Showing posts with label relações. Show all posts
Showing posts with label relações. Show all posts

Wednesday, 26 March 2014

"Química e Física" ou "Química é Física"?



As pessoas falam imenso na química que supostamente é preciso sentir-se para se iniciar algum tipo de relação entre duas pessoas. Após ouvir tanta gente falar nessa "química", penso ter-me apercebido que há por aí muito boa gente a confundir duas matérias distintas: a Química e a Física.

Afinal que raio de coisa é essa tal de "Química"? Eu não tenho problemas em dizer que nunca me apaixonei à primeira vista. Não quero dizer que seja totalmente céptica em relação a isso, até porque o marido diz jura a pés juntos (eu cá continuo a acreditar que só o diz para me deixar contente) que se apaixonou por mim no momento em que me viu a primeira vez. Embora eu queira muito acreditar nisso, como nunca o senti, tenho dificuldade em interiorizar ou entender como é que essas coisas se passam.

Ao longo do tempo, fui-me convencendo que os homens (e algumas mulheres) costumam, isso sim, confundir as duas disciplinas, e quando dão por ela já misturaram a velocidade com os átomos, a pressão com os electrões e já tudo é sinónimo de tudo! Para esses homens, e em especial quando estão a contar os seus feitos às amigas, a meu ver, a coisa passa-se da seguinte forma: 

Homem diz: Eh pah, que eu sinto cá uma química quando estou com a Carolina!
Homem pensa:  Eh pah, que ela é mesmo toda boa! Quando é que será que podemos avançar?

Homem diz: Eu e a Carolina temos mesmo química! É inacreditável!
Homem pensa: Eu e a Carolina temos uma energia sexual fantástica! [não era bem isto, mas optei por não baixar aqui o nível]

Homem diz: Ontem à noite a nossa química atingiu níveis de explosão atómica!
Homem pensa: Ontem à noite a nossa física levou-nos a explodir atomicamente!

Claro que provavelmente quando estão com os amigos, a conversa deve ser outra, evidente. Porém, e apesar da física ser muito importante, e ser parte integrante da chamada "química", não acho que a segunda se resuma à primeira. Apesar de nunca me ter apaixonado à primeira vista, concordo que a química surge em alguns momentos e que é determinante para sabermos qual o caminho que queremos que aquela relação tome. 

No entanto, e só para deixar o meu testemunho de esposa babada que sou, por acaso, o Mr. Bubbly não tende a confundir química com física, porque no dia em que viu pela primeira vez eu estava vestida com calças de homem, T-shirt larga e sapatilhas, e ele nem me viu de pé. Por isso, acho que ainda há muitos exemplares por aí de jeito e que sabem distinguir bem uma boa química de uma física das boas. ;)


E já começaram a acompanhar o meu blogue de moda,
Não?! Então confiram lá ESTEESTE e ESTE POST!

E já agora, façam o download da aplicação de moda ASAP54.
Fiquem a conhecê-la AQUIAQUIAQUI e AQUI.

Beijinhos,

A Menina dos Óculos

Thursday, 13 March 2014

Os pepinos


Um chocolate quente com umas bolachinhas são óptimos para acalmar dias pós-pepino! :)

No geral sou uma pessoa bem disposta. Claro que também tenho aqueles dias em que ando mais tristonha, quem não tem? No entanto, tenho a regra de não descarregar em ninguém e tentar resolver as coisas dentro de mim, e muitas vezes com a ajuda do Mr. Bubbly e dos meus amigos, que não precisam que eu diga nada para perceberem que estou a pedir-lhes o ombro de apoio, a mão para apertar, e aquelas palavras que só eles sabem dizer e que vão ter o efeito desejado em mim. O facto é que tento que essas fases não sejam prolongadas e me esforço por superá-las mantendo o mínimo de boa disposição. 

O que me tira mesmo do sério são aquelas pessoas que mais parece que têm um pepino you know where, e que, sem motivo aparente andam sempre de trombas. Este tipo de pessoas encontram-se em todo o lado, no trabalho, na rua, no café, e digo-vos que me enervam mesmo. Neste momento em termos de trabalho, nada a dizer, mas já trabalhei no passado com pessoas assim e deixem-me que vos diga que ter de enfrentar uma segunda-feira no trabalho com uma pessoa destas ao lado, é coisinha que não desejo a ninguém. 

Por um lado, são pessoas que parecem zangadas com o mundo que as rodeia, não é com X ou com Y, e nem com Z. Se estivermos atentos, o problema delas é com a vida, é com todos e não é com ninguém. Depois há dois tipos, os que geralmente falam pouco e os que falam pelos cotovelos. 

No primeiro caso, costumam ser pessoas menos seguras de si e por isso profissionalmente costumam ocupar um plano secundário. O pouco que falam mais se aparenta com um grunhido, do que com uma afirmação. Conheci um professor na escola que era assim. Podemos chamá-lo de Nélson. Por vezes, tornava-se até difícil compreender o que dizia. A parte boa é que este tipo de pepinos se caracteriza pelo facto de a pessoa não extravasar verbalmente o dark side que lhe vai na alma, então tirando a atitude de estar sempre de mal com o mundo, pelo menos o Nélson não chateava muito. A parte menos boa é mesmo a energia negativa que transmitia, principalmente numa segunda-feira na escola, onde tudo o que esperamos é encontrar um bom ambiente para começar a semana em modo relax. Porém, o Nélson e o grupo dele em geral não são nada comparados com os que vêm a seguir.

No segundo caso, trata-se de pessoas que estão numa posição profissional mais proeminente, e por isso, estão sempre prontos para atirar umas farpas, no meio do seu discurso longo de quem acha que domina todos os assuntos melhor que ninguém. Já trabalhei com uma pessoa deste segundo grupo, chamemos-lhe Zélia (sim, o nome também começava por Z e não resisti a chamá-la de Zélia), e juro-vos que era daquelas pessoas que parecia ter quase tudo. Eu, em particular não invejava a Zélia, porque era raro o dia que não incluía trombas no outftit. Ora deixa cá ver, com este vestido azul vai bem uns sapatos em verde escuro, com a minha carteira em tom nude e com estas trombas!, com certeza era assim que a Zélia combinava os seus looks. Quando chegámos ao fim do ano lectivo, não havia professores, nem alunos que a pudessem ver à frente, o que prova que o pepino da Zélia devia ser gigante!

Por isso, agora que estamos a chegar ao final da semana de trabalho, e porque queremos entrar bem no fim-de-semana, deixo-vos um conselho: 

EVITEM OS APEPINADOS E FAÇAM-SE RODEAR DE PESSOAS COM ATITUDE POSITIVA E QUE PROCUREM ACTIVAMENTE A SUA FELICIDADE, TAL COMO VOCÊS!

Continuem a seguir The Bubbly Girl in Glasses,

E já começaram a acompanhar o meu blogue de moda,
Ainda não, seus maganos? Então confiram lá, ESTE, ESTE E ESTE POST!

E já agora, já fizeram o download da aplicação de moda ASAP54?
Fiquem a conhecê-la AQUIAQUI, e AQUI.

Beijinhos,

A Menina dos Óculos

Monday, 10 March 2014

R.E.S.P.E.C.T.



As pessoas conquistam o respeito umas das outras das mais variadas formas. Porém, no passado fim-de-semana apercebi-me de duas outras formas que nunca tinha equacionado no passado e que de facto, fazem todo o sentido.

O sucesso profissional costuma ser um dos denominadores comuns das pessoas que mais frequentemente ganham a admiração dos seus pares e da sociedade em geral, o que é perfeitamente compreensível, dado que a profissão e o income resultante da mesma, se for bastante acima da considerada 'média', é sinónimo de status. E hoje em dia, dinheiro significa poder económico e poder económico, por sua vez, equivale a respeito.

Além do lado do poder económico e sucesso na carreira, acredito que os chamados "self-made" man/woman também conquistam a admiração dos que os rodeiam, pois hoje em dia não é fácil chegar  ao sucesso independentemente de cunhas, de referências, de conhecimentos da família. Construir um caminho de sucesso e que nos faça felizes (independentemente do salário ao fim do mês) através do nosso talento natural, do nosso esforço, dedicação e sacrifícios é algo digno de suscitar o respeito de outros que, da mesma forma, ambicionam construir o seu caminho passo a passo.

Por outro lado, também há quem ganhe o respeito da sociedade pelo seu empenho em causas humanitárias, pelo seu trabalho de voluntariado, pelo seu lado mais altruísta, e que não se vê com tanta frequência. Estas pessoas têm, sem sombra de dúvidas,  de ser valorizadas pela sua generosidade, pela sua humildade, pelo seu trabalho. E a sociedade acaba por reconhecer (se calhar não o suficiente) estas pessoas e estas acabam por ser o depositório da confiança e respeito dos que as rodeiam.

As mulheres que geralmente conseguem ter uma vida profissional activa e de sucesso, bem como despender de tempo para manter uma vida familiar (que normalmente inclui ter marido e/ou filhos) saudável, acabam também por ser alvo do reconhecimento do seu esforço e sacrifício por parte daquelas que, como elas batalham diariamente para estar naquele nível de "quase-perfeição" em todas as áreas da sua vida. Apesar da mulher ser geralmente tida como mazinha e maledicente, gosto de acreditar que no fundo reconhece o valor das que, tal como ela, sofrem para manter o sucesso na sua carreira, conservando a sua felicidade familiar.

Porém, e embora haja ainda muitas outras formas de se conquistar o respeito dos outros, este fim-de-semana, na nossa saída de sábado à noite fomos para Camden Town, um dos locais mais alternativos de Londres para as saídas nocturnas, mas também um dos mais divertidos. Apercebi-me lá, que as mulheres conquistam o respeito umas das outras pela audácia e bom-gosto (qualidades que são, no caso, indissociáveis) do que vestem. O facto é que, ao passar por uma mulher no cume do seu salto alto (ou até flat ankle boots), que não recorre ao vestido preto justo básico ou aos típicos acessórios já mais que batidos, senti-me conquistada - conquistada pela atitude, conquistada pelo facto de me identificar com o que considerei bom gosto. É evidente que pessoas com gostos e interesses idênticos conquistam o respeito umas das outras, mas neste caso, tratando-se de algo habitualmente considerado superficial, como é a roupa, mas que acaba por dizer tanto da confiança e personalidade de uma mulher. E sim, como mulher, já senti que algumas mulheres ganhassem a minha admiração pela statement que fazem diariamente pelo modo como se vestem.

No Domingo, após a saída de Sábado, decidimos fazer um piquenique entre amigos no Regent's Park. Estava um dia lindo, radiante de luz e o sol estava convidativo. Os homens do grupo decidiram oferecer-se para jogar um jogo de futebol com uns Ingleses que já lá estavam. O que me apercebi é que dentro de um jogo de futebol, e entre homens, aqueles que fazem mais show acabam por ganhar o respeito dos restantes. É quase como ser o Rei dos Relvados, mas o facto é que os homens que dominam dentro do campo, fora dele acabam por ser vistos com olhos de admiração por parte dos outros. Claro que isso faria do Cristiano Ronaldo o homem mais admirado do mundo, e supostamente não é assim que acontece. Contudo, por mais que haja quem diga mal dele, e o acuse de ser arrogante e convencido (eu limito-me a ter orgulho nele e no trabalho que desenvolve, em vez de perder tempo a dizer mal de alguém que tão bem representa o nosso país), ninguém pode negar que ele chegou onde chegou porque suou (e muito) a sua camisola. Ele não se limitou a deitar à sombra da bananeira e a saborear os frutos do seu talento. Por mais más línguas que haja, ele conquistou o respeito de todos (mesmo dos que dizem mal dele) dentro do campo, e contra factos, não há argumentos.

Para saberem mais de The Bubbly Girl in Glasses,

Acompanhem também o meu outro site More than Labels!
E vejam ESTE POST sem falta! É o meu primeiro vídeo no Youtube.
Por falar neste vídeo, já fizeram o download da ASAP54? Experimentem, que vão adorar!

Beijinhos,

A Menina dos Óculos

Saturday, 8 March 2014

A vingança, afinal serve-se, ou não?



Ontem, apesar de ter tido um dia infernal de trabalho, ao final do dia lá fui assistir ao jogo de futebol da equipa de Sub-12 que o Mr. Bubbly treina. Estavam a jogar para as meias finais da taça e acabaram por ir a pénaltis depois de um empate a dois golos. Passaram à final. Após os festejos, eu e o maridão vínhamos para casa, com ele super excitado com a vitória ainda, a falar do passe do X e do corte do Y, que eles têm imensa garra e não sei que mais.

Porém, a dado momento, lembra-se, e fala-me dos Sub-9 que ele começou recentemente a treinar às 3as, e que, segundo ele, tem jogadores muito talentosos, mas que tinha perdido o jogo nesse dia, com ele a orientá-los. Pelos vistos, o talento dos jogadores e o talento do outro treinador (a equipa treina com dois treinadores diferentes, dependendo do dia) não são directamente proporcionais. O W, o tal treinador, aparentemente pegou numa equipa com imenso potencial e transformou-a num aglomerado de jogadores com talento, mas que não constituem uma equipa. Bem, foi ver o Mr. Bubbly a espernear de raiva o caminho todo para casa, porque nestas idades os miúdos já têm uma tendência natural para serem egocêntricos, porque estas idades são fundamentais, porque o papel do treinador é começar a introduzir noções tácticas nos treinos para eles irem perdendo esse egocentrismo natural e jogarem para a equipa, porque esse tipo é um irresponsável, porque se fosse eu a mandar sozinho, ele já estava no olho da rua, e por aí fora. O homem estava que não podia!

Entretanto, sai-se com ar vitorioso com esta: Mas deixa estar, que ele vai ver... no outro dia enviei-lhe uma mensagem a perguntar se ele podia substituir o Tom no treino, e ele nem sequer me respondeu. Hoje ele mandou-me mensagem a dizer que não podia orientar o jogo deles, mas que amanhã ia ao treino, e eu, de vingança, não lhe respondi.

Estão a ver a minha cara, não estão? O resto da conversa que se seguiu:

Eu - Tens noção que isso não é vingança nenhuma, não tens? 
Ele - Claro que é! Eu mandei mensagem a perguntar se ele podia fazer uma troca, e ele não respondeu. Ele mandou-me mensagem a dizer que ia amanhã, e eu não lhe respondi. Foi uma vingança na mesma moeda.
Eu - Tens noção que não havia nada para responder em relação à mensagem do W?
Ele - Pois, mas eu não respondi à mensagem, e isso é a vingança.
Eu - Só é vingança se ele se aperceber que estás a ser parvo com ele de propósito. E se fosse comigo e alguém não me respondesse a uma mensagem em que não faço nenhuma pergunta, não acharia estranho; achava normal, logo a vingança deixava de ter efeito.
Ele - Pois, não tinha pensado nisso, bolas. 
(...) (...) (...)
Ele - Olha, mas já sei, como não lhe respondi, se ele aparecer, não lhe pago essas horas, e depois digo-lhe que não precisávamos dele. Afinal, ele só deve aparecer se o clube precisar dele. Aparentemente, o clube amanhã não vai precisar dele.


E com esta calou-me. E assim se serve uma vingança.

Acompanhem a Menina dos Óculos:


Passem no meu blogue de moda, More than Labels,
e vejam ESTE post e ESTE.

E já agora, quem é que já fez o download da aplicação de moda ASAP54
É uma novidade que está a revolucionar o modo como nos inspiramos e como fazemos as nossas compras online. Experimentem! Falo dela AQUI e AQUI.

Beijinhos,

A Menina dos Óculos


Thursday, 6 March 2014

As técnicas de engate e eu #1



Todas as mulheres já foram abordadas pelo outro sexo em vãs tentativas de engate. Não deve haver uma, nem mesmo a mais insegura, que não tenha sido. E a verdade é que as tentativas de engate cada vez mais se assumem por toda uma diversidade rica de técnicas que podem, ou não, produzir o efeito desejado. Embora também haja as tentativas de engate do sexo feminino em relação ao sexo masculino (principalmente cá por Londres) ou até as do mesmo sexo, hoje apetece-me brincar um bocadinho com os machos hetero, por isso vou ignorar todas as outras e focar-me em 3 modos de acção desse macho quando observa a presa e se prepara para atacá-la.

Tentativa de engate n.º 1
"Ajudas-me aqui a preencher este formulário?"
Este foi o 1º golpe do Mr. Bubbly comigo, daí que venha em primeiro lugar. Os nossos amigos que sabem da história ainda hoje brincam com ele por causa disso, pelo que me é especial. E bem, antes que pensem que surtiu efeito, lamento desiludi-los, não surtiu, mas fez-me rir, foi engraçado, pelo que também não o fez perder pontos - nada mal! Esta tentativa pode ser utilizada quando já se esteve com a pessoa uma vez pelo menos (basta que seja após o dia em que foram apresentados, por exemplo) e com colegas de trabalho, no local de trabalho (senão, arranjar um pretexto para preencherem um formulário na 1ª saída a dois às 11 da noite vai soar estranho). Basicamente o homem vai estar aflito com um formulário e vai pedir ajuda à miúda gira e simpática lá do escritório para o ajudar a preenchê-lo. Nessa altura, pode inclinar-se para ela, ficar bem pertinho, sentar-se na mesa e tentar fazer eye contact, ser fofinho, e no final, como forma de agradecimento, pode convidá-la para um chá (isso de convidar para um café já não se usa muito, digo eu, acho convidar para um chá muito mais sofisticado). 
NOTA INDISCRETA: Não façam como o Mr. Bubbly e certifiquem-se que o formulário é complicado de preencher, porque no caso, o dele continha campos difíceis como: Nome, Data, Agrupamento de Escolas, Hora, Total de Horas, Escola e Assinatura. A primeira coisa que me passou pela cabeça foi: Ou este tipo é muito burro, ou já está apanhadinho por mim! No entanto, confesso que achei graça à situação toda, e ao esforço que ele estava a fazer para me chamar a atenção, embora tenha tido de disfarçar o constrangimento de lhe estar a explicar coisas como: Ora onde diz 'nome', colocas o teu nome; onde diz 'Agrupamento', escreves o nome do Agrupamento de Escolas onde estás a trabalhar; onde diz 'Data', escreves a data,... O facto é que mesmo com um formulário fácil, eu estou aqui e com ele, certo? Por isso, what the hell, se não houver mais nada, usem qualquer formulário mesmo.

Tentativa de engate n.º 2
Vou deixar-te essa caixa de mensagens tão cheia, mas tão cheia, 
que mesmo que não queiras, vais acabar por sair comigo
só para conseguires desbloquear o telemóvel!
Esta técnica nos meus tempos de solteira era estranhamente muito habitual, e de acordo com o que vejo com as minhas amigas (ainda) solteiras, continua muito em voga. E não é que às vezes funciona? Esta é basiquinha mesmo, consiste em tentar persuadir uma mulher a sair consigo pela insistência desmesurada e por potencialmente bloquear o telemóvel da moça com tamanha quantidade de mensagens escritas e voicemails, e emails, e mensagens no Facebook, dicas no Instagram, (ou apenas 2 destas técnicas) etc. Pode haver algumas miúdas que se assustem um bocadinho (esta técnica assemelha-se um bocadinho ao stalking), mas chega ali um momento que algumas acabam por ceder. Afinal, não se pode dizer que o homem não lhe esteja a dar atenção, o que já é mais do que algumas mulheres com relações longas se possam gabar. Em conclusão: isto ou corre muito bem, ou corre muito mal e a moça aparece-lhe à frente com uma restraining order (= ordem de restrição por perseguição) - das duas, uma.
NOTA INDISCRETA: O Mr. Bubbly também usou esta, e lá se safou com um jantar depois de 11h non-stop a insistir para jantarmos. 11h depois achei que era melhor ele parar com a brincadeira das 20 mensagens de 10 em 10 minutos, porque o telemóvel estava sempre a bloquear e já não recebia mensagens de mais ninguém, porque a caixa estava sempre cheia.

Tentativa de engate n.º 3 
Vou ser tão fofinho como um puto da primária
Esta técnica chegou até mim recentemente. Como já vos disse inúmeras vezes, costumo ir escrever para o Starbucks de Clapham, que segundo parece, é o local de engate preferido do pessoal aqui da zona. Eu achava que era só um local com boa música e inspirador (por algum motivo, talvez por superstição até, acredito piamente que muita da minha inspiração resulta do facto de estar a escrever lá; já se tornou tipo amuleto da sorte; se um dia for famosa, vou ter de agradecer aos funcionários do Starbucks de Clapham por serem uns amores comigo), mas pelos vistos não. Homens de toda a Londres vêm para este Starbucks em específico para exercer as suas técnicas de engate. No outro dia, fui abordada de uma forma que achei super querida, embora claro, me pareça que os homens cá não percebem que uma aliança no dedo anelar da mão esquerda significa que a sua presa é casada, pelo que evidentemente, o macho não iria ter nunca sorte nenhuma. No entanto, é de admirar a sua criatividade e esforço. Então, por coincidência, sentei-me ao lado dele (era o único lugar vago perto da tomada naquela mesa) e coloquei o meu muffin e o meu frappuccino na mesa, e ele começou logo a falar, a dizer que estava de dieta e que aquele muffin o estava a fazer salivar (agora que penso, isto em Português não soa muito querido, e parece mais uma metáfora sendo que, nessa linha de pensamento, eu e o muffin seríamos uma, e a mesma coisa - Blhac!). Respondi-lhe brevemente, e voltei ao trabalho, estava a meio de uma crónica para este blogue curiosamente. Adiante, ele não tarda e volta para o seu computador. Dali a uma hora talvez, pousa um papel dobrado a meio, com a caneta em cima na mesa, entre nós os dois, e diz-me, Já viste o que estava aqui na mesa quando cheguei? Eu, que estava meio burra com aquela situação, não estava a perceber nada, só acenei com ar de espanto e fiz um grunhido parecido com Uh uh! Ele, vendo que eu estava bloqueada, sugere Não queres ver o que está lá dentro?, ao que eu abro o tal papel e me deparo com uma situação familiar da minha infância/adolescência. Lá dentro dizia qualquer coisa do género:

Desde que entraste na porta do Starbucks que te achei maravilhosa e, por isso, tenho duas perguntas para te fazer. Assinala a opção correcta.

1. És...
a) comprometida ____
b) solteira ____

2. O que dirias se te convidasse para comer um cupcake?
a) Sim ____
b) Não ____

Achei super querido, embora se calhar ele fizesse isso a tudo quanto usasse saia. Já me tinham feito algo parecido - o meu Mr. Bubbly antes de termos começado a namorar, usou a técnica do papel também, mas nessa altura já nós éramos amigos -, mas nunca um estranho assim do nada. Assinalei que sou comprometida e nem respondi à segunda pergunta. Mostrei-lhe a aliança de casada, e disse-lhe que achei a abordagem super original e que me fez rir, disse-lhe para experimentar com outra miúda, e ele acabou por me fazer perguntas sobre o marido. Era um tipo simpático. Espero que tenha sorte e encontre a tal miúda para comprar um cupcake. Quando contei ao marido, ele partiu-se a rir e disse qualquer coisa com ar forçosamente sério, mas a querer rir-se: Vou ter de ir ao Starbucks partir a cara a esses gajos? 

(to be continued)
Mais técnicas de engate no próximo "As técnicas de engate e eu".



E acompanhem também o meu website de moda espectacular,

Já viram ESTE post? E então ESTE?! :)

Obrigada por lerem e acompanharem!

Beijinhos,

A Menina dos Óculos


Friday, 28 February 2014

No Starbucks de Clapham...

Como já aqui disse várias vezes, o meu local preferido para escrever é aqui no Starbucks de Clapham. Depois de trabalhar no computador durante a manhã, ir ao gym (nos últimos dias não tenho conseguido ir) e almoçar, costumo ir para lá e pensar os posts dos dias seguintes, bem como preparar o material do More than Labels. O Starbucks de Clapham é muito amigável, e está sempre recheado de jovens de ar simpático.  Ao fundo tem uma mesa comprida que costumo partilhar com os meus 'amigos' desconhecidos - alguns deles são já uns habitués do local (e da mesa, claro) - e onde fico praticamente sempre porque fica perto da tomada de electricidade, e como geralmente tenho de carregar o computador, dá mais jeito.

Ontem, quando cheguei, a mesa estava aparentemente cheia. Eu até podia sentar-me no balcão, mas nós, pessoas que escrevem, temos manias esquisitas, e eu acho sempre que a minha inspiração e criatividade ficam empoladas naquela mesa. Ia preparar-me para me sentar no balcão, num daqueles bancos que deixa os meus pés sem apoio, qual criança sentada no sofá alto da sala dos avós, quando um homem, talvez nos seus 30 e tal, retira o casaco da cadeira ao seu lado (que eu pensei estar ocupada) e me acena para me sentar lá. Sorri-lhe e agradeci. Ufffa, que alívio! Now we're talking! Hoje é que vai ser escrever como se não houvesse amanhã! Estes dedinhos vão teclar tanto que até vou ter caibras!, pensava eu.

Entretanto, enquanto preparava o estaminé para começar a trabalhar, ele olha para mim e pergunta, Oh, are you into fashion?, ao que respondo que sim, com ar tímido, enquanto já estou de volta de umas fotos para o site de moda. E ele volta a tentar a sorte, You look like a journalist, are you? Respondo que não, mas que trabalho para um jornal e escrevo. Ele continuou a fazer perguntas sobre o jornal, mas apercebendo-se que eu queria continuar a trabalhar, parou discreta e gradualmente de fazer perguntas. Mais tarde, enquanto balouçava a cabeça ao som da música ambiente que tocava a bom som no café, ele perguntou-me se reconhecia a cantora e disse-me que a conhecia, e blá blá blá. E meia hora depois, ainda me questionou acerca do carregador do iPhone, pois o dele estava quase sem bateria, e queria saber se eu tinha um comigo. Nunca vou saber se ele estava a praticar a arte do engate, ou se estava só a tentar ser simpático. O facto é que numa cidade em que as pessoas não são dadas ao sorriso, eu sou muito sorridente (mesmo, mesmo, ando sempre com os dentes à mostra), e se calhar isso abriu-lhe as portas para falar e estar à vontade.

Por um lado, apercebi-me também com esta situação da posição dos homens. Muitas vezes, as mulheres não dão o primeiro passo, pois assumem que isso é o papel do homem (e eu admito que sempre fui assim), mas hoje com o estranho do Starbucks - chamemos-lhe John, já que não sei o seu nome -, o John, fiquei a pensar que provavelmente é uma posição ingrata. Os homens, suponho, já estão habituados aos recuos e às negas das mulheres, mas mesmo assim, não consigo parar de pensar que muitas vezes é preciso um esforço e uma coragem enormes para meter conversa com alguém do nada. Eu própria não sei se conseguiria fazê-lo. Graças a Deus que não sou homem!

Por outro lado, nós, mulheres (muitas de nós, pelo menos, vá) estamos habituadas a ser o centro das atenções e a ser o alvo do engate e do interesse masculinos. Quando acontece o contrário, a mulher é normalmente olhada de lado pelas suas pares, porque é oferecida, fácil e vulgar. É fácil acusar uma mulher disso numa situação dessas, certo? No entanto, quando é um homem a fazê-lo, é normal, é o seu dever, é o seu papel, e isso não faz dele um fácil. Estranho estarmos já no século XXI e ainda assistirmos a este tipo de sexismo.

No geral, acho que quando feita com respeito e bom senso, a abordagem deve ser de louvar, mais que não seja pela coragem, tanto da parte do homem, como da mulher. Afinal, se não houvesse ninguém que desse o primeiro passo, não haveria finais felizes, e o que seria deste blogue sem finais felizes?



Fiquem a saber mais acerca do The Bubbly Girl in Glasses no:

E não se esqueçam de dar uma olhadela no meu outro site

Aconselho ESTE post e ESTE. E claro, o meu último, ESTE!

Beijinhos,

A Menina dos Óculos

Thursday, 27 February 2014

Olhe, desculpe, pode indicar-me a direcção para o amor?

É sabido que não há uma bússola ou um mapa que nos indique ou direcione para o amor verdadeiro, mas também é certo que um dos dois me tinha dado um jeitaço antes de ter conhecido o Mr. Bubbly. Com certeza teria errado muito menos, tropeçado quase nunca e teria agora menos cicatrizes dos meus fracassos amorosos do passado.

O facto é que, não havendo nenhuma geringonça que nos oriente, nem nenhum transeunte disponível que domine as ruas e avenidas do amor para responder às nossas questões, a solução que nos resta é confiar nos nossos instintos e acreditar que haverá luz ao fundo do túnel. Curiosamente, eu sou um terror com direcções, sou daquelas pessoas que pergunta: Olhe, desculpe, sabe-me dizer como se chega ao restaurante X de Tal?, e depois fico a ouvir muito atentamente como se estivesse a acompanhar (e a perceber tudo), mas a verdade é que à segunda curva à esquerda já estou desconcentrada e a reparar no chapéu que o senhor que me está a responder passeia na cabeça, enquanto aceno em sinal de entendimento [És uma falsa Menina dos Óculos!!], mas sem ouvir uma palavra do que me está a ser dito. E o pior é que, tratando-se de direcções, mesmo quando consigo inexplicavelmente fazer um esforço heróico de concentração para ouvir tudo o que me dizem, esqueço-me imediatamente se viro na 2ª à direita ou na 3ª à esquerda. É absurdo! Tão absurdo como a minha capacidade de orientação!

Desenganem-se, tanto nas direcções das estradas, como nas direcções do amor, fiz asneiras a "dar com pau". E se nos perdermos na estrada, menos mal, que sempre podemos voltar atrás, mas se nos perdemos nos nossos sentimentos, voltar atrás já parece coisa do demónio, que este nosso coração é teimoso que nem uma mula e muitas vezes é estúpido c faz-nos fazer coisas mesmo parvas. A única solução quando já estamos perdidinhos de todo é parar para pensar no que fizemos de mal, por que caminho é que seguimos que não deveríamos ter seguido, e, tal como quando nos perdemos na rua, temos de voltar atrás, ao ponto de partida, e começar de novo.

Por vezes, é normal acharmos que se calhar não precisamos de recuar e fazer tudo de novo e bem, preferimos insistir na burrice nos nossos erros e achamos que podemos remediar a situação e encontrar um atalho após estarmos perdidos, sem ser necessário voltar o caminho todo para trás. Até pode acontecer, mas não acontece com frequência, por isso quando é assim, nada de arriscar, que depois é pior a emenda que o soneto e estamos só a atrasar o momento em que voltamos a estar orientados.

Depois disto, vou mas é ali mandar um email ao CEO da Google, para ver se ele alinha em inventar uma aplicação chamada Google Love-Maps, só para nos facilitar a vida!


Acompanhem a Menina dos Óculos no

Também podem acompanhar o meu site de moda, que não custa nada e até é giro ;)
Aconselho ESTE post e ESTE! :)

Beijinhos,

A Menina dos Óculos

Wednesday, 26 February 2014

Resident Single Londoners

Londres é o exemplo perfeito de uma cidade de solteiros. Desconfio que a inspiração do Resident Evil foi esta cidade, mas em vez de "solteiros", colocaram zombies, para os Londrinos não se sentirem directamente afectados. A verdade é que durante as horas de ponta, no metro, as pessoas mais parecem zombies mesmo - uns encostados ao vidro a ressonar, outros em modo automático, sentados e a olhar o vazio, como se naquelas cabecinhas só passeasse ar e vento, outros a ouvir rotineiramente a sua musiquinha no iPhone, e outros a ler o seu livro, esmagados por todos os lados , com o braço levantado a segurar o livro sem nunca desistir de o ler apesar das condições pouco convidativas (estes devem ser os heróis do filme original "Resident Single" (Londoners, acrescentaria eu).

Ser solteiro parece ter-se tornado uma epidemia contagiante. Por cá encontram-se alguns casais, sim, mas comparativamente, o número de solteiros é esmagador, e só nos apercebemos da dimensão desse número quando saímos sexta ou sábado à noite por cá. São estes os dias em que os solitários à procura de amor (ou algo mais superficial)
saem de casa e enfrentam um possível romance - costuma ser mais uma one-night stand, na verdade (tal como em Portugal, conhecer pessoas à noite e iniciar uma relação com elas não é fácil, embora possa acontecer), mas alguns acreditam que o flirt é suficiente para colmatar as carências de afecto e atenção. A meu ver, não é suficiente, porque se baseia em algo muito superficial, mas numa cidade como Londres, competitiva e absurdamente agitada, até que ponto é que é fácil iniciar uma relação séria e estável?

Os Londoners preocupam-se com o trabalho e pouco mais. Não são muito dados à culinária (não têm fama disso, é sabido) e esperam sempre pelo final do dia de trabalho para beber uma pint com os amigos no bar irlandês da esquina. Investem bastante na socialização com os amigos, com quem viajam e passam bastante tempo. Contudo, na hora de aprofundar uma relação, algo parece, muitas vezes falhar, ou por falta de experiência, ou por falta de maturidade, ou por falta de tempo, ou, simplesmente, por falta de vontade de uma, ou das duas partes. Talvez porque eu seja do Sul da Europa, um povo mais quente, que vive o amor mais intensamente, me pareça estranha esta dificuldade que eles demonstram em dar o próximo passo.

Contudo, passado algum tempo, acabo por compreender que para muitos deles (principalmente, mas não exclusivamente, para os homens) assentar implica ter muito menos tempo para os amigos e para investir na carreira. As mulheres e, no caso uma relação estável, ou até a possibilidade de iniciar uma família exigem muito tempo, de que eles teriam de abdicar, e as suas vidas nunca mais seriam as mesmas. A mudança pode ser assustadora, se pensarmos que nesta cidade muitas vezes são as rotinas que nos dão a sensação de segurança e de conforto. Além disso, o facto é que chegando a sexta-feira à noite, só dorme sozinho quem quer, e variedade é o que não falta nesta terra.

Para mim, que sou uma romântica, quando vejo um casal apaixonado cá, abro logo um sorriso - é sinal que dois single Londoners se encontraram e podem agora tentar a felicidade juntos, sem medos. E quanto aos outros, não critico a sua forma de viver ou de entender a vida e o amor, aliás, acredito que também sejam felizes, à sua maneira. Acredito também que no dia em que souberem o que estão a perder, não vão querer outra coisa.


Podem saber mais do The Bubbly Girl in Glasses no

Para acompanharem o meu novo website de moda, sigam

Beijinhos,

A Menina dos Óculos

Tuesday, 25 February 2014

Tanto para fazer e tão pouco tempo!! ARRRRHHH!

O dia hoje está chuvoso e escuro por Londres. Eu ando maluca com o início do meu novo site More than Labels. Parece que não, mas dá imenso trabalho, e como vos tinha prometido, está fora de questão de abandonar o nosso cantinho, acho que mesmo que decidisse que era melhor para mim, neste momento já não conseguiria fazê-lo. O The Bubbly Girl in Glasses já esteve parado tantos meses no passado e não consegui fechá-lo, porque achava que o blogue ainda tinha muito para dar, e não há-de ser agora que vou baixar os braços, muito pelo contrário, apesar de todo o trabalho que envolve manter estes dois projectos, o prazer que estes me proporcionam compensa tudo.

No entanto, apesar disso, posso trabalhar de casa, mesmo para o jornal, também não preciso de estar sempre com a equipa a fazê-lo posso ir fazendo de casa. Para aquelas pessoas que têm de conciliar tudo, e principalmente já têm filhos, não imagino o sufoco que deva ser. O tempo nos dias de hoje não se mede de facto pelas horas do dia, mas sim pela quantidade de trabalho/coisas que fazemos ao longo do mesmo. Basicamente se apenas conseguirmos terminar uma das tarefas que nos tínhamos proposto, significa que o dia não rendeu e a sensação de frustração ao final do dia é angustiante. Muitas das vezes são as nossas relações (familares e de amizade) que acabam por pagar por isso. O trabalho que não se faz no local de emprego, faz-se em casa nas horas vagas, o que normalmente implica menos tempo para estar com quem tem, efectivamente, importância para nós.

Calculo que cheguemos a um momento na vida em que temos todos de equacionar quais são as nossas prioridades em termos da gestão do tempo que fazemos. Lembro-me que quando estava em Portugal (já no último ano) dava por mim a concluir que seria impossível criar um filho um dia, se mantivesse o rimo e o estilo de vida que levava - a quantidade de aulas que dava era de loucos, e tornaria a maternidade uma mera ilusão. Eu acabei por tomar a decisão de vir para Londres, também com isso em mente, pelo facto de não querer abdicar do nível de vida que tinha e dos projectos que me faltava concretizar, e o Mr. Bubbly estava exactamente a pensar da mesma forma.

Há alturas em que sair do país não é opção, pelo que há que tentar encontrar formas de "multiplicar" o tempo. Como? Bem, eu tenho aqui uma listinha de sugestões:

1. Fazer as tarefas domésticas a dois quando é o caso (e fazê-las juntos, para que assim se passe mais algum tempo a conversar);
2. Envolver os filhos (quando os há) em algumas tarefas, como preparar um bolo, ou ajudar a dobrar as meias, por exemplo;
3. Tentar agrupar o máximo de tarefas para os dias da semana (que já sabemos estão perdidos de qualquer forma), libertando assim os fins-de-semana;
4. Aproveitar os furos no horário para conviver, seja à hora de almoço com os colegas de trabalho, ou no caminho para casa ao telefone com a amiga (não é o mesmo que estar com ela, mas já não é mau de todo);
5. Encontrar estratégias para desligar o botãozinho do trabalho ao fim-de-semana (tempo sagrado, em que não se deve sequer pensar nos problemas ou prazos do emprego);
6. Tirar algum tempo para nós, nem que seja só ao Sábado de manhã. Havendo filhos, é mais complicado, mas se se combinar bem as coisas com o pai, ele pode ficar com a criança ao sábado de manhã e nós ficamos com ela ao domingo à noite, quando ele está a ver o jogo de futebol, por exemplo;
7. Por vezes, quando cozinhamos, podemos cozinhar em mais quantidade e congelar parte da comida para aqueles dias em que não nos apetece nadinha estar na cozinha depois de um dia de trabalho;
8. Não ir ao supermercado 3 vezes à semana (os meus pais têm essa mania, mas eu acho uma perda de tempo). Façam a lista ao fim-de-semana do que vão cozinhar durante a semana (só nisso já poupam imenso tempo) e depois comprem o máximo possível dos itens da vossa lista para não andarem sempre a correr para o mesmo sítio.

Bem, claro que não há milagres, mas sempre podemos tentar facilitar a nossa vida. Eu só sei é que ainda não tenho filhotes e já tenho tão pouco tempo! Já agora, se os meus conselhos resultarem, avisem, sim? :)



Beijinhos,

A Menina dos Óculos

Monday, 24 February 2014

Sem rede de segurança...

Hoje começo este post sem a mínima ideia acerca do que vou escrever. Não costumo fazê-lo, admito que é algo estranho para mim. Sou daquelas pessoas que geralmente precisa de orientação, de planos, de objectivos, de estratégias delineadas para me sentir segura e feliz. Não quer isto dizer que, às tantas quantas, não acabe muitas vezes por alterar esses ditos "planos", esses tais "objectivos". Não me agarro a eles como se fossem a minha única salvação, mas sinto que funcionam como uma rede de segurança que me garante a confiança para seguir em frente, com menos medo, menos receios. Gosto de ter o plano A, o B, o C… E sou assim em vários campos, seja profissionalmente, seja no modo como percebo as relações, seja até na cozinha, onde tanto me divirto (hoje fiz um 5 o'clock tea cake para o lanche do Mr. Bubbly, que deve estar fabuloso, mais não seja pela quantidade de brandy que leva…), enfim, tenho dificuldade em combatê-lo, daí que hoje me tenha proposto a começar esta crónica precisamente sem tema, sem rede de segurança, experimentando e deixando-me levar por onde quer que a minha imaginação e raciocínio me levasse. E para ser sincera, por agora estou a gostar.

Ser espontâneo traz-nos tanto de bom, e confesso que grande parte das vezes os meus planos não correm exactamente de acordo com o esperado (quase sempre, vá), mas custa bastante deixarmo-nos levar pela onda e ver no que dá (pelo menos a mim, custa…). Eu sou geralmente uma pessoa comedida, tranquila, não sou de dizer tudo o que me vem à cabeça, a menos que esteja com um grupo de amigos muito, muito próximo (assim daqueles que conheço desde o secundário, para terem noção). É o meu jeito, é a minha maneira de ser, foi o modo como aprendi a interagir. Basicamente, tenho a noção que se disser tudo o que me passa pela cabeça, os meus amigos vão ficar a pensar que tenho de ser internada, porque por vezes passam-me coisas muito, muito estúpidas pela cabecinha. Este fim-de-semana dei por mim numa festa com amigos e tendo em consideração que tenho alguma sensibilidade ao álcool (dois ou três copinhos de Rosé - nem precisam de estar cheios - e já estou no ponto H - de Happy), acabei por me desbroncar toda e, bem, lá espontânea fui. Não sei é se eles ficaram assustados ou a pensar que tenho algum problema grave e tenho de ser internada. O facto é que nos divertimos imenso e nos rimos a bom rir das patetices que eu a Ângela e a Rafaela passamos a noite a fazer e a dizer. Por vezes, ser espontâneo sabe bem, lembra-nos que a vida não tem de ser tão séria, não tem de ser só acerca dos nossos projectos, dos nossos objectivos. 

Profissionalmente, neste momento, estou a ser bastante espontânea, não haja dúvida. Claro que tenho a sorte de ter um suporte financeiro que me permite sê-lo; sem isso seria impossível dar-me ao luxo de desistir do ensino aqui em Londres (vade retro), escrever neste blogue com a regularidade com que estou a fazer, de trabalhar num jornal comunitário, de poder despender tanto tempo nas minhas culinarices, ou de estar a desenvolver um projecto aqui em Londres que vos apresentarei assim que possível. Nunca antes me tinha entregue a este tipo de espontaneidade profissional. Ainda não estou no ponto em que possa dizer que o que faço recompensa financeiramente, mas sinto que já estive mais longe. Força de vontade não me falta, e isso era algo que enquanto professora em Londres, me faltava. O melhor de tudo é que embora sinta muito a falta dos meus alunos em Portugal, daqueles queriduchos todos de que nunca me esqueço e que vou seguindo conforme posso, estou a fazer algo que me faz feliz: escrever, e nunca antes me tinha dado a oportunidade de fazer algo 24/7 só porque me dá prazer, vislumbrando a possibilidade de isso me trazer algum retorno que não seja só o prazer de o fazer.

No amor, a espontaneidade, o apostar em correr riscos trouxeram-me o Mr. Bubbly. Ele era uma espécie de playboyzinho com fama de não se apaixonar facilmente. Logo à partida ele era aquilo que eu não precisava na minha (na altura) vida extremamente estável e planeada a todos os níveis possíveis e imaginários. Por outro lado, tinha o sentido de humor que eu gostava, tinha a ambição e os projectos que eu acreditava poder ajudar a desenvolver, tinha o ar descontraído e descomplicado que me atraía nos homens, e tinha aquele jeito que me deixava desconfiada por um lado, mas que me fazia derreter por outro. Apesar das minhas reticências, acabei por me entregar à espontaneidade, de aceitar o desafio, de experimentar, e cá estamos hoje: casados duas vezes, e felizes. A nossa vida não é perfeita, nem é isso que quero aparentar, temos as nossas discussões (muito raramente, nem me lembro da última para ser honesta, deve ter sido porque ele deixou as chuteiras na cozinha - o habitual), não concordamos em tudo, não é tudo rosa, mas sabemos ver o que temos de positivo na nossa relação, valorizar o bom que o outro traz às nossas vidas e estamos sempre lá um para o outro, para o concretizar dos nossos objectivos e para aquelas fases em que nada corre de acordo com o que tínhamos planeado.

Tenho 31 anos e ainda estou a aprender a viver de forma espontânea, a abraçar e apreciar essa espontaneidade, e agora que penso, ter escrito esta crónica de forma tão espontânea fez-me perceber o que de outra forma ainda não tinha concluído: até agora, ser espontânea, nunca me desiludiu; pelo contrário fez-me feliz. Acho que o mote do dia (e dos próximos tempos) vai ser mesmo esse: dar largas à espontaneidade, sem rede de segurança, e esperar que o está por vir seja tão bom como o que veio até aqui.



Beijinhos,

A Menina dos Óculos

Saturday, 22 February 2014

Ser poderosa é...

Numa sociedade que tende a ensinar-nos que devemos viver para nós, que muitas vezes nos impinge o egocentrismo, o narcisismo até, as mulheres aprenderam a acreditar que para terem sucesso nas suas vidas têm de ser perfeitas em tudo.

A mulher tem de ser linda, estar sempre vestida de acordo com a ocasião, não pode ser gorda, não pode desleixar-se, e tem de ficar em forma no mês seguinte a ter dado à luz. Quando é casada, não pode descurar o marido, tem de o alimentar, tem de lhe tratar da roupa, tem de lhe dar atenção sempre que possa e cuidar do pequenito, já que a culpa das traições dos maridos são sempre da mulher, que "não lhes deu o que eles precisavam e eles tinham de ir buscar fora". Quanto à casa, tem de estar imaculada, não pode ter uma grama de pó, nem estar mal aspirada (jamais) e a cozinha não pode ter uma gotinha de gordura. Se tiver filhos, não lhe é permitido que cometa erros; qualquer erro na educação ou cuidados com a criança é sinónimo de mulher fracassada, má mãe ou má pessoa mesmo. Em termos profissionais, a mulher não pode falhar (curiosamente, o homem sentado na secretária do lado pode falhar umas tantas vezes, mas a mulher não) em nada; deve cumprir todos os prazos religiosamente, sem nunca (jamais) se queixar, mesmo que os prazos sejam literalmente estúpidos e cumpri-los signifique deixar de ter uma vida e poder tirar pelo menos uma horinha por dia para ela relaxar e tratar de si própria. No entanto, lá está o ciclo vicioso, espera-se que a mulher esteja sempre linda, fabulosa, fantástica, sem olheiras e com o cabelo perfeito. Mas como? Se a mulher tem de ser a mãe, a esposa, a profissional, a mulher perfeita em tudo?!?! Será que é sequer possível ser-se tão impecavelmente bom e sem falhas, em todos os campos da nossa vida? É que eu não sou, e se isso significa ter de me sentir fracassada, raios, é melhor perder uns dias (ou meses) da minha vida miserável só a investir sem piedade na minha auto-depressão, porque admito que não sou o que a sociedade espera que eu seja.

O ridículo disto tudo, é que nós é que fazemos a sociedade, e bem, se concluirmos que as mulheres fazem parte de pelo menos metade da sociedade, são elas praticamente (dado que a maior parte dos homens não quer saber desta treta da mulher ter de ser perfeita; para eles se tiver um par de mamas, for bonitinha e os tratar bem, já está no ir) que colocam toda esta pressão em cima das suas pares. Elas, que também têm com certeza as suas falhas, porque ninguém é assim tão perfeito, acabam por exigir que as outras o sejam. Quando descobrem que a X ou a Y engordaram 1kg festejam e criticam; se se apercebem que a Z ou a W não passaram bem a camisa do namorado a ferro (pois, que o homem não tem mãozinhas para passar roupa a ferro, querem ver?) querem ser logo as primeiras da fila a apontar o dedo. E isso enerva-me! Enfurece-me! 

Para mim, essa mulher perfeita que querem que sejamos, não é de longe uma mulher poderosa. É antes uma escrava que aceita e faz tudo o que a sociedade espera que ela faça. E isso não é ser poderoso; não é ser dona da sua vida. Não é ter controlo na sua vida. É precisamente o oposto. 

A mulher poderosa deve saber o que quer e deve estar a borrifar-se para o facto de nem sempre conseguir fazer tudo bem, desde que vá tentando melhorar ao seu ritmo, se assim for a sua vontade. A mulher poderosa não precisa de fazer um esforço por ser sexy 24/7 em relação ao sexo oposto, pois tem atitude. E digam o que disserem, não há nada mais sexy do que uma mulher com atitude e sentido de humor. Uma mulher poderosa quando não tem tempo para passar a camisa do namorado diz-lhe que hoje é ele que a tem de passar, ou que se quer que ela a passe, que vai ter ele de aspirar a sala, porque ela não se desdobra em três. Uma mulher poderosa sabe estar, sabe rir quando faz falta, convive, e é confiante. Uma mulher poderosa tem amigas de verdade, daquelas que não apontam o dedo. A mulher poderosa é a que converte naturalmente aquelas que lhe poderiam apontar o dedo, nas suas melhores amigas, com quem conversa e se ri das suas falhas ocasionais. Com elas é certo que não há capas de falsas moralidades ou pseudo-perfeições, porque no fundo, no fundo, todas falham às vezes, e podem falhar. Acima de tudo, uma mulher poderosa tem atitude para aceitar que no seu caminho vai perder muitas pessoas, nomeadamente muitas das mulheres que lhe apontam o dedo, mas sabe que quem tiver de ficar na sua vida, vai acabar por ficar. E essas que ficam são as tais, as que são poderosas como ela.



Beijinhos,

A Menina dos Óculos

Friday, 21 February 2014

Estive quase, quase, para te amar, mas...

Quando somos solteiros e estamos naquela onda positiva de conhecer pessoas, e nos deixarmos apaixonar, por vezes há coisas estranhas que acontecem. A mim já me aconteceu, no passado, e sei que não sou um exemplo único. Por vezes, são as coisas mais estranhas que nos enervam naqueles contactos iniciais, outras vezes são simplesmente aspectos superficiais, ou um tique qualquer daquela pessoa que nos faz chegar à conclusão que o melhor é ficarmo-nos mesmo pela primeira saída juntos e não voltar a repetir a experiência, porque já não há condições para tal.

Eu, pessoalmente, lembro-me que havia algumas coisas que eram autênticos corta-pica para mim no início (de referir que este início de que falo são aquelas saídas iniciais, quando ainda não estamos apaixonados, mas estamos a conhecer a pessoa). Em primeiro lugar, para mim, se o homem em questão não tivesse nenhuma noção do que queria para o futuro, não tivesse nenhum objectivo (fosse qual fosse, podia ser dar a volta ao mundo, ou criar uma associação sem fins lucrativos), se não tivesse algo por que lutar, era um "NO-NO" para mim. Sabia que não conseguia estar com uma pessoa que pensasse dessa forma (pelo menos não em termos amorosos), embora saiba por experiência própria que todos passamos por umas fases assim. Sempre gostei de homens determinados e com sentido de humor, mais do que de homens bonitos, era o meu ponto fraco.

Depois, sempre tive algum problema com o excesso de pêlos, admito. E o pior era quando me apercebia disso! Se não houvesse mesmo outra coisa ali que me atraísse, geralmente era mazinha e cortava-me. A minha cabeça simplesmente não me deixava abstrair que o homem podia ser irmão gémeo do Chewbacca.

Uma terceira coisa que também não ajudava nada à festa, era ser uma pessoa complicada, do género daquelas pessoas que passam por muitas fases más na vida, que se entregam facilmente à tristeza, são instáveis e vivem muito na grey area, em vez de viverem na área multi-colour, como eu. Fugi sempre a sete pés de homens complicados emocionalmente e na única vez que não fugi, correu muito mal - vi a minha vida a complicar-se ao cubo, como nunca antes. No geral, sempre me virei muito mais para homens descomplicados e descontraídos, acho isso muito mais sexy do que o oposto.

Uma quarta coisa que me assustava eram mãos feias (algo muito semelhante ao meu problema com excesso de pêlos). Tive um problema grave com mãos que não considerava bonitas. Por vezes a pessoa em questão parecia um amor, mas no momento em que reparava que as mãos dele eram feias, tinha de me estar a controlar para não estar sempre a olhar para lá. Quando dava por mim, já não fazia ideia do que ele estava a falar, porque na minha cabeça o pensamento era outro: "Alerta: Mãos Mesmo Feias! Não olhes, que dás nas vistas! Oh pah, 'tás a olhar de novo! Isso é infantil e uma superficialidade! Não tem jeito nenhum! Shame on you! O que é que ele tá mesmo a dizer?! Fogo é que são mesmo feias…"

A verdade é que na maior parte dos casos acabei por não me dar uma segunda oportunidade para conhecer melhor estes homens. Não faço ideia se alguns deles eram fantásticos ou não. E algum deles poderia ser fabuloso… Uma amiga minha (não, não sou eu) é o exemplo de que algumas vezes estes pequenos constrangimentos iniciais podem ser um entrave à nossa felicidade.

A Carolina, em determinado momento, aceitou ir tomar café com um colega de trabalho que já andava a insistir há algum tempo para saírem juntos. Pois bem, lá foram, pois não é que ela cismou com a camisola do rapaz, que até era tão bom moço? Foi com a camisola e com o facto de ser um excelente filho (de acordo com o tipo de vida que levava), pelo que ficou a remoer no facto de que talvez ele fosse daqueles que pretendia morar com os pais até aos 50 (o que também não era verdade)… Não foi fácil ela superar estes bichinhos na cabeça dela. Foi necessária muita lavagem cerebral para a convencer a sair uma segunda vez com o moço dali a umas semanas (lavagem cerebral patrocinada aqui por mim mesma, que tinha um bom pressentimento em relação ao rapaz). Hoje estão casados e muito felizes. E o melhor de tudo, é que agora ela até olha para a tal camisola e já não desgosta da danada.

Para ela, atropelar os bichinhos na cabeça dela e ter saído uma segunda vez com ele foi óptimo. Será que não poderia ser assim para muitos de nós? Pelo menos, uma segunda saída não fará mal a ninguém e sempre dará para comprovar se aquele homem ou aquela mulher é mesmo um(a) NO-NO ou se será afinal um(a) YES-OH-DEAR-YES! :)



Beijo enorme.

A Menina dos Óculos

Tuesday, 18 February 2014

Como?! Não te percebo!!

No emprego, na escola, ou em casa, um dos factores responsáveis por muitas discussões e mal-entendidos é mesmo a quebra ou falha na comunicação. Num casal, a ausência de diálogo bem sucedido e de comunicação efectiva podem ser, muitas vezes, a causa de ruptura emocional e desgaste da relação.

Vivemos na década da comunicação virtual, sempre ligados ao Facebook, ao Twitter e ao telemóvel. A maior parte dos meus conhecidos (eu e o Mr. Bubbly inclusivamente) já não vive sem o iPhone, sem o iPad, sem o iPod ou o laptop e não aguenta muito tempo sem conferir os estados dos amigos na página do mural, sendo que mais facilmente deixamos uma mensagem no mural deles, do que lhes ligamos para marcar um café durante o dias de semana. Numa cidade tão grande como Londres, é facto que durante a semana nem sempre é fácil estarmos com o nosso grupo de amigos (moramos na zona 2, em Clapham North, na zona sul de Londres) e temos alguns amigos que moram no norte, pelo que ao fim do dia, após horas no metro, não há grande vontade de nos enfiarmos de novo no metro, armados em toupeiras, para estarmos juntos. E basicamente costumamos juntar-nos ao fim-de-semana. 

O meu Mr. Bubbly, conhecido como o workaholic assumido do grupo, é o pior de todos, infelizmente. Este Sábado estávamos todos no Ice Wharf de Camden e ele estava de volta do telemóvel a falar com o D. de assuntos de trabalho, quando devia estar a conviver. Claro que todos o conhecem e sabem que é mais forte que ele, pois ele vive num ritmo fora do normal, mesmo para uma cidade como Londres.

Nas relações amorosas , porém, este tipo de falhas, se repetido continuamente, não é tão facilmente colmatado, por mais tolerância que haja. Dou por nós às vezes a tomar o pequeno-almoço e em vez de estarmos a conversar, estamos os dois agarrados ao telemóvel: ele a ver as notícias de futebol nos jornais Portugueses e eu de volta dos blogues. Claro que sabemos que isto é errado, e por isso, geralmente acabamos por ter uma conversa em que acordamos não tocar nos telemóveis à refeição ou à noite. Costumamos aguentar uns dias, mas confesso que estes acordos nunca duram muito tempo connosco.

Felizmente, no meio disto tudo, principalmente nas horas antes de ir para a cama e ao jantar conseguimos conversar e sinto que, no geral, apesar de termos muito para melhorar, não estamos num nível vergonhoso de falhanço comunicacional. Entendemo-nos à nossa maneira e conseguimos tirar o nosso tempinho para conversar todos os dias e partilhar o que nos apetecer ao final do dia. 

Há, porém, uma situação diferente que não se prende com a inexistência de diálogo (há pelo menos a tentativa), mas com a ineficiência do diálogo. Isso acontece, por exemplo, quando vivemos num ritmo alucinado e pensamos no que queremos dizer à pessoa, e na hora de o dizer, como estávamos a pensar nisso, assumimos naturalmente que já o dissemos (confundindo pensamento com verbalização). Apesar de ser algo aborrecido porque depois chegamos a um ponto da conversa em que parece que estamos a falar línguas diferentes, e ninguém se entende, este nem é o pior caso. O problema maior está quando se conversa com o companheiro e nenhum dos dois tem o tacto e bom senso para perceber qual o modo de abordar determinados assuntos e ou de dizer certas coisas, que podem ferir a sensibilidade e ser mal interpretadas. Por melhor que seja a intenção, este tipo de coisas, principalmente no início das relações, quando ainda não conhecemos a pessoa a fundo, pode complicar tudo. Este tipo de mal-entendidos pode deixar marcas se não houver um nível de tolerância de ambas as partes. De qualquer forma, com o passar do tempo é natural que este tipo de problemas se vá dissipando, à medida que o nível de cumplicidade do casal vai aumentando.

É normal que nem sempre nos apeteça estar horas a falar com o nosso companheiro, mas a verdade é que este é um hábito saudável que devemos alimentar. É comum que às vezes nos apeteça dar uma espreitadela no Facebook, quando estamos com amigos, mas isso não nos traz, efectivamente, nada de bom. Socialmente, bem como na nossa intimidade, a comunicação deve ser aprendida, incentivada, trabalhada, desenvolvida. Daí só surgirão coisas boas. 

No entanto, se for para conferirem as novidades aqui no blogue, confiram vá, mas em vez de lerem as minhas crónicas sozinhas, porque não lê-las com a amiga ou com o marido? Interesses (pessoais) à parte, até acho uma boa sugestão!

Miminho ainda do casamento! :)

Beijinhos, 

A Menina dos Óculos

Monday, 17 February 2014

quem não desiste, sempre alcança...

Ao contrário de grande parte das pessoas, eu sou daquelas pessoas que, quando tudo corria mal e estava a sair de uma relação, apesar de desabar e ficar na fossa (como todos os comuns mortais que amam e sofrem), acreditava sempre lá no fundo que a minha pessoa havia de estar à espreita algures. A simples ideia de que o final de uma relação correspondia a uma vida de solidão forçada, sem a presença de um amor que me desse a mão na rua, ou um abraço num dia frio de inverno era mais do que o que eu poderia  aguentar (e queria acreditar). Curiosamente, não sou uma pessoa mega-optimista, desenganem-se, mas sou demasiado romântica para conseguir mentalizar-me que uma, ou duas, ou vinte más experiências são sinónimo de fracasso amoroso para a vida toda.

Quando há amor e uma relação amorosa termina, é normal que haja sofrimento. Por vezes, já não há sequer amor, mas a sensação de rejeição por parte da outra pessoa custa tanto (mais por uma questão de ego dorido), que temos a sensação enganadora que amávamos aquela pessoa e que sem ela o mundo não faz sentido. Nessas alturas, de facto, é mais fácil entregarmo-nos às nossas dores e enfiarmos na cabeça que não há no mundo a pessoa certa para nós, que essa já passou na nossa vida, mas estragamos tudo. E isso, meus caros, é a maior mentira pegada. As relações não são unilaterais, e quando as coisas correm mal, a culpa acaba por ser dos dois envolvidos na mesma. Além disso, e acima de tudo, não acho que a pessoa certa para nós (a tal, que nos ama loucamente, e é compatível connosco e tudo e mais  alguma coisa) nos deixe assim a meio do caminho. Afinal, se fosse mesmo essa a "nossa pessoa" (como gosto de lhe chamar) não era suposto acabarmos com ela?? Se não deu certo, é porque aquela pessoa não era "a nossa", e ponto final.

No entanto, apesar de não ser o ideal, no calor do momento, admito que essa sensação de que "o amor da nossa vida foi à vidinha dele e eu estou destinada a viver o resto da minha sozinha" é comum logo após um fracasso amoroso. O que é preciso batalhar acima de tudo é o persistir dessa sensação (que passa a crença) com o passar do tempo. Há pessoas que mesmo após anos de um amor não correspondido ou uma relação fracassada continuam a acreditar que não estão no mundo para ser felizes e que a sua cara-metade ou não existe ou deve morar na China. Porém, e embora seja fácil enfiar isso na cabeça, também não corresponde à verdade. Não podemos baixar os braços, ou atirar a toalha ao chão em tom de descrédito no amor. Há sempre alguém para nós. Provavelmente, há mais do que uma pessoa certa para nós, e quando ainda não encontrámos a nossa, cabe-nos estar abertos ao amor, predispostos a ser felizes e a aceitar a nossa felicidade. Se não estivermos sintonizados com o amor e a felicidade, como poderemos achar que algum dia encontraremos alguém que queira partilhar a sua vida connosco? Ninguém gosta da companhia de alguém que está de mal com a vida, de costas voltadas ao amor (e isso nota-se facilmente na primeira saída a dois, ou numa conversa casual).

Quem está de bem com a vida, predisposto a amar e a conhecer pessoas, fazer amizades, ser feliz, tem uma probabilidade gigantesca de encontrar o seu amor já ao virar da próxima esquina. Por isso, abre os olhos, talvez a tua pessoa esteja apenas a dois metros de ti e convém reconhecer essa possibilidade e abraçá-la se se concretizar. Afinal, nestas coisas do amor, a tua felicidade só depende de ti. Sempre.



PARA ME SEGUIREM NO FACEBOOK, BASTA CLICAR AQUI.

Beijinhos,

A Menina dos Óculos

Saturday, 15 February 2014

Pessoas que passam por mim… e ficam. #2

Era um Sábado de Dezembro e eu trabalhava num instituto de línguas, onde ensinava vários níveis de Inglês a pessoas dos 2 aos 80. Na sexta-feira anterior tinha-me sido atribuída uma turma de Inglês, que já tinha começado no instituto há alguns meses, mas por algum motivo tinha de substituir a professora com que tinham começado o ano.

A turma era heterogénea. Tinha uma adolescente a quem eu apelidava carinhosamente de "Little Genius", pelo seu entusiasmo e capacidade de reacção; tinha uma jovem determinada e sempre com ar (positivamente) opinador, tinha uma estudante de jornalismo com um ar inovador e criativo, tinha uma outra jovem com ar meigo e olhar terno e tinha um jovem engenheiro que se via nas horas para aturar tanta mulher. E depois havia aquela pessoa, que viria a ser tão especial para mim, e a ocupar um local na minha vida que é só seu e será sempre apenas seu. 

De cabelos castanho claros ondulados, muito compridos, meio embaraçados, e de olho azulão, pele clara como a neve e sardas, muitas sardas, ela tinha aquele ar de quem não se esforçava por se aperaltar. Na verdade, e ao longo do tempo, apesar de eu sempre ter envidado esforços para que ela se aperaltasse mais, e talvez nunca lho tenha dito vezes suficientes, ela é linda tal como é, e naquele dia, toda desgrenhada e com ar descuidado, estava maravilhosa. Tinha um ar tímido, era insegura no gesto, mas sorria muito para mim. Foi a aluna que me acolheu melhor naquele dia, que me abraçou com o olhar, apesar de a turma ser fabulosa, e  de todos eles terem sido um amor. No entanto, é sempre complicado pegar a meio do ano numa turma que estava habituada a outra professora - o objectivo nunca pode ser substituir, porque somos todas diferentes, e não deixamos a personalidade fora da sala, mas sim, fazer o melhor que conseguimos. E ela acolheu-me na sua insegurança, apertou-me sem abrir os braços. 

Ao longo da aula, notava-se que ela se esforçava por falar, por ser divertida, por se integrar. Estava na casa dos 19, se a memória não me falha, e embora não conseguisse disfarçar a sua insegurança na hora de se exprimir, tinha qualquer coisa de absolutamente maravilhoso que me tocava, que me apelava às emoções. Ela tinha jeito para o inglês, embora não fosse a melhor aluna da turma, e as notas demonstravam-no. Lembro-me que era aluna de B, mas um B nada tímido, ao contrário dela. A turma era forte, era uma excelente turma, com excelentes alunos, um excelente ambiente, daquelas que não se vê com frequência, principalmente quando se trata de uma turma com adolescentes e jovens misturados.

O tempo foi passando, e eu sentia-a triste. Sentia-a só. Como professora, sempre tentei ser interventiva, principalmente em idades ainda tenras, em que sentia que podia dar algum contributo para orientar positivamente os alunos, e tive imediatamente vontade de perceber quem era aquela pessoa e como poderia ajudá-la. Um dia tive de abandonar a escola e deixei a turma. Deixei-a também a ela lá na escola, supostamente. Curiosamente, ela ficou na escola, mas a nossa amizade cresceu fora da escola e transformou-se em algo que, sei, nunca vai ser abafado. 

Hoje somos parte integrante da vida uma da outra, e qual professora (uma vez professora, sempre professora), ainda dou por mim a tentar ensiná-la com alguma frequência, mas agora a matéria já não inclui o Past Perfect, nem os Phrasal Verbs.  Ela era a aluna e eu a professora, mas felizmente temos feito o nosso caminho juntas, e confesso que também aprendi algumas das mais valiosas lições com ela. 

Em Chinatown. E sim, ela agora é ruiva. :)
Beijinhos,

A Menina dos Óculos

Wednesday, 12 February 2014

Bora juntar os trapinhos?

Sou daquelas pessoas que já tiveram opiniões muito diferentes acerca deste assunto. Hoje, enquanto almoçava, falava com uma amiga acerca deste assunto e pareceu-me o tema acertado para vos trazer hoje.

De facto, tomar a decisão de juntar os trapos e ir morar juntos pode trazer muitas complicações numa relação. De repente tudo muda. E geralmente, também é nesta fase que o número de discussões agrava, se não houver tolerância e bom senso de parte a parte. Para alguns casais, esta decisão é muito bem pensada e envolve todo um planeamento ao pormenor. Lembro-me que comigo e o Mr. Bubbly, aconteceu tudo ao contrário (como tudo o resto, aliás, na nossa relação) - não houve cá meses a planear coisa alguma, simplesmente tiramos bilhetes um dia para nos mudarmos para Londres e não equacionamos se ia correr bem ou mal, limitamo-nos a correr o risco e  confiar que no final ia correr bem (e correu), porque nos amávamos muito. Tudo isto aconteceu quando apenas namorávamos há um ano e três meses. Evidente que esta história parece uma loucura, mas a verdade é que não poderia ter corrido melhor. E isto leva-me a concluir o primeiro ponto: não há regra que determine o momento específico em que um casal está pronto para assumir uma decisão desta dimensão. O momento somos nós que o fazemos, não apenas porque amamos muito o namorado, mas porque temos maturidade e estamos numa relação madura para dar um passo destes.

Todos devemos conhecer casais que terminaram relações de anos após terem ido morar juntos. E isso não acontece, a meu ver, porque os casais deveriam ter casado primeiro, mas porque provavelmente não era o momento certo em termos de maturidade do casal e da relação em si, ou porque, simplesmente o casal não era compatível. Temos de concordar que ter de levar com uma pessoa a toda a hora, e com os seus defeitos em acréscimo, nem sempre é fácil. Exige paciência, tolerância, capacidade de adaptação e muito amooooooor! Sem esses factores, a probabilidade de não correr bem é grande, meus caros, muito grande.

No meu caso, morar com o Mr. Bubbly correspondeu mais a ter de levar com a roupa espalhada pela casa, com os sapatos fora da sapateira, com as mochilas, bolas de futebol e chuteiras distribuídas carinhosamente pelo marido pelas diferentes divisões da casa (dou por mim a pensar se ele não faz isso para me obrigar a jogar a uma espécie de Caça ao Tesouro pela casa toda). Confesso que me tira do sério. Confesso que me apetece partir tudo às vezes. Afinal, não entendo muito bem porque é que ele pousa os sapatos ao pé da sapateira e não nela. Não percebo porque deixa a bola à entrada da casa de banho, o casaco na cozinha e a mochila no sofá. Tenho dificuldade, mas admito que com o passar do tempo ele tem vindo a entender a importância que dou a ter a casa minimamente arrumada, e tem vindo a fazer esforços consecutivos no sentido de melhorar este tipo de comportamentos.

Para quem não tem tido muita sorte neste campo, partilho convosco a técnica de uma amiga minha, que vos apresentei aqui, e tinha o mesmo problema. Ela foi mais esperta e usou de uma artimanha para fazer o marido perceber-se que não podia deixar as coisas espalhadas pela casa. E o facto é com ela resultou. Experimentem: sempre que ela via um casaco do marido pendurado fora do seu local devido, atirava-o discretamente para o chão, sem que ele se apercebesse. Se fossem umas calças na cadeira ou uma camisa no sofá, fazia o mesmo, atirava tudo para o chão. O marido não entendia o que se passava, e não suspeitou de nada (tadinho do Bamby, a verdade é que ele é um amor) e começou a queixar-se, como se a culpa fosse dele: Não entendo o que se passa, eu penduro a roupa e ela aparece-me sempre no chão!, ao que a minha amiga respondia: Se a colocasses no cesto da roupa suja, não caía ao chão e sempre se sujava menos! O facto, meus caros, é que tem vindo a resultar. Experimentem.

Uma outra questão que muitas pessoas levantam e que também eu, quando era mais nova, levantava, era se não era melhor casar primeiro e só depois juntar os trapinhos. Sinceramente, ter casado em termos da nossa relação não mudou nada. Porém, eu sou católica e sempre quis que a minha relação fosse abençoada aos olhos de Deus. Foi isso que mudou, apenas. No que diz respeito à nossa ligação, à nossa forma de viver a relação, ao amor que nos une, à nossa paciência um com o outro, não sinto (e sei que falo pelos dois) que nada se tenha alterado. Como é óbvio, cada caso é um caso, mas se houver amor (amor à séria, digno de um filme), acredito que Deus abençoe de qualquer forma. Para quem não é católico, essa questão nem sequer se põe. No entanto, posso dizer também que o meu casamento pelo civil não mudou absolutamente nada (há quase quase dois aninhos) para o que tínhamos antes. Foi apenas o "colocar de tudo no papel" que mudou.

Por isso tudo, se acharem que está na hora, e que a vossa relação está no ponto e estão prontos para dar esse passo, porque não? Independentemente de serem apenas namorados, estarem a considerar casar por civil ou pela igreja, o mais importante é serem compatíveis e amarem-se. Por vezes, é isso que está a faltar a uma relação. E, se não for para dar certo, sejamos sinceros, quanto mais cedo descobrirmos, melhor. Afinal, adiar a nossa felicidade nunca é boa opção.

Sejam felizes e juntem os trapos!



Beijinhos,

A Menina dos óculos

Tuesday, 11 February 2014

All you need is Love - ON or OFF?

O Dia de São Valentim é para a grande parte dos casais um dos dias do ano em que estes se esforçam em particular por mimar muito a sua cara-metade. Há quem ache isso tudo uma piroseira pegada (isso e mais a parte de toneladas de corações a enfeitar tudo, desde o papel de embrulho da prenda até aos coraçõezinhos em purpurina dentro da caixa do presente). Há quem adore precisamente isso: os coraçõezinhos, os miminhos, os presentes, os chocolates e muito mais. Depois há os outros, como eu, que celebram o 14 de Fevereiro não apenas porque é o Dia de S. Valentim, mas também porque será o 2º aniversário do seu casamento civil nesse dia, ou seja, o dia tem uma dimensão bem diferente para mim, do que terá para as outras mulheres.

As pessoas que detestam esta data costumam usar como argumento que é porque uma data é apenas isso mesmo, uma data, e o amor não se exprime num dia ao ano, quem ama, ama todos os dias, e deve exprimi-lo sempre, sem datas marcadas. E eu até concordo com esse argumento, para ser sincera. Porém, entendo que para as pessoas que têm vidas muito agitadas, que correm o dia todo de um lado para o outro, e mesmo assim estão numa relação (todos temos direito a isso, desde que a pessoa ao nosso lado respeite e aceite o nosso ritmo de vida) às vezes ter o peso de uma data que as obrigue a acordar e parar para dar uma atenção especial ao seu mais-que-tudo, ajuda. Funciona quase como um despertador, um alarme como que a dizer Hei, amiga, se calhar já abrias uma excepção hoje e davas aquela atenção especial ao marido! Podias por exemplo adiar o teu compromisso das 6 e chegar a casa mais cedo hoje e preparar uma surpresinha… Penso que para essas pessoas, por vezes uma data destas obriga a pessoa (e o casal) a sair da rotina, e convenhamos, nem sempre é fácil conseguirmos fazer isso sem peso na consciência (se isso implicar gastar rios de dinheiro numa surpresa romântica - não me refiro a presentes materiais, mas algo como uma viagem surpresa a um local de sonho num fim-de-semana, por exemplo, ou até, se nos obrigar a falhar no trabalho ou ter de adiar um ou dois compromissos para fazer uma surpresa ou, simplesmente, estar mais um bocadinho com a pessoa que partilha a vida connosco). Além disso, diz-me a minha experiência pessoal que tudo o que seja sair da rotina é extremamente benéfico para a vida e longevidade do casal, apesar de não ser passível de ser feito numa base diária.

Para quem já adora o dia, não há muito a dizer, eu aconselhava apenas à moderação no uso dos rosas, vermelhos, purpurinas, corações. O Dia de São Valentim não tem de ser piroso - um ou outro coração não faz mal a ninguém, se for uma brincadeira, ou uma surpresa querida homemade. A questão é mesmo não abusar na dose.

De resto, eu cá acredito que, se o que quer que seja nos faz felizes, é para viver e aproveitar ao máximo, independentemente da opinião dos outros. E se for um dia extra de miminhos e atenção redobrada ao nosso namorado ou marido, tudo certo também. Já diziam os Beatles, All you need is Love! - Totally ON! :)


e pronto, está esgotado o nosso stock de corações! isto sim, é moderação! :P ahahahah!


Beijinhos,

A Menina dos Óculos