Thursday, 3 July 2014

Na cozinha com a Menina dos Óculos



Olá, Olá!

E depois de um período de reestruturação, estou de volta! Quem me conhece já sabe que eu tenho de ir mudando um bocadito o conceito do estaminé para estar satisfeita. E é o que estou a fazer!

O meu Instagram e as minhas fotos do Facebook não me deixam mentir: eu cozinho muito (o que não signifique que cozinhe tudo bem, não tenho essa pretensão), mas o facto é que desde o pão que coloco na mesa, até às bolachas e biscoitos que o marido leva para o trabalho, ou à pizza, aos muffins, scones, cupcakes, macaroons, bagels, pretzels ou tudo o resto com que alimento todos os que amo e que estão por aqui por Londres, acabo por cozinhar bastante.

Após ser apelidada de "mazinha" e "egoísta" (:P) por não partilhar as receitas dos meus petiscos, decidi incluir uma nova rubrica no nosso The Bubbly Girl in Glasses. Como já se devem ter apercebido, eu adooooroooo cozinhar, descobrir sabores, paladares, e adoro a simples experiência de estar na cozinha, com os meus pensamentos, por um lado, ou de preparar refeições deliciosas para alimentar os nossos amigos, a nossa família de Londres. E ocasiões para cozinhar, não me faltam!

Daí que este novo projecto, o "Na Cozinha com a Menina dos Óculos" seja tão especial. Conto convosco para experimentarem as minhas receitas e para me darem as vossas dicas e sugestões! Quanto à qualidade (ou falta de) dos meus vídeos, sou eu que os faço, com alguma dificuldade (não domino o assunto, como devem entender...), por isso sejam meiguinhos e vejam a coisa pelo lado menos profissional e mais divertido e lúdico. O objectivo final não é convencer-vos que eu sou "chefe profissional" ou "realizadora de vídeos", mas sim, divertir-me a cozinhar e divertir-vos com as minhas aventuras culinárias!

Espero que gostem e me continuem a acompanhar!

Fiquem com o vídeo de apresentação do projecto! Enjoy!


Acompanhem-me também no


Beijinhos,

A Menina dos Óculos

Saturday, 10 May 2014

Sábado, Londres, chuva... e bolo de chocolate!

Por qualquer motivo, ontem à noite não estava a conseguir adormecer. Acabei por ficar acordada até altas horas a assistir a vídeos no youtube. E pior de tudo, com desejo de comer algo com chocolate. Ainda pensei em me levantar e ir para a cozinha, mas achei que ia acordar o Mr. Bubbly que ia trabalhar cedo hoje, por isso decidi adiar os meus desejos de chocolate (não, não vem criança aí - pelo menos não que eu saiba) e hoje, após o meu pequeno-almoço tardio, e num dia cinzento de chuva em Londres, dei azo aos meus talentos culinários e pus em prática uma receita da Nigella Lawson que queria experimentar há algum tempo, contida no seu livro Feast - para quem não sabe sou viciada em livros de culinária (mas viciada MESMO).

Partilho convosco para que possam deliciar-se e lambuzar-se com esta tentação deliciosa de chocolate negro e cacau em dose deveras extravagante! Eu acredito que para se fazer boa comida, os ingredientes também devem ser de qualidade, por isso partilho algumas dicas em relações a marcas que prefiro. Quem não as encontrar em Portugal (o que infelizmente é provável), pode sempre verificar pela tabela de componentes se os produtos são de facto de qualidade ou não.

Bolo de chocolate old-fashioned

Ingredientes

PARA O BOLO:
 200g de farinha de trigo sem fermento;
200g de açúcar;
1 colher de chá de fermento;
1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio;
40g de cacau de boa qualidade
(O melhor que encontrei em Londres e que uso sempre é da Green & Black's Organic);
175g de manteiga sem sal;
2 ovos grandes;
2 colheres de chá de extracto de baunilha 
(Escolhe um com qualidade, cá em Londres o melhor é da marca Nielsen-Massey);
150 ml de sour cream;
(Para quem não conseguir encontrar sour cream, este pode geralmente ser substituído por iogurte natural. De acordo com a minha pesquisa, é possível encontrá-lo em alguns hipermercados em Portugal, sob a designação de sour cream, natas azedas, ou Saure Sahne).

PARA O ICING:
75g de manteiga sem sal;
175g de chocolate preto de boa qualidade partido em pedaços
com o mínimo de 70% de cacau;
300g de açúcar em pó;
1 colher de sopa de golden syrup
(Eu uso Lyle's Golden Syrup, da Abram Lyle & Sons, que pelo que investiguei também há em Portugal. Se não encontrares, penso que poderás substituir por mel);
125ml de sour cream 
(ou de iogurte natural se não tiverem sour cream);
1 colher de chá de de extracto de baunilha.

Preparação:

Tira todos os ingredientes do frigorífico com alguma antecedência, pois não se deve utilizar ingredientes frios na confecção de bolos; estes devem encontrar-se, salvo raras excepções, à temperatura ambiente. Pré-aquece o forno a 180ºC e unta duas formas de 20cm com bases removíveis (sandwich tins) com manteiga e forra o seu fundo com papel vegetal.

Coloca todos os ingredientes do bolo num food processor (picadora) e coloca-a a funcionar até que obtenhas uma massa macia e grossa.

Divide a massa pelas duas formas, usando uma espátula de silicone e coloca as duas formas no forno, até que introduzas um palito ou pau de esparguete seco (este último é até mais aconselhável) nos bolos e este saia seco. O bolo deve demorar cerca de 35 minutos a cozer, mas deves ir verificando a partir dos 25 minutos. Também é boa ideia trocares as formas de prateleira a meio da cozedura.

Quando estiverem cozidos e a cozinha cheirar irresistivelmente a chocolate, retira os bolos do forno e coloca-os a arrefecer em cima de uma grelha de arrefecimento dentro das formas durante 10 minutos antes de os tirar da forma. Não te preocupes se os bolos tiverem o topo ligeiramente rachado, pois o icing vai tapar tudo no final (receita óptima para pessoas mais desleixadas e impacientes como eu).

Para fazer o icing, derrete a manteiga e o chocolate no microondas (verificando e mexendo com frequência) ou em banho-maria (atenção que quando derretemos algo em banho-maria, o nível da água não deve chegar à tigela, mas sim, deve estar abaixo da mesma, sem lhe tocar). Deves fazer isto devagarinho para te certificares que não queimas o chocolate, o que seria uma pena.

Enquanto o chocolate e a manteiga arrefecem um bocadinho, aproveita para peneirar o açúcar em pó para outra bacia para remover grumos de açúcar.

Adiciona o golden syrup à mistura de chocolate e baunilha, seguido do sour cream e do extracto de baunilha. Termina misturando o açúcar em pó peneirado. Se quiseres, também podes fazer isto usando o food processor. Quando terminares, podes precisar de adicionar alguma água a ferver à mistura - tudo depende se preferes o icing mais fino ou mais grosso.

Escolhe um prato para o bolo e coloca lá um dos bolos, cobre-o generosamente com o icing, e coloca o outro bolo no topo deste, repetindo o processo. Não te esqueças de cobrir também os lados do bolo com o icing. Eu pessoalmente gosto que o bolo fique com ar tosco, por isso não me dou ao trabalho de nivelar o icing e alisá-lo.



Espero que se divirtam a fazê-lo, embora desconfie que estarão ocupados a apanhar sol na praia.

:) E eu fico por cá, cheia de inveja, mas a trincar uma mega-fatia de bolo de chocolate!

Sigam-me também aqui:
Beijinhos,

A Menina dos Óculos










Friday, 9 May 2014

The Taste

As mudanças já terminaram, a internet vai ser instalada hoje, e espero que me venham colocar a campainha da porta a funcionar também ainda hoje. Está tudo a encarreirar finalmente: voltei à cozinha, onde tenho experimentado algumas receitas que vou querer partilhar convosco (quem sabe, em formato de vídeo?!), estou a regressar aos blogues, regressei ao ginásio, que tenho frequentado mais assiduamente,  e no geral, estou a sentir de novo o gostinho da vida no meu sensível palato.

Nos últimos dias tenho aproveitado para curtir a casa nova, que, bem, é mais velha, que nova na verdade. O facto é que eu não sou propriamente muito fã de tendências estéticas minimalistas, sou mais fã de madeiras toscas, de tradição, de uma tendência Parisienne chic, ou de um estilo campestre Inglês, misturado com coisas que gosto e que me dizem muito. Basicamente, a nossa casinha em Londres é pequena, mas está cheia de memórias, atafulhada de recordações, de pedaços da nossa vida. A cozinha não é grande infelizmente, e a superfície de trabalho está quase perdida no meio do equipamento, óleos, azeites, temperos, vinhos, cheia de gostos, de sabores, de vida. E é isso que aprecio numa casa, pelo menos na minha casa. Entre panelas de cobre, tachos de ferro fundido esmaltado, panelas e caçarolas Le Creuset, chaleiras azuis e uma torradeira quase maior que o microondas, eu lá acabo por me entender, e já me sinto em casa.

Acima de tudo, a casa está cheirosa! Sim, adoro entrar numa casa e sentir os cheiros que lá habitam. Uma vez que hoje não houve tempo para baking, e me fiquei por um late brunch constituído pela minha receita fantástica (não é exagero; é mesmo algo do outro mundo) de crepes Franceses com creme de chocolate branco (este recheio só é mesmo adequado para pessoas muito gulosas, como eu), na cozinha predominam aromas baunilhados e no quarto vivem os cheiros Orientais de um ambientador (no quarto costumo usar 'Glade', aquele que parece um elemento decorativo, mas é de facto um ambientador), ou seja, está tudo cheiroso, tal e qual como eu gosto.

E nisto tudo, sabe tão bem ter o nosso cantinho, um cantinho com o qual nos identificamos e que nos faz feliz. Posso mesmo dizer que dá um outro sabor à vida!

Pormenores do quarto

Sigam-me também aqui:


Beijinhos,

A Menina dos Óculos

Wednesday, 23 April 2014

Confissões



Nunca gostei de usar o The Bubbly Girl in Glasses para partilhar momentos menos felizes da minha vida. Achei sempre que este cantinho devia estar imaculado e limpo de tristezas, de dúvidas conflituosas, de sofrimento retido. E agi sempre em concordância com esse propósito que alinhavei quando criei este blogue.

Por vários motivos, o The Bubbly Girl in Glasses esteve parado nas últimas semanas. Entre as férias do Mr. Bubbly, um acontecimento no campo profissional que me abalou, mudança de casa inesperada e alguns conflitos pessoais (sou moça que não reage muito bem à mudança em geral), o tempo parecia curto e os meus blogues por momentos aparentaram ser algo secundário, algo que podia esperar, algo que havia de estar lá quando eu achasse que estaria pronta para lhes dedicar a minha devida atenção. Claro que é verdade que o blogue fica por cá, não vai propriamente fugir. Porém, também é verdade que este exercício que faço de partilhar convosco o que me vai na alma - por mais tonto que seja "o que me vai na alma" -, é simultaneamente algo que me traz clarividência e suporte. 

Estava a tomar um café com amigos no Domingo, aqui por Clapham (vamos mudar-nos, mas continuamos por Clapham, vamos simplesmente centralizar-nos mais e deixar de partilhar casa) e acabei por admitir que ao contrário, por exemplo, do Mr. Bubbly, eu sou daquelas pessoas que precisa de ter tudo muito arrumadinho na minha cabeça. Qualquer problema que tenha, ou conflito comigo mesma, tem de estar arrumado, bem claro, bem resolvido, e enquanto não conseguir fazê-lo, mergulho por horas e dias de intensa reflexão, tristeza, frustração. Os conflitos de mais difícil resolução são sempre os que tenho dentro de mim. 

É muito mais fácil resolver os conflitos com as outras pessoas, e tenho esse exemplo bem presente na minha vida devido a eventos recentes. Quando somos decepcionados uma e outra vez por algumas pessoas, por mais que gostemos delas, e acabemos por sofrer com isso, chega uma altura, um dia, em que inexplicavelmente, deixamos de sentir coisa alguma em relação a elas. Nesse dia, há que levantar a cabeça e deixar de negar que aquelas pessoas que foram tão importantes um dia, deixaram de o ser. Nessa altura, seguimos com a nossa vida para a frente, e o sofrimento de outrora cala-se e transforma-se em indiferença total. O problema resolve-se quase sozinho. Não precisamos de premeditar nada, de analisar grande coisa, pois de um momento para o outro, o problema desaparece e esfuma-se no ar.

Quando nos debatemos com conflitos internos, daqueles que queremos calar com toda a força que temos, a coisa não é, de todo, tão fácil. Eles estão o tempo todo dentro de nós, dentro da nossa cabeça, e deitam-nos abaixo. E eu, pelo menos, sinto que até ter coragem de os enfrentar, não sigo em frente. Nos últimos dias, olhava para o quarto completamente bagunçado, com imensas coisas já encaixotadas, pedaços de vida dentro de caixas, memórias perdidas no ar, e sentia um saudosismo que é só parvo. Sentia que este quarto guardava alguns dos melhores momentos da minha vida e agora, de um momento para o outro, íamos ter de o abandonar (claro que isto tudo é parvo, porque esses momentos nos pertencem, não pertencem ao quarto, mas a minha emotividade exacerbada tem tendência para me turvar as ideias com frequência). De certa forma, a minha cabeça totalmente desalinhada e desarrumada identificava-se com o quarto. Também ela estava desarrumada, e por mais que me esforçasse por colocar tudo em caixas, qual complicado puzzle, parecia que nada encaixava. 

E é precisamente isso que faço hoje: encaixotar e organizar ideias. Acredito que não seja apenas eu a ter dificuldade em "arrumar a casa" quando se trata de enfrentar aquilo que mais temo. Acredito que como eu, haja mais pessoas. Naquele mesmo café de Domingo, perante a minha confissão inesperada, fiquei de certa forma feliz por ouvir duas pessoas que admiro, admitir que se sentem da mesma forma, e que também elas sentem esta dificuldade e precisam de ter tudo bem arrumadinho na cabeça para seguir em frente. Penso que hoje arrumei tudo, e deixei tudo bem claro. O primeiro passo, para mim, sempre foi escrever sobre as coisas. Quando vejo o meu pensamento escrito, organizo de certa forma o que me vai na alma. E quero crer que este texto não é um texto carregado de tristeza e saudosismo (parvo), mas sim, um texto com que outras pessoas se podem identificar e que no final traz uma mensagem optimista.

Obrigada por estarem aí. :)


E já começaram a acompanhar o meu blogue de moda,
Não?! Então confiram lá ESTE POST!

Beijinhos,

A Menina dos Óculos

Wednesday, 2 April 2014

Apontamentos no metro de Londres...



Felizmente (só o tempo acabará por o confirmar), o tempo que tenho tido para dedicar aos meus dois blogues tem sido muito escasso, e basicamente por esse motivo, carrego agora o meu Moleskine para todo o lado comigo, porque qualquer local se tornou num excelente local para escrever.

Neste preciso momento, estou numa carruagem da Victoria Line, alegremente sentado no meu lugar, e a minha carruagem começa já a assemelhar-se a uma lata de feijões (evidentemente não poderia cá faltar a metáfora com os enlatados). Posso dizer que sinto o olhar d' Os Que Vão A Pé, a voltar os seus olhos para nós, Os Sentados, cobiçando ferozmente o facto de irmos com os rabiosques alapados nos assentos gastos revestidos de uma espécie de tecido azul e vermelho, que já foi outrora um tecido fofinho como pelúcia, mas que mais se assemelha agora a um trapo corrompido pelo tempo e uso.

Parámos agora em Oxford Circus, o que é sinónimo de ataques de pânico e claustrofobia simultâneos de quem vai apertado, quase entalado entre a porta e as outras pessoas. Observo desde pessoas todas encurvadas, com a cabeça quase pousada no ombro das pessoas da frente, a pessoas a respirarem devagar, para controlar a respiração e não caírem para o chão. Para quem não sabe, Oxford Circus é a maior high street de Londres, o que significa que serve de casa à gigantesca Topshop, Zara, Forever 21, Selfridges, New Look, Swarovsky, Mango, Miss Selfridge, Esprit, Massimo Dutti, Uniqlo, entre muitas mais. O número de lojas é incontável.

Olho à minha volta para me certificar se há alguma personagem merecedora de alguma atenção especial e referência no meu texto. Parece que hoje não tenho sorte. A carruagem transborda suits no feminino e no masculino, white collars que saíram agora do trabalho, e que entre gravatas, saltos altos e malas com documentos e papeladas, se mostram sempre perdidos nos seus pensamentos, com ar grave e sério, como se não conseguissem desligar naturalmente o botãozinho "Modo Office", e o deixassem ficar ininterruptamente no ON.

"The next station is Kings Cross St. Pancras.",

anuncia a voz que nos acompanha diariamente no metro. Ups! Tenho de ir! É esta a minha estação! Até amanhã! :D


E já começaram a acompanhar o meu blogue de moda,
Não?! Então confiram lá ESTEESTE e ESTE POST!

E já agora, façam o download da aplicação de moda ASAP54.
Fiquem a conhecê-la AQUIAQUIAQUI e AQUI.

Beijinhos,

A Menina dos Óculos

Wednesday, 26 March 2014

"Química e Física" ou "Química é Física"?



As pessoas falam imenso na química que supostamente é preciso sentir-se para se iniciar algum tipo de relação entre duas pessoas. Após ouvir tanta gente falar nessa "química", penso ter-me apercebido que há por aí muito boa gente a confundir duas matérias distintas: a Química e a Física.

Afinal que raio de coisa é essa tal de "Química"? Eu não tenho problemas em dizer que nunca me apaixonei à primeira vista. Não quero dizer que seja totalmente céptica em relação a isso, até porque o marido diz jura a pés juntos (eu cá continuo a acreditar que só o diz para me deixar contente) que se apaixonou por mim no momento em que me viu a primeira vez. Embora eu queira muito acreditar nisso, como nunca o senti, tenho dificuldade em interiorizar ou entender como é que essas coisas se passam.

Ao longo do tempo, fui-me convencendo que os homens (e algumas mulheres) costumam, isso sim, confundir as duas disciplinas, e quando dão por ela já misturaram a velocidade com os átomos, a pressão com os electrões e já tudo é sinónimo de tudo! Para esses homens, e em especial quando estão a contar os seus feitos às amigas, a meu ver, a coisa passa-se da seguinte forma: 

Homem diz: Eh pah, que eu sinto cá uma química quando estou com a Carolina!
Homem pensa:  Eh pah, que ela é mesmo toda boa! Quando é que será que podemos avançar?

Homem diz: Eu e a Carolina temos mesmo química! É inacreditável!
Homem pensa: Eu e a Carolina temos uma energia sexual fantástica! [não era bem isto, mas optei por não baixar aqui o nível]

Homem diz: Ontem à noite a nossa química atingiu níveis de explosão atómica!
Homem pensa: Ontem à noite a nossa física levou-nos a explodir atomicamente!

Claro que provavelmente quando estão com os amigos, a conversa deve ser outra, evidente. Porém, e apesar da física ser muito importante, e ser parte integrante da chamada "química", não acho que a segunda se resuma à primeira. Apesar de nunca me ter apaixonado à primeira vista, concordo que a química surge em alguns momentos e que é determinante para sabermos qual o caminho que queremos que aquela relação tome. 

No entanto, e só para deixar o meu testemunho de esposa babada que sou, por acaso, o Mr. Bubbly não tende a confundir química com física, porque no dia em que viu pela primeira vez eu estava vestida com calças de homem, T-shirt larga e sapatilhas, e ele nem me viu de pé. Por isso, acho que ainda há muitos exemplares por aí de jeito e que sabem distinguir bem uma boa química de uma física das boas. ;)


E já começaram a acompanhar o meu blogue de moda,
Não?! Então confiram lá ESTEESTE e ESTE POST!

E já agora, façam o download da aplicação de moda ASAP54.
Fiquem a conhecê-la AQUIAQUIAQUI e AQUI.

Beijinhos,

A Menina dos Óculos

Friday, 21 March 2014

A ansiedade e o chá de camomila



Tenho falado imenso com as minhas amigas acerca da realização dos nossos sonhos, dos nossos projectos pessoais, das nossas expectativas em relação ao futuro, e raios, as mulheres sonham que se fartam! Acho importante sonharmos, termos os nossos projectos pessoais e lutarmos por eles. Por vezes, o medo de falhar de que vos falei AQUI, paralisa-nos e corta-nos as pernas, corta-nos as asas. Pois a mim já não chegava o medo de falhar, não, nada disso, ainda tenho de superar toda uma carga gigantesca de ansiedade, com a qual também tenho toneladas de dificuldade em lidar.

Nos últimos tempos tenho andado a chazinho de camomila o dia inteiro (carregadinho de açúcar, que eu sou das gulosas) para ver se acalmando me abstraio da ansiedade. Lá no fundo quero crer que todos ficamos ansiosos quando estamos apostados em lutar por alguma coisa, seja um projecto profissional (ou mais, como é o caso) ou uma relação amorosa que está prestes a começar. Penso que o que piora tudo em mim é mesmo o nível de ansiedade, por vezes sinto-me uma catraia pequena com dores na barriga antes do teste de matemática.

Para além do facto de que devo fazer parte do grupo de pessoas que corre o risco diário de ter um piripeco nervoso derivado ao excesso de ansiedade que me corre nas veias e que até já se deve ter instalado nos ossos inclusivamente, penso que o segredo que muda tudo é aceitar a ansiedade e não levar aqueles pensamentos parvos que temos quando estamos a meio de uma crise (o meu dia inteiro costuma corresponder ao suposto "momento de crise", o que significa que pensamentos parvos são coisa que abunda nesta cabecinha) deve estar em como cada um lida com isso. Ultimamente tenho andado a enfiar (à força mesmo) na cabeça que aceito que tenho problemas GRAVÍSSIMOS de ansiedade e que, por isso, tenho de agir de acordo e exterminar pensamentos estúpidos mal eles comecem a surgir (o que significa exterminar pensamentos parvos a cada dois minutos).

Apesar do esforço consciente que tento fazer para lidar com a tensão da responsabilidade que sinto, e consequente ansiedade, a verdade é que acredito mesmo que isto está a funcionar. O truque é encontrar a estratégia que funciona connosco: comigo é afundar a ansiedade em chá de camomila, mal ela começa a personificar-se em pensamentos parvos. E vocês, já encontraram o vosso truque?


E já começaram a acompanhar o meu blogue de moda,
Não?! Então confiram lá ESTEESTE e ESTE POST!

E já agora, façam o download da aplicação de moda ASAP54.
Fiquem a conhecê-la AQUIAQUI, AQUI e AQUI.

Beijinhos,

A Menina dos Óculos