Wednesday, 26 March 2014

"Química e Física" ou "Química é Física"?



As pessoas falam imenso na química que supostamente é preciso sentir-se para se iniciar algum tipo de relação entre duas pessoas. Após ouvir tanta gente falar nessa "química", penso ter-me apercebido que há por aí muito boa gente a confundir duas matérias distintas: a Química e a Física.

Afinal que raio de coisa é essa tal de "Química"? Eu não tenho problemas em dizer que nunca me apaixonei à primeira vista. Não quero dizer que seja totalmente céptica em relação a isso, até porque o marido diz jura a pés juntos (eu cá continuo a acreditar que só o diz para me deixar contente) que se apaixonou por mim no momento em que me viu a primeira vez. Embora eu queira muito acreditar nisso, como nunca o senti, tenho dificuldade em interiorizar ou entender como é que essas coisas se passam.

Ao longo do tempo, fui-me convencendo que os homens (e algumas mulheres) costumam, isso sim, confundir as duas disciplinas, e quando dão por ela já misturaram a velocidade com os átomos, a pressão com os electrões e já tudo é sinónimo de tudo! Para esses homens, e em especial quando estão a contar os seus feitos às amigas, a meu ver, a coisa passa-se da seguinte forma: 

Homem diz: Eh pah, que eu sinto cá uma química quando estou com a Carolina!
Homem pensa:  Eh pah, que ela é mesmo toda boa! Quando é que será que podemos avançar?

Homem diz: Eu e a Carolina temos mesmo química! É inacreditável!
Homem pensa: Eu e a Carolina temos uma energia sexual fantástica! [não era bem isto, mas optei por não baixar aqui o nível]

Homem diz: Ontem à noite a nossa química atingiu níveis de explosão atómica!
Homem pensa: Ontem à noite a nossa física levou-nos a explodir atomicamente!

Claro que provavelmente quando estão com os amigos, a conversa deve ser outra, evidente. Porém, e apesar da física ser muito importante, e ser parte integrante da chamada "química", não acho que a segunda se resuma à primeira. Apesar de nunca me ter apaixonado à primeira vista, concordo que a química surge em alguns momentos e que é determinante para sabermos qual o caminho que queremos que aquela relação tome. 

No entanto, e só para deixar o meu testemunho de esposa babada que sou, por acaso, o Mr. Bubbly não tende a confundir química com física, porque no dia em que viu pela primeira vez eu estava vestida com calças de homem, T-shirt larga e sapatilhas, e ele nem me viu de pé. Por isso, acho que ainda há muitos exemplares por aí de jeito e que sabem distinguir bem uma boa química de uma física das boas. ;)


E já começaram a acompanhar o meu blogue de moda,
Não?! Então confiram lá ESTEESTE e ESTE POST!

E já agora, façam o download da aplicação de moda ASAP54.
Fiquem a conhecê-la AQUIAQUIAQUI e AQUI.

Beijinhos,

A Menina dos Óculos

Friday, 21 March 2014

A ansiedade e o chá de camomila



Tenho falado imenso com as minhas amigas acerca da realização dos nossos sonhos, dos nossos projectos pessoais, das nossas expectativas em relação ao futuro, e raios, as mulheres sonham que se fartam! Acho importante sonharmos, termos os nossos projectos pessoais e lutarmos por eles. Por vezes, o medo de falhar de que vos falei AQUI, paralisa-nos e corta-nos as pernas, corta-nos as asas. Pois a mim já não chegava o medo de falhar, não, nada disso, ainda tenho de superar toda uma carga gigantesca de ansiedade, com a qual também tenho toneladas de dificuldade em lidar.

Nos últimos tempos tenho andado a chazinho de camomila o dia inteiro (carregadinho de açúcar, que eu sou das gulosas) para ver se acalmando me abstraio da ansiedade. Lá no fundo quero crer que todos ficamos ansiosos quando estamos apostados em lutar por alguma coisa, seja um projecto profissional (ou mais, como é o caso) ou uma relação amorosa que está prestes a começar. Penso que o que piora tudo em mim é mesmo o nível de ansiedade, por vezes sinto-me uma catraia pequena com dores na barriga antes do teste de matemática.

Para além do facto de que devo fazer parte do grupo de pessoas que corre o risco diário de ter um piripeco nervoso derivado ao excesso de ansiedade que me corre nas veias e que até já se deve ter instalado nos ossos inclusivamente, penso que o segredo que muda tudo é aceitar a ansiedade e não levar aqueles pensamentos parvos que temos quando estamos a meio de uma crise (o meu dia inteiro costuma corresponder ao suposto "momento de crise", o que significa que pensamentos parvos são coisa que abunda nesta cabecinha) deve estar em como cada um lida com isso. Ultimamente tenho andado a enfiar (à força mesmo) na cabeça que aceito que tenho problemas GRAVÍSSIMOS de ansiedade e que, por isso, tenho de agir de acordo e exterminar pensamentos estúpidos mal eles comecem a surgir (o que significa exterminar pensamentos parvos a cada dois minutos).

Apesar do esforço consciente que tento fazer para lidar com a tensão da responsabilidade que sinto, e consequente ansiedade, a verdade é que acredito mesmo que isto está a funcionar. O truque é encontrar a estratégia que funciona connosco: comigo é afundar a ansiedade em chá de camomila, mal ela começa a personificar-se em pensamentos parvos. E vocês, já encontraram o vosso truque?


E já começaram a acompanhar o meu blogue de moda,
Não?! Então confiram lá ESTEESTE e ESTE POST!

E já agora, façam o download da aplicação de moda ASAP54.
Fiquem a conhecê-la AQUIAQUI, AQUI e AQUI.

Beijinhos,

A Menina dos Óculos


Monday, 17 March 2014

Medo de falhar


[este texto é dedicado a uma pessoa que neste percurso esteve presente em muitos momentos, e que  me tem tocado com as suas palavras. Ele é também o grande responsável de eu sentir que estou, hoje, a enfrentar o meu medo de falhar, e de ter força para o fazer. Obrigada, A., pela paciência, pelas palavras, pelo apoio, por me teres mostrado em momentos de insegurança, que acreditas mais em mim mais do que eu própria. É bom ter amigos assim.]


Ontem estava a ler o comentário de um amigo no Facebook acerca do facto de grande parte das pessoas ter, pelo menos, um de dois medos: o medo de ficar sozinho e o medo de frustrar as expectativas que são depositadas em si. Identifiquei-me imediatamente com o segundo e isso deixou-me a pensar que sempre me senti um pouco sozinha e perdida nesse medo, como se fosse um caso único e todos, à excepção de mim, fossem fortes e durões.

Sempre acreditei que não ia ficar sozinha. Nunca tive esse medo, confesso. Porém, o medo de falhar, o medo de enfrentar a frustração sempre me apoquentou. Nunca me habituei a falhar no meu percurso académico. A minha vida pessoal teve os seus tropeções, mas também fui positiva a maior parte do tempo. E, de repente, aos 29, apercebo-me que quando posta à prova, esse medo me paralisava.

Quando olho para trás, percebo facilmente que toda a minha vida (à excepção do momento em que vim para Londres e me atirei de cabeça, o que me está, aos poucos, a levar a direccionar a minha carreira para outras direcções) foi previsível. Fui uma aluna de 5 no Básico, e no Secundário de 18. Sempre senti que tinha facilidade para Línguas e jeito particular para História e tudo o que fosse artístico e envolvesse imaginar, usar a criatividade livremente. Também era muito boa a Matemática, mas no Secundário tive de optar e não podia seguir 3 áreas ao mesmo tempo (escolheria Economia, Humanidades e Artes). Optei por Humanidades, porque sentia que me corria nas veias a paixão pela escrita, e como essa era aquela coisa de que não saberia abdicar, achei que Humanidades me levaria a desenvolver essa aptidão de forma mais profunda.

Não me arrependo dessa opção. Trouxe-me ferramentas que hoje em dia me são muito úteis e me permitem fazer o meu trabalho no jornal. Ajudou-me também a comprovar que escrever é algo tão importante para mim como respirar ou comer. Faz parte de mim.

Na hora de escolher o curso, optei por Línguas e Literaturas e queria ter optado por três línguas, mas acabei por ter de abdicar do Alemão, pois nenhum curso, em nenhuma faculdade, oferecia a opção de "Estudos Portugueses, Ingleses e Alemães". Não me arrependo também dessa escolha, mas quando analiso o meu passado académico e as minhas escolhas, apercebo-me que tive de abdicar no meu percurso de tanto do que gostava. Fui escolhendo o caminho mais seguro, aquele que não me permitia falhar (e enfrentar o medo de falhar) e, dessa forma, acabava de certa forma a limitar, sucessivamente,  as rédeas da minha criatividade. No final do curso, optei pelo ensino, o caminho mais natural, e que sempre me ofereceu oportunidades de trabalho bem remunerado - posso dizer que fui uma privilegiada; trabalhava muito, mas não tinha razão de queixa).

Londres mudou tudo. Londres está a mudar tudo na minha vida. E agora, agradeço a Londres a clarividência que me trouxe. Londres obrigou-me a repensar a minha vida de outra forma, obrigou-me a explorar outros talentos. Obrigou-me a enfrentar uma crise pessoal na minha vida profissional e a imbuir-me da força para superá-la. Obrigou-me a enfrentar o meu medo de falhar, a reflectir sobre isto tudo e a aperceber-me que a minha carreira não tem de terminar na sala de aulas, se já não é isso que me faz feliz (pelo menos não aqui em Londres). Londres obriga-me a ter força todos os dias, a enfrentar o meu medo de falhar (e ele é grande e está sempre presente, mas cada vez com menos força), o medo que eu não tinha quando estava na minha safe zone em Portugal, a sala de aulas. Londres obriga-me a apostar nos meus projectos, naqueles que tinha medo de dizer em voz alta, porque parecia sonhar alto demais. E no meio disto tudo, o medo de falhar parece agora tão pequeno, porque a força de vontade supera tudo. No final, sei que quero dizer que tentei com todas as minhas forças e que superei o meu medo.

Continuem a seguir The Bubbly Girl in Glasses,

E já começaram a acompanhar o meu blogue de moda,
Não?! Então confiram lá ESTEESTE E ESTE POST!

E já agora, façam o download da aplicação de moda ASAP54.
Fiquem a conhecê-la AQUIAQUI, e AQUI.

Beijinhos,

A Menina dos Óculos




Saturday, 15 March 2014

Personagens de Clapham

Clapham à saída da estação de metro, num dia de neve.
Clapham é uma das zonas cool de Londres (para mim, pelo menos). Não é chique, não é uma zona típica de classe alta ou de pessoas mais idosas. Próxima do centro (zona 2), está perto de tudo e a acessibilidade em termos de transportes é algo de extraordinário. Geralmente quem se muda para Clapham são os casais jovens e os estudantes universitários, ou seja é o paraíso da classe média.

Quando nos mudámos para Clapham ficámos fascinados com tudo: as lojinhas de comércio tradicional, com todo o tipo de coisas amorosas que as mulheres adoram. Clapham tem lojas de tricot e tecidos, lojas de decoração, lojas de roupa, e todas elas têm um denominador comum: são queridas, super bem decoradas, muito apelativas para o sexo feminino.

Certo dia, estávamos sentados a almoçar no McDonald´s da zona e entrou lá um homem, vestido de mulher, com uma mini-saia curtíssima (eu própria não me atreveria a tal feito), envergando com alguma ostentação o seu peito gigantesco (as minhas meninas ficariam envergonhadas com uma possível comparação), tapado com um top minúsculo. De cabelo comprido cinzento, visivelmente pouco cuidado, e cara envelhecida pelos anos (deve ter uns 65 anos), na sua entrada triunfal, dominava o som poderoso dos seus saltos altos que ecoavam imponentemente naquele estabelecimento de fast-food.

Na altura, não sabíamos, mas ele (ou ela, sinceramente não sei como designá-lo/a) é uma das personagens de Clapham, e é raro o dia que não passo por ele/ela na Clapham High Street. Na nossa falta de habituação no convívio de pessoas mais extravagantes e corajosas (como é o caso), admito que comentámos a situação uns com os outros. Conseguíamos ouvir risinhos estridentes de algumas crianças que acharam toda a situação uma novidade, como nós, e lembro-me que na altura comentei que embora fosse natural a reacção das crianças, não gostaria que um filho nosso o fizesse, e caso o fizesse, sei que seria normal da idade, mas sentiria que era minha obrigação adverti-lo para o facto de que não é certo e que devemos respeitar as outras pessoas e as suas opções, escolhas e preferências. Pois isto foi coisa que não aconteceu naquele dia no McDonald's - os próprios pais atiravam piadas brejeiras para o ar, e eu senti-me constrangida com a falta de respeito que demonstraram.

Aos poucos, perante as constantes faltas de respeito (não dos moradores de Clapham, mas de quem visita ocasionalmente a zona) a este ser humano, comecei a gostar dele, não por ter pena, mas porque admiro a sua coragem. Não faz mal a ninguém, não importuna as pessoas, não perturba, e ignora todos os olhares e bocas indelicadas. Dia após dia passo por ele (ou ela) e fico com vontade de parar um bocadinho e falar com ele (ou ela). Gostaria de perceber porque o faz, se se sente mulher, ou se gostaria de o ser, ou se simplesmente se sente homem, mas sente-se feliz a usar roupa de mulher. Não o faço, não gostaria que pensasse que eu o/a acho uma aberração. Não acho. Admiro simplesmente a sua coragem de fazer o/a que o deixa feliz, independentemente do que todo o mundo possa pensar. Se todos fôssemos assim, o mundo seria um lugar mais alegre.

Continuem a seguir The Bubbly Girl in Glasses,

E já começaram a acompanhar o meu blogue de moda,
Ainda não, seus maganos? Então confiram lá ESTEESTE E ESTE POST!


E já agora, já fizeram o download da aplicação de moda ASAP54?
Fiquem a conhecê-la AQUIAQUI, e AQUI.

Beijinhos,

A Menina dos Óculos



Thursday, 13 March 2014

Os pepinos


Um chocolate quente com umas bolachinhas são óptimos para acalmar dias pós-pepino! :)

No geral sou uma pessoa bem disposta. Claro que também tenho aqueles dias em que ando mais tristonha, quem não tem? No entanto, tenho a regra de não descarregar em ninguém e tentar resolver as coisas dentro de mim, e muitas vezes com a ajuda do Mr. Bubbly e dos meus amigos, que não precisam que eu diga nada para perceberem que estou a pedir-lhes o ombro de apoio, a mão para apertar, e aquelas palavras que só eles sabem dizer e que vão ter o efeito desejado em mim. O facto é que tento que essas fases não sejam prolongadas e me esforço por superá-las mantendo o mínimo de boa disposição. 

O que me tira mesmo do sério são aquelas pessoas que mais parece que têm um pepino you know where, e que, sem motivo aparente andam sempre de trombas. Este tipo de pessoas encontram-se em todo o lado, no trabalho, na rua, no café, e digo-vos que me enervam mesmo. Neste momento em termos de trabalho, nada a dizer, mas já trabalhei no passado com pessoas assim e deixem-me que vos diga que ter de enfrentar uma segunda-feira no trabalho com uma pessoa destas ao lado, é coisinha que não desejo a ninguém. 

Por um lado, são pessoas que parecem zangadas com o mundo que as rodeia, não é com X ou com Y, e nem com Z. Se estivermos atentos, o problema delas é com a vida, é com todos e não é com ninguém. Depois há dois tipos, os que geralmente falam pouco e os que falam pelos cotovelos. 

No primeiro caso, costumam ser pessoas menos seguras de si e por isso profissionalmente costumam ocupar um plano secundário. O pouco que falam mais se aparenta com um grunhido, do que com uma afirmação. Conheci um professor na escola que era assim. Podemos chamá-lo de Nélson. Por vezes, tornava-se até difícil compreender o que dizia. A parte boa é que este tipo de pepinos se caracteriza pelo facto de a pessoa não extravasar verbalmente o dark side que lhe vai na alma, então tirando a atitude de estar sempre de mal com o mundo, pelo menos o Nélson não chateava muito. A parte menos boa é mesmo a energia negativa que transmitia, principalmente numa segunda-feira na escola, onde tudo o que esperamos é encontrar um bom ambiente para começar a semana em modo relax. Porém, o Nélson e o grupo dele em geral não são nada comparados com os que vêm a seguir.

No segundo caso, trata-se de pessoas que estão numa posição profissional mais proeminente, e por isso, estão sempre prontos para atirar umas farpas, no meio do seu discurso longo de quem acha que domina todos os assuntos melhor que ninguém. Já trabalhei com uma pessoa deste segundo grupo, chamemos-lhe Zélia (sim, o nome também começava por Z e não resisti a chamá-la de Zélia), e juro-vos que era daquelas pessoas que parecia ter quase tudo. Eu, em particular não invejava a Zélia, porque era raro o dia que não incluía trombas no outftit. Ora deixa cá ver, com este vestido azul vai bem uns sapatos em verde escuro, com a minha carteira em tom nude e com estas trombas!, com certeza era assim que a Zélia combinava os seus looks. Quando chegámos ao fim do ano lectivo, não havia professores, nem alunos que a pudessem ver à frente, o que prova que o pepino da Zélia devia ser gigante!

Por isso, agora que estamos a chegar ao final da semana de trabalho, e porque queremos entrar bem no fim-de-semana, deixo-vos um conselho: 

EVITEM OS APEPINADOS E FAÇAM-SE RODEAR DE PESSOAS COM ATITUDE POSITIVA E QUE PROCUREM ACTIVAMENTE A SUA FELICIDADE, TAL COMO VOCÊS!

Continuem a seguir The Bubbly Girl in Glasses,

E já começaram a acompanhar o meu blogue de moda,
Ainda não, seus maganos? Então confiram lá, ESTE, ESTE E ESTE POST!

E já agora, já fizeram o download da aplicação de moda ASAP54?
Fiquem a conhecê-la AQUIAQUI, e AQUI.

Beijinhos,

A Menina dos Óculos

Wednesday, 12 March 2014

Mania da Perseguição?

Sim, sim, não regulo bem. É oficial agora.
Já alguma vez vos aconteceu terem a sensação de que estão a ser seguidos? Eu, das duas uma, ou endoideci de vez (o que não é assim tão pouco provável) ou tive um tipo muito pouco discreto a seguir-me ontem. Passo a explicar, quando saía do "escritório", estava na passadeira à espera que o semáforo ficasse verde e tive a estranha sensação de que estava a ser observada. Tinha um fulano de hoody azulão mesmo colado atrás de mim. E podia jurar que ele tinha um olhar maléfico (imaginem-no como aquelas personagens malvadas das séries - foi assim que o vi), o que me deixou desconfiada logo à partida.

Entretanto, acelerei o passo para o despistar, e entrei no supermercado maior da zona, o Saynsbury's. Não é que ele já estava atrás de mim de novo, quando lá entrei? Estava eu já descansadinha a pegar a cesta de compras à entrada, e vejo-o a pegar numa também. Neste ponto, apesar das evidências, tentei ser racional: Tu 'tás é tolinha de todo! Ia agora o homem perseguir-te! Ganha juízo, isso sim! O olhar maléfico não deveria ser nada além de uns olhos tristes colocados numa cara pouco beneficiada pela beleza. Estás a ser paranóica! 

Estava eu a tentar mentalizar-me que o tipo afinal era simplesmente um tipo simpático que tinha ido às compras, quando me cruzo com ele de novo no corredor do supermercado, que é uma espécie de Continente em termos de tamanho. Bem, pensei, cruzarmos-nos uma ou duas vezes é normal. O homem também tem de beber leite... 

Porém, cruzámo-nos no corredor do leite, no dos cereais e bolachas, no da refrigeração, no dos iogurtes e manteiga, no da fruta, e em mais alguns. Aquilo já me parecia excessivo e, de repente, o olhar do homem pareceu-me novamente maquiavélico.

Eu, que nestas coisas, sou uma pessoa desconfiada por natureza e muito intuitiva, após o corredor das frutas achei melhor ir para a extremidade oposta do supermercado e pagar imediatamente. Olhei para trás umas 20 vezes para ver se avistava a camisola de cor azulão do indivíduo, mas não a estava a ver, o que ainda era pior, porque na minha cabeça é mais seguro saber onde estão os inimigos. Paguei, e vim para casa em tom apressado, certificando-me sempre que não estava a ser seguida.

Hoje que estou a escrever a história, parece-me certo que foi tudo uma coincidência, e que tenho de ver menos Criminal Minds, que aquilo está-me a mexer com a cabecinha. Se não tiver sido, safei-me de boa.

Sigam-me no:

Acompanhem também o More than Labels, o meu novo blogue de moda!
Leiam ESTE post e ESTE!

Já agora, já fizeram o download da aplicação ASAP54?
Saibam tudo acerca dela AQUI, AQUI, e AQUI.

Beijinhos,

A Menina dos Óculos

Tuesday, 11 March 2014

O direito inalienável aos saltos rasos e sapatilhas



É sabido que eu sou louca por sapatos de saltos altos. Não o nego, nem o escondo. Também é verdade que esses são aqueles que acho mais tentadores na hora de passar pela tentação e me decidir a deixar uma batelada de dinheiro na loja. Por algum motivo, custa-me menos cometer uma excentricidade daquelas jeitosas por um par de sapatos altos, do que por um de saltos rasos. Penso que será pelo facto de os primeiros nos fazerem sentir a "dona do pedaço", e convenhamos, essa sensação é fantástica e impagável. Sabe bem sentir o power que o som de uns saltos altos faz enquanto descemos uma rua, e temos a sensação que estamos no topo da hierarquia dos saltos.

Tudo isso é verdade, e qualquer apreciadora de sapatos concordará comigo. No entanto, também é verdade que há aqueles dias em que nos apetece simplesmente enfiar numa camisola larga (não tem de ser necessariamente menos stylish por ser larga, e calçar umas botas mais rasas (que também não precisam de ser menos trendy). É óbvio que com umas sapatilhas ou uns flats não nos sentimos poderosas como com saltos altos, mas também é verdade que nem sempre é essa a nossa prioridade. Há dias em que nos apetece estar confortáveis e não estamos nem aí para o resto. O facto é que podemos estar giras, sentirmo-nos bem e fashionable, com um par de sapatilhas, desde que conjugadas com algum bom gosto e um toque de irreverência.

Sou completamente contra aquela noção antiquada de que uma mulher de negócios tem de usar salto alto sempre para se fazer respeitar. Compreendo que o salto alto contribui para uma mulher se sentir  mais poderosa, mas acho que a atitude também é um factor importante a ter em conta. E uns saltos rasos usados com atitude, e conjugados com um outfit bem pensado podem impor respeito também. Concordo que umas sapatilhas poderão ser consideradas um exagero neste caso, mas dependendo do modelo de que estamos a falar (não poderiam ser sapatilhas de desporto, nunca umas NIKE, New Balance, ou Adidas, evidente) com muito jeito talvez também se arranjasse alguma solução. Acho ridículo que, no caso das mulheres, se associe um trabalho sério, corporativo, a um par de saltos altos.

Acredito que apesar do meu amor por saltos altos, devíamos criar o movimento: "Temos o direito a usar saltos rasos e sapatilhas no trabalho, seja ele qual for". Quem está comigo?

Sigam-me no

E acompanhem também o More than Labels, o meu novo blogue de moda!
Confiram ESTE post!

Beijinhos,

A Menina dos Óculos