Quem me conhece bem, já conhecerá a teoria que eu gosto de apelidar de "Teoria das Bolas de Berlim e dos Croquetes". Tudo começou há uns anos, quando, em conversa com um ex meu, lhe expliquei que eu e ele não tínhamos dado certo no passado, uma vez que quando a nossa história tinha começado, ele era uma "Bola de Berlim" daquelas bem docinhas e a meio da relação já se tinha transformado num croquete bem salgado! Foi neste dia que eu desenvolvi toda uma teoria acerca do assunto.
Não me interpretem mal, eu adoro croquetes, agora o facto é que há mulheres que preferem croquetes (salgados) e há outras que preferem bolas de berlim (doces). E quanto a mim, por mais que goste de croquetes, sou uma mulher de doces. As questões aqui, até porque vocês neste momento devem estar a vaguear completamente sem perceber do que estou a falar, são "O que raios é um Homem-Croquete?" e "Que é isso de Homem-Bola-de-Berlim?" Passo a explicar, é tudo muito simples, na realidade!
Os Homens-Bola-de-Berlim:
- são cavalheiros;
- enviam-nos aquela mensagem a dizer: "Hoje estavas deslumbrante!" do nada, sem estarmos a contar com isso;
- conseguem ser sexy nos mais pequenos gestos, na brincadeira mais simples;
- revelam publicamente cumplicidade com a namorada;
- têm sentido de humor e são os primeiros a rir-se de si próprios;
- agradecem e dão valor aos nossos gestos;
- respeitam a namorada e orgulham-se dela;
- não têm problema algum em assumir, perante a namorada, as suas fragilidades, assim como as suas virtudes.
Os Homens-Croquete:
- são distantes, fechados e frios;
- não valorizam os nossos gestos em relação a eles, porque já se habituaram a eles, logo "é tudo normal";
- têm dificuldade em exprimir os seus sentimentos;
- têm dificuldades em assumir ou manter um compromisso;
- não manifestam o seu carinho com a frequência desejável;
- têm um humor instável;
- não se esforçam para que a relação vingue, esperando que seja a companheira a ultrapassar os problemas da relação.
Provavelmente, o que vos está a passar pela cabeça é que teria sido muito mais fácil dividir os homens em dois grupos, alterando-lhes simplesmente os nomes para: "Os homens que nos amam/amaram" e "Os homens que não nos amam/amaram". Sim, por um lado, faz sentido, aliás, na verdade é possível encontrarmos estes dois comportamentos na mesma pessoa, ao longo da mesma relação, o que revelará uma mudança de sentimentos drástica, que foi algo semelhante ao que aconteceu na relação do meu passado e que referi no início.
Por outro lado, há homens que são naturalmente mais fechados, mais frios, e que têm mais dificuldades em dizer "Eu amo-te"quer estejam apaixonados, quer não estejam. E nesse caso, a minha divisão fará mais sentido.
Em conclusão, os Homens-Croquete são um tipo de Mr. Big nas primeiras séries do "Sex & the City", enquanto os Homens-Bolas-de-Berlim, são uma espécie de Aidan, disposto a amar, aberto a uma relação apaixonada, e sem medo de enfrentar o que isso implica. E, se pessoalmente, sou mais mulher para me apaixonar por uma Bola de Berlim e por um Aidan, há por aí muita mulher que preferiria um Croquete e que não trocaria um Mr. Big pelo romântico mais babado.
Há gostos para tudo e eu gosto disso!
Beijinhos e boa noite,
A Menina dos Óculos
