e., TODAS as outras, que envolvem risco (o que não envolve risco na vida, certo?!), que não deixam de ser uma aposta dos jogadores, com objectivos muito concretos, e no final, embora não estejamos a jogar um contra o outro, mas um com o outro, enquanto parceiros da mesma equipa, podem levar-nos a uma vitória da equipa em jogo ou a uma derrota.

Eu gosto de acreditar que as relações valem a pena e faço um esforço para acreditar que sim, que há histórias de amor verdadeiras e que esse jogo é o único jogo que vale sempre a pena, mesmo quando perdemos. Para nos habituarmos a arriscar, no amor e na vida, proponho o seguinte desafio: Amanhã, vamos todos arriscar e comprar um bilhete do Euromilhões?! Se alguém ganhar, paga uma viagem a NY a todos os restantes Bubbly Buddies! Que dizem?! :) EU ALINHO!

Beijocas grandes e passem todos um fantástico feriado! Eu hoje vou assistir a uma exposição de construções da Lego (AMO LEGOS) e vou aproveitar para fazer uma shopping session no Outlet de Tui, aqui pertinho (não que queira ir, mas oiço a Burberry a chamar por mim ao longe e não consigo rejeitar o convite)!

A Menina dos Óculos 

Wednesday, 21 April 2010

I love U!



Uma das questões que costuma suscitar mais stress em relações iniciadas recentemente (ou nem tanto...), é o momento em que se diz, pela primeira vez: "Amo-te!" Se, para alguns, dizê-lo demasiadamente no início, acaba por ser uma forma de usurpação do verdadeiro significado da palavra, com toda a profundidade e emotividade que lhe são inerentes; para outros, a demora em dizer o tão aguardado "Amo-te" constitui sinal de que algo está a correr mal.

Eu sou a primeira pessoa a dizer que as palavras não significam grande coisa, se não forem acompanhadas de acções que as fortaleçam. Porém, nos dias que correm, em que a sociedade é, cada vez mais, marcada pela falta de emotividade, pelo medo de partilha de emoções, pelo receio do que essa partilha pode trazer, um "Amo-te" adquire importância redobrada, pela exposição que impõe à pessoa que o profere, i.e., se esta tomar a iniciativa de o dizer primeiro. Assim, torna-se um acto de admirável coragem dizer o célebre "I love U", sem que o nosso companheiro o tenha dito antes. Todavia, se invertermos este raciocínio, será que não dizê-lo nos transforma em cobardes sentimentais?! Será que esse medo faz de nós silly sissies, que vivem as relações, mesmo sem ter a certeza de que o outro corresponde aos nossos sentimentos ou que é capaz de se atrever a verbalizá-los?!

Geralmente, a solução para este problema é pensar: "Eu não sou cobarde, mas se ele pode dizer primeiro, por que não esperar que o faça?!" Assim, ficamos muitas vezes dias e dias, semanas, meses e anos, à espera que ele ganhe coragem para dizer a tão desejada expressão. O pior é mesmo quando esperamos que ele o faça, quando ele está tempo incontável a dar-nos provas fundamentadas e conclusivas de que não nos ama.

A verdadeira solução, na minha opinião, é ganharmos coragem e não termos medo da exposição que dizer "Amo-te" implica, porque como já disse antes, não há por que ter medo, pois se recebermos um silêncio constrangedor como resposta, ou se ficarmos durante mais umas semanas sem ouvir o retorno da nossa declaração sentida, não há muito mais a fazer. Há, todavia, uma excepção, que se aplica no caso de o homem em questão nos provar, por actos e gestos, o seu amor. Se o homem não o disser, mas o provar diariamente, estará a dizer "Amo-te!" em cada gesto singular e único, o que torna tudo muito mais romântico e duplamente expressivo.

Os homens que sentem dificuldade em verbalizar sentimentos, obviamente, têm sempre na ponta da língua a resposta: "estas coisas levam o seu tempo e só o podemos dizer quando estivermos prontos para isso, e não antes". Eu não poderia concordar mais, mas como já deu para ver, eu não sou uma mulher muito paciente. Tenho paciência, sim, mas não que chegue para ser Madre Teresa de Calcutá. Se não dizem e, mais importante, se não o reflectem nos seus gestos, para mim, não amam... Admito que parece um raciocínio um tanto ou quanto redutor, mas para mim, faz muito sentido! 

Desafio para todos os Bubbly APAIXONADOS e APAIXONADAS: dizer "Amo-te!" aos nossos Mais-Que-Tudo, mesmo que isso implique sermos os primeiros a dizê-lo! Quem alinha?!:D

Tinha de deixar esta música, por mais corny que seja, porque se adequa bem ao tema. Stevie Wonder - I just called to say 'I love you'...


I love you, Bubbly Boyfriend!:D

Beijinhos,

A Menina dos Óculos

Wednesday, 31 March 2010

Some kind of wonderful

It's raining cats and dogs! Eu estou na cama, de pijama, quentinha, com as cadelas (Nina Maria e Lunika) sempre por perto e a ressonar como se não houvesse amanhã. A minha sessão de lipo não-invasiva era hoje, mas desmarquei e marquei para a próxima semana, porque já estava atrasada para ir e o tempo, honestamente, não está nada convidativo.

Mudando de assunto drasticamente, dei por mim, há pouco, a fazer um balanço da minha vida neste momento. Sinto-me tão feliz com o que consegui até ao momento, na minha vida. Sinto-me grata pelas amizades fortes que construí, grata pelas pessoas fantásticas que me rodeiam, grata pelas oportunidades no mundo de trabalho e desafios que surgiram na minha vida, e que consegui superar, com força, dignidade e mérito. Sinto que, neste momento, nada poderia ser mais perfeito, pois estou a concretizar todos os sonhos que idealizei quando ainda era uma menininha pequena.

Posso dizer que era uma menina diferente do que seria de esperar. Sempre fui a menina mais feminina do grupinho de amigos e das turmas em que estive. Inicialmente, quando ainda estava no Jardim de Infância (era um colégio privado horroroso que, supostamente, só era frequentado pela "elite" da cidade. O meu pai achava que a educação se prendia com frequentar os melhores colégios privados, i.e.,os mais caros). A minha mãe, ao contrário, defendia que uma boa educação consistia em conviver com todo o tipo de pessoas, de todas as cores, estatutos sociais e religiões, e saber lidar com isso, aprender com essa relação. No final dos anos de Jardim de Infãncia, onde nunca fui feliz, porque eu não era a típica menina normal, fui para a escola pública. A minha mãe tinha fincado o pé cá em casa e venceu a batalha contra os ideais conservadores do meu pai.

Provavelmente, estão a perguntar-se porque é que eu não era uma menina igual às outras, certo?! É simples, era super feminina, já adorava roupa, vestia-me sempre como uma princesa (a minha madrinha é, provavelmente, a melhor modista da cidade, e desde pequena, segui, sem saber, as tendências à risca), mas ao mesmo tempo era criativa e não me dava muito bem com as meninas. Achava-as totós e não entendia por que raios elas só queriam brincar com bonecas o dia todo (eu também brincava com bonecas, mas gostava de diversificar as brincadeiras), quando havia colagens para fazer, puzzles para resolver, jogos de cubos para fazer, livros para ver (costumava ficar horas na biblioteca do infantário, sozinha, a olhar para as imagens dos livros, cujas imagens já tinha memorizado há meses, e a 'fazer força' mentalmente para conseguir ler as palavras. Eu acreditava que ler era uma questão de fazer força mental - coitadinha de mim, achava sempre que não me estava a esforçar o suficiente, porque as letras não se juntavam e eu não conseguia ler o que lá estava, então, fazia ainda mais força)... Assim, só muito raramente brincava com as meninas. Não nos entendíamos. O meu melhor amigo era um menino, que ainda hoje passa por mim na rua, mas não se lembra de mim. Era engraçado, porque me punham de castigo várias vezes (sem ter feito nada que merecesse castigo) e ele aprontava sempre alguma, propositadamente, para poder ir para  o castigo comigo, e não me deixar sozinha. Era um querido, um amigo  à séria. No geral, eu era a menina de vestidinho, sapatinho de verniz e bolsa, que brincava com os meninos. Isto está, provavelmente, relacionado com o facto de, na altura, passar imenso tempo com o meu avô (que saudades dele...) e com o meu irmão mais velho. Com eles, as brincadeiras eram sempre variadas e envolviam jogos, livros, teatro de fantoches e puzzles.  Isto não era lá muito bem visto, como podem entender. A educadora devia achar que eu era um "ser estranho" e não perspectivava a minha diferença e necessidade de ser expansiva e libertar a minha criatividade, com bons olhos.

No ano seguinte, fui para a escola primária pública, ainda com 5 anos. Foi com esta idade que conheci a minha melhor amiga, a minha alma gémea no feminino. A ela, faço aqui uma grande homenagem, por todos estes anos juntas, por todo o companheirismo e por me ter ensinado que podemos ser diferentes e, mesmo assim, felizes. E juntas, somos muito felizes. Gargalhamos, sorrimos e, mesmo quando choramos, custa menos chorar com ela, que chorar sozinha. Tem sido o meu alicerce desde os 5 anos e é a irmã que nunca tive. Quando penso em todos os momentos em que nos apoiámos, em tudo pelo que passámos juntas, é impossível não sorrir. Para ti, já sabes que és o amor da minha vida no feminino. Adoro-te! Algum dia tinha de ficar aqui o registo - é impossível falar de mim, sem falar de ti.

Foi também nessa altura que conheci uma pessoa que reencontraria anos mais tarde, e que se tornaria uma influência importantíssima na minha vida. Falo-vos da Cat, que é presença regular e habitual aqui no blogue. Ela era a menina mais esperta da turma da primária e a minha companheira de carteira. Era fabulosa, já na altura. Eu achava que ela era muito adulta, de tal forma era sensata. Continua igual, actualmente, nesse ponto. É o meu chão firme, o meu porto seguro. Obrigada por tudo. Sabes que tens sido importante na minha vida e que o teu apoio tem imenso valor para mim. Quando és tu que dizes as coisas, eu sei que são verdade. Mesmo que me digas que amanhã vai cair sugus do céu, se fores tu a dizer, eu vou saber que é verdade e acreditar!

No geral, foram estas algumas das relações de amizade, criadas na minha infância, que mais marcaram.

Tinha muitos sonhos quando era pequeninha. Era a miúda mais sonhadora que possam imaginar. Lembro-me de ser muito vaidosa e de ficar horas e horas a olhar para o espelho, porque sonhava ser muito bonita quando crescesse. Achava que as pessoas mudavam muito quando cresciam, em termos faciais. Para meu azar (ou sorte), fiquei igualzinha ao que era na altura. Os meus traços, já na altura muito fortes, ângulo gónico recto, olhos grandes e escuros e boca enorme e expressiva quando sorrio, permanecem os mesmos, hoje. De qualquer forma, perdoem-me a falta de modéstia (mas não sei ser mentirosa), sinto-me satisfeita com os resultados. Não me queixo. Só gostava de ser mais alta e mudava um ou outro detalhezinho no meu nariz.

Com 8 anos, já tinha mais quatro sonhos, além desse: ser professora de Português e Inglês (por influência do meu irmão, comecei a falar Inglês muito cedo), ser escritora, encontrar o meu princípe encantado e, admito, ter um closet de sonho. Já sei que estão a pensar que, para menina de 8 anos, já não pedia pouco. Quando analiso os meus sonhos de então, chego à conclusão que a vida tem sido generosa comigo. Sou professora e bem sucedida, não me considero feia, tenho um closet de que me orgulho (embora ainda não seja o meu closet de sonho, porque todas as semanas se completa mais um bocadinho), encontrei o meu príncipe encantado (neste momento acredito mesmo que sim, e isso é o mais importante), não sou escritora, mas pelo menos, publico os meus textos, o que já me deixa realizada.

Desconheço o que o futuro me reserva, mas sinto-me grata pelo que me trouxe até agora!:)

A todos os amigos que me influenciaram na infância (mesmo os que já não fazem parte da minha vida, mas, principalmente, aos que continuam comigo até hoje), deixo uma música, toda toda para vocês! Thanks u guys! LOVE!


Michael Buble, Some kind of wonderful

Beijinhos, BB


A Menina dos Óculos

Tuesday, 12 January 2010

a cereja no topo do bolo... literalmente!

Estava a sair de uma das escolas em que trabalho, quando olhei para aquela montra e lá estava ele, apetecível como sempre, a olhar para mim com carinha de quem pede para ser comido.

Óbvio que estou a falar de um bolo. Que bolo?! Tentem adivinhar, por instantes: tem várias camadas, chocolate, chantilly e a famosa CEREJA em cima! huuuumm! Sim, falo de um Diplomata (é tão bom, que até lhe cedo uma maiúscula)!

Numa das minhas divagações enquanto comia o bolo, comecei a questionar-me por que raios lhe deram o nome de diplomata e a resposta pareceu-me evidente! Confirmem se não faz imeeeenso sentido: chama-se diplomata, porque misturar massa folhada, massa de pão de ló, chocolate, creme de ovos, chantilly e uma cereja caramelizada requer no mínimo, toneladas de diplomacia! (teoria brilhante, esta... eheh!)

Claro que esta teoria, na minha cabecinha tonta, deu logo pano para mangas e não contive as comparações inevitáveis. Será possível manter uma relação que funcione e ligue tão bem como as camadas de ingredientes no diplomata?! Seria definitivamente a cereja no topo do bolo, que é a nossa vida! Bem, a minha vida, pelo menos daria um bolo de confusões, voltas e reviravoltas e muitas tontices próprias do tipo "Mulher-Que-Bem-Lá-No-Fundo-Ainda-Acredita-No-Príncipe-Encantado-Embora-Negue-Isso-Até-À-Morte-Porque-Quem-Acredita-Nisso-Ou-É-Doido-Ou-Está-Com-Febres-Altíssimas".

Eu já tentei algumas vezes, continuo a tentar... Acho que o segredo está sempre em acharmos que "agora sim, estamos numa "relação-diplomata"! Enquanto houver esse espírito, é porque devemos estar no bom caminho!

Dica para hoje: trincar um bom diplomata e esperar que sirva, de alguma forma, de metáfora para a nossa vidinha!


A Menina dos Óculos