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Wednesday, 21 April 2010

I love U!



Uma das questões que costuma suscitar mais stress em relações iniciadas recentemente (ou nem tanto...), é o momento em que se diz, pela primeira vez: "Amo-te!" Se, para alguns, dizê-lo demasiadamente no início, acaba por ser uma forma de usurpação do verdadeiro significado da palavra, com toda a profundidade e emotividade que lhe são inerentes; para outros, a demora em dizer o tão aguardado "Amo-te" constitui sinal de que algo está a correr mal.

Eu sou a primeira pessoa a dizer que as palavras não significam grande coisa, se não forem acompanhadas de acções que as fortaleçam. Porém, nos dias que correm, em que a sociedade é, cada vez mais, marcada pela falta de emotividade, pelo medo de partilha de emoções, pelo receio do que essa partilha pode trazer, um "Amo-te" adquire importância redobrada, pela exposição que impõe à pessoa que o profere, i.e., se esta tomar a iniciativa de o dizer primeiro. Assim, torna-se um acto de admirável coragem dizer o célebre "I love U", sem que o nosso companheiro o tenha dito antes. Todavia, se invertermos este raciocínio, será que não dizê-lo nos transforma em cobardes sentimentais?! Será que esse medo faz de nós silly sissies, que vivem as relações, mesmo sem ter a certeza de que o outro corresponde aos nossos sentimentos ou que é capaz de se atrever a verbalizá-los?!

Geralmente, a solução para este problema é pensar: "Eu não sou cobarde, mas se ele pode dizer primeiro, por que não esperar que o faça?!" Assim, ficamos muitas vezes dias e dias, semanas, meses e anos, à espera que ele ganhe coragem para dizer a tão desejada expressão. O pior é mesmo quando esperamos que ele o faça, quando ele está tempo incontável a dar-nos provas fundamentadas e conclusivas de que não nos ama.

A verdadeira solução, na minha opinião, é ganharmos coragem e não termos medo da exposição que dizer "Amo-te" implica, porque como já disse antes, não há por que ter medo, pois se recebermos um silêncio constrangedor como resposta, ou se ficarmos durante mais umas semanas sem ouvir o retorno da nossa declaração sentida, não há muito mais a fazer. Há, todavia, uma excepção, que se aplica no caso de o homem em questão nos provar, por actos e gestos, o seu amor. Se o homem não o disser, mas o provar diariamente, estará a dizer "Amo-te!" em cada gesto singular e único, o que torna tudo muito mais romântico e duplamente expressivo.

Os homens que sentem dificuldade em verbalizar sentimentos, obviamente, têm sempre na ponta da língua a resposta: "estas coisas levam o seu tempo e só o podemos dizer quando estivermos prontos para isso, e não antes". Eu não poderia concordar mais, mas como já deu para ver, eu não sou uma mulher muito paciente. Tenho paciência, sim, mas não que chegue para ser Madre Teresa de Calcutá. Se não dizem e, mais importante, se não o reflectem nos seus gestos, para mim, não amam... Admito que parece um raciocínio um tanto ou quanto redutor, mas para mim, faz muito sentido! 

Desafio para todos os Bubbly APAIXONADOS e APAIXONADAS: dizer "Amo-te!" aos nossos Mais-Que-Tudo, mesmo que isso implique sermos os primeiros a dizê-lo! Quem alinha?!:D

Tinha de deixar esta música, por mais corny que seja, porque se adequa bem ao tema. Stevie Wonder - I just called to say 'I love you'...


I love you, Bubbly Boyfriend!:D

Beijinhos,

A Menina dos Óculos

Monday, 29 March 2010

Butterflies in our stomach


(the fab) Diana Krall, 'Love me like a man' 


No início das relações, quando estamos com a outra pessoa, ou quando recebemos uma mensagem dela, ficamos sempre com aquela sensação de dor de barriga, e damos por nós, frequentemente, a sorrir sozinhas para o telemóvel quando recebemos uma mensagem da pessoa em questão. A crónica de hoje é, sobretudo, acerca disso.

Como cheguei a comentar no blogue, tive algumas amigas a terminar relações recentemente. Algumas, estão agora na fase de conhecer pessoas novas e ver no que dá. Duas em particular, superaram o final da relação muito bem, facto que me deixa orgulhosa, porque me prova que as minhas amigas são MULHERES fortes e determinadas e não umas coitadinhas dependentes, que não olham em frente, muito pelo contrário, pois continuam a perpectivar o futuro com o optimismo que se deseja. Revelaram a atitude que eu também adoptei no passado, em situações semelhantes: choro tudo naqueles dias, adapto-me à situação no mês seguinte, mas depois 'bola p'a frente!', que o mundo não acabou, só mudou um bocadinho, mas com certeza para melhor.

Após a superação da relação passada e, já na fase em que a auto-estima está a tocar no tecto de novo, uma dessas amigas está empenhada agora em dar-se a oportunidade de conhecer melhor as pessoas que convivem com ela, mas que ainda não conhecia, de facto, e as pessoas com que trabalha, inclusivamente as pessoas do sexo masculino, que ela não gosta de discriminação sexual! (lol)

Uma dessas pessoas revelou-se uma agradável surpresa! Tcharaaaam! Pode não dar em nada, mas estão a tornar-se 'compinchas' e a sensação de 'butterflies in the stomach' já está a aparecer! Adoro estes primeiros tempos das relações, que ainda são só relações de amizade e, podem não passar disso no futuro, mas ainda há aquela duvidazinha inicial, que considero saudável e que nos deixa ansiosas.

Eu já estou numa relação estável e saudável há mais de um ano e o meu boyfriend ainda me deixa com dor de barriga às vezes, quando me prepara surpresas (é verdade, prepara muitas; sou uma sortuda!), ou quando estamos uns dias sem nos ver (o que acontece todas as semanas) e eu me preparo como se fosse para o nosso first date. Nesses dias, fico ansiosa para saber se ele vai gostar da selecção do outfit, da maquilhagem, se me vai achar bonita, se vai gostar de estar comigo aquele dia, ou do tempo que vamos passar juntos...

Gosto da sensação, porque me faz sentir que estou a cumprir o compromisso que fiz comigo mesma há cerca de dois anos atrás e que me empenho em levar a sério: "A partir do dia hoje, só vou estar numa relação, enquanto acordar todos os dias e tiver a certeza de que 'este é o homem da minha vida', 'não poderia fazer-me mais feliz'!"

Esse é o meu desafio para todos os meus Bubbly Buddies (homens e mulheres): Reflectirem sobre esta questão e, lá no fundo, não se contentarem NUNCA com alguém que não vos faz totalmente felizes! Mesmo quando parece que a pessoa certa ou não existe, ou deve ser um monge Tibetano, porque já temos quase 30 anos e dela nem sinal, eu sou o exemplo vivo de que há sempre alguém para nós. Pode não ser a pessoa perfeita, mas se for a pessoa perfeita para nós, já está 'p'ra lá de bom'!:D

Tenham um início de semana deslumbrante! Eu hoje vou dar só uma aulinha de 45 minutos no infantário e depois venho para casa relaxar, que hoje está a chover. O único lado positivo é que vou poder usar wellies! Tenho várias, mas hoje vou optar pelas da Burberry, que aconselho para quem gosta, são as mais confortáveis que tenho e o pé fica quentinho o dia todo (quem as conseguir apanhar em promoção ou saldos na net, aproveite!). beijinhos enormes para vocês todos! LOVE,

A Menina dos Óculos 


P.S.: Homens Genuinamente Apaixonados de Portugal, comprem hoje o 24 Horas, se quiserem aprender uns truques com a Menina dos Óculos.:D: