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Sunday, 29 May 2011

qual o nosso problema com os domingos?!


Hoje passei o Domingo sem sombras do meu namorado. Homem?! Nem vê-lo! Andou o dia todo envolvido nas andanças do futebol - coisas do trabalho... 

O facto é que tenho (e acho que no geral, todos temos) tendência para nos sentirmos melancólicos ao Domingo à noite. Hoje tentei exaustivamente contrariar esse sentimento, aproveitando o Domingo para fazer todas as coisas de que gosto. Actualizei a leitura dos blogues que gosto, saí com as amigas, fiz umas comprinhas muito básicas (brincos, apenas) comi um McFlurry Kit Kat (estou a restringir os açúcares na minha dieta há cerca de um mês, mas o facto é que o Domingo já é suficientemente deprimente por si só, para ainda me estar a colocar restrições em açúcares, pois para mim,  

Falta de Açúcar = Domingo Deprimido),

tratei da manicure e pedicure com o meu Nirvana Dior, assisti a alguns episódios de Gossip Girl e pergunto: que mais poderia querer?! Bem, confesso, neste momento já só me falta o miminho do namorado, porque de resto, o Domingo, apesar das promessas de chuva torrencial no Norte do país, nem me está a parecer particularmente deprimente! E a vocês?!


Beijinhos grandes e aproveitem o resto do vosso Domingo,

A Menina dos Óculos

Friday, 25 March 2011

overdoses de frustração: será esta a nova peste do século XXI?!

Todos temos grupos de amigos! Uns grupos são maiores, outros menores. A questão é: "Serão os nossos amigos, de facto, amigos?!" Até que ponto podemos confiar nas pessoas que auto-denominamos de "amigos"?! Será a sociedade em geral, e o nosso grupo de amigos, em específico, um ninho de hipocrisias, falatório e "diz-que-disse pelas costas"?! 

Tenho dedicado algum tempo à reflexão acerca deste tema, e posso dizer, com orgulho e convicção, que não tenho muitos amigos, mas que ponho a minha mão no fogo pelos que tenho. Se há coisa que abomino é precisamente a hipocrisia, o "'Tás tão linda, querida!" pela frente e o "Já viste que pirosa que ela estava?!" pelas costas. Nunca fui muito de grupos enormes e de confiar verdadeiramente em qualquer um dentro desses grupos. Não que não me integrasse, mas simplesmente sempre gostei mais de pessoas específicas, do que de "grupos". Talvez tenha sido esse o segredo para não sair desiludida das minhas relações com as pessoas em que realmente confiei/confio. Quem não considero amigo, bem pode cortar em mim, com tesouras e com faca afiada, que não me afecta. Afectar-me-ia, sim, se fossem essas as pessoas da minha vida, aquelas em quem depositei sempre confiança, as que me apoiam e apoiaram sempre e as que sempre puderam contar comigo, às 2 da tarde ou às 5 da manhã, para um telefonema na pausa do trabalho ou a meio da noite, com direito a soluços e lágrimas pela meio...

Porém, observando o que se passa à minha volta, e em longas conversas com amigos, o facto que é inegável é que, quase sempre, na maior parte dos grupos de "amigos" (principalmente nos maiores, embora nos mais pequeninos também o haja, muitas vezes), há alguém que não sossega enquanto não "corta" em tudo o que mexe. Provavelmente, são sinais da crise. Porquê?!

Simples, baseando-me numa pessoa com a qual não convivo particularmente (Thank God!), mas com a qual os meus amigos convivem (provavelmente, em demasia...) desenvolvi toda uma teoria acerca do assunto. Tomei a liberdade de a usar - chamemos-lhe Sónia - como cobaia nas minhas reflexões e de a tomar como um protótipo daquele tipo de pessoas a que chamo: "Pessoas-Que-Falam-Mal-De-Tudo-E-De-Todos-Porque-São-Frustradas-E-Invejosas-E-Não-Têm-Mais-Que-Fazer-Para-Ocupar-O-Tempo". 

Estas pessoas são fáceis de identificar. Têm cara de poucos amigos, parece que toda a gente lhes deve, ninguém lhes paga, e quando parecem muito fofinhas estão a dizer mal de nós mentalmente com todas as forças que têm. Além disso, podemos constatar imediatamente que este tipo de pessoa é fraco e inseguro. Que outro motivo explicaria o facto de apenas se sentirem bem quando tentam (infrutiferamente, na generalidade) deitar os outros abaixo (pelas costas, 90% das vezes), caluniando, tirando conclusões precipitadas e sem fundamento, fazendo uso de uma crítica destrutiva, inútil e sem sentido?!

A Sónia, por exemplo, não corta apenas em quem conhece bem. Nãaaao, desata, sem mais nem menos, a falar mal de quem conhece e de quem não conhece. Nada de fazer distinções! Fala mal dos amigos e das amigas (não faz distinção de sexo) e dos amigos que são como irmãos de coração (próximo de nós ou não, qualquer um serve para falar mal) - ao menos isso, haja igualdade neste país! E, se, realmente, todas acabamos por criticar esta coisinha ou a outra naquela X pessoa, a Sónia não se fica por aí, pois critica a Joana, porque ganha dinheiro e o gasta, critica a Maria, porque não estuda e não trabalha, critica o Jorge porque tem uma vida promíscua, critica o Manel, porque tem uma relação apaixonada demais, critica a Patrícia, porque se veste de forma diferente e "acha que percebe de moda", critica a Lúcia, porque anda sempre triste, critica a Rosa, porque se ri demais, critica o José, porque "se acha bom". O melhor de tudo é que comparando com os outros, que são mais jovens, mais bonitos, mais generosos, bem-humorados, mais felizes e com uma vida bem mais satisfatória que a sua, a vida da Sónia é um NADA, sem nada de interessante, sem nada de bom, sem nada que se inveje! E é isto que explica o porquê de haver pessoas assim: inveja de quem trabalha, vive bem, sabe vestir-se e tem uma vida activa, apaixonada e dinâmica... Por outro lado, Hmmmmm! Ah, já sei, este comportamento também pode ser provocado por uma overdose de frustação! Será?!

Porém, isto não é tudo, algumas destas pessoas, tal como a Sónia, quando confrontadas directamente em relação a algo com que não concordam, ou quando alguém lhes toca no dói-dói, respondem de forma agressiva, pois elas próprias não sabem lidar com os seus problemas e, visto que são fracas, não sabem reagir quando se lhes toca na ferida. Qual a melhor solução que encontram?! "Toca a falar mal desta, que audácia, resolveu enfrentar-me!" E enfim, já não há quem ature a Sónia, que fala mal de toda a gente e toda a gente sabe disso, por isso toda a gente fala mal da Sónia! Já viram bem este ciclo vicioso?! É FAN-TÁSTICO!

A conclusão imediata que se pode tirar é que as "Pessoas-Que-Falam-Mal-De-Tudo-E-De-Todos-Porque-São-Frustradas-E-Invejosas-E-Não-Têm-Mais-Que-Fazer-Para-Ocupar-O-Tempo" se preocupam em demasia com o que as vidas dos outros têm de bom ou excelente, porque as suas próprias vidas têm uma falha gigantesca de realização pessoal e amorosa, de felicidade, de gargalhadas. Assim sendo, digo eu, deveriam investir mais nas suas próprias vidinhas, corrigir o que está menos bem nas suas relações (de amizade e amorosas), se as houver, comprar uma Vogue now and then, comer um balde de Häagen Dazs para amaciar o azedume, aprender a rir - sem que isso implique falar mal dos amigos-, deitar ao lixo "a cara de poucos amigos", parar de ser desagradável e deixar de responder com agressividade ao confronto directo e a opiniões divergentes. É que, sendo honesta, a minha paciência para este tipo de pessoas está em vias de se esgotar e, pelos vistos, isto é um mal que se está a espalhar! Já não há paciência! Toca a crescer, minha gente!:)

Para vocês BB, tenham um óptimo fim-de-semana! Lamento não ter feito updates das comprinhas nos últimos tempos, mas como sabem, o tempo é escasso. Ah, quanto à peça de teatro, aconselho, foi divertida, animada e para quem conhece a obra de Almeida Garrett é ainda mais interessante. Quem não conhece, não perde nada em ir ao teatro e ficar a conhecer!:)

Beijinhos enormes e até amanhã!

A Menina dos Óculos

Tuesday, 11 January 2011

To be the 1st one, or not to be...

Durante os dias em que passei doente, dei por mim algumas vezes a pensar numa questão: E se o primeiro homem que entra na nossa vida é logo o "The One"?! Isso é fantástico ou é péssimo?!

Feliz ou infelizmente (ainda estou a tentar decidir) eu demorei uns aninhos valentes até encontrar alguém certo para mim, e passei por várias relações falhadas e outras que não considero falhadas, porque se transformaram em amizade, como foram os dois últimos casos. Porém, e embora eu não conheça ninguém nessa situação, se dermos logo de caras com o homem da nossa vida aos 18 anos, e o reconhecermos imediatamente, isso poderia ser considerado positivo?!

Esta conclusão conduziu-me a outra questão: "É possível encontrar o homem da nossa vida aos 18 anos e viver happily ever after?". No que me diz respeito, aos 18 anos não reconheceria, com certeza, aquele que poderia ser o homem certo para mim agora, uma mulher com mais dez aninhos em cima... Talvez porque seja distraída, talvez porque mudei muito... Sim, porque mudei  muito mesmo! E porque era uma tapadinha que não valorizava as coisas certas, provavelmente. É que, com 18 anos, mesmo que eu encontrasse alguém com as características certíssimas para mim, eu iria sempre achar que "Oh, não tenho tempo, nem paciência para essas lamechices!" - vejam lá, eu, a Rainha da Ultra-Lamechice! Acho que se me cruzasse comigo, agora, passados 10 anos, não me iria gramar lá muito, inclusivamente! Assim, deixo a questão: "Conhecem alguém que conheceu alguém aos 18 anos, ou antes, e é verdadeiramente feliz até hoje?!" - entendam por relacionamento feliz uma relação apaixonada, dinâmica, carinhosa, verdadeira e marcada pela cumplicidade.

Se, de facto, houver tal coisa, o facto é que os felizardos (ou não... raios, está difícil decidir) em questão passaram a maior parte da sua vida ao lado da pessoa certa e não desperdiçaram tempo com mais ninguém do ponto de vista amoroso. Por outro lado, conhecer várias pessoas do ponto de vista afectivo, relacional e amoroso pode ser a chave do sucesso para "The Relationship", a verdadeira e derradeira. Acho que se não tivesse batido com a cabeça uma vez com um Sr. Com Dúvidas, outra com um quase-casamento proveniente de uma relação estagnada, se não tivesse levado com os pés uma outra vez e não tivesse vivido mais umas quantas relações com pessoas que não tinham nada a ver comigo, provavelmente não teria, agora, reconhecido a pessoa certa quando a encontrei, não teria a experiência que tenho agora para lidar com os problemas típicos de um casal e nem teria criado amizades tão fortes e verdadeiras com algumas pessoas que continuam a ser das mais importantes na minha vida.

Acho que, no final, tendo em conta a minha história específica, fiquei a ganhar, apesar de não ter acertado logo à primeira. De qualquer das formas, isto é tudo um jogo e, para quem ganhou o jogo no primeiro round, os meus parabéns!:)



Beijinhos e tenham uma óptima noite!

A Menina dos Óculos

Saturday, 30 October 2010

Sem tempo para respirar...

Olá BB! Como devem ter-se apercebido, não tenho tido tempo para passar por cá, uma vez que com a colocação há umas semanas, o meu tempo livre se tornou escasso. Fiquei relativamente perto de casa, mas o meu horário ficou bem mais preenchido e agora com reuniões intercalares, na semana passada e na próxima, a carga de trabalho aumentou consideravelmente. De qualquer forma, a saudade de passar por cá tem aumentado nos últimos tempos e estou disposta a fazer um esforcinho por regressar à assiduidade neste cantinho...

Nos últimos tempos, e para que não se diga que eu me limito a falar mal dos homens(:P), tenho-me deliciado a observar em silêncio algumas mulheres, felizmente todas distantes de mim, e a analisar alguns comportamentos femininos, para os quais não encontro explicação lógica. Vejamos: já repararam, com certeza, que muitas mulheres...

1. têm imensa facilidade em dizer que X e Y "se vestem mal e têm a mania", mas que na hora de tecer um elogio a Z, parece que começam a gaguejar e o dito acaba por não sair?!

2. têm muito mau perder no que diz respeito a homens, i.e., têm imensa dificuldade em lidar com um "Não" e acham sempre que se lutarem mais um bocadinho, aquilo até pode resultar, mesmo que esteja na cara que não?!

3. quando não entendem algo ou alguém, pela complexidade que o/a dito/a acarreta, dizem que não gostam, tal qual uma criancinha de 6 anos que nunca provou ervilhas, mas que teima em dizer que não gosta, só "porque a ervilha é verde" (esta aplica-se a homens e a mulheres)?!;

4. são doentiamente competitivas?!

5. conseguem ser, provavelmente, dos seres mais hipócritas à face da Terra, falando, inclusivamente e muitas vezes, mal das amigas (e melhores amigas) nas suas costas?!


Este tipo de comportamentos parte, geralmente, de mulheres infelizes e frustradas com a sua vida, com carências que prefiro não esmiuçar. Todas nós já convivemos, já conhecemos de perto, ou já observámos de longe, mulheres desses géneros mesquinhos. E a solução para lidar com isso, porque até somos pacíficas e não estamos para perder tempo, nem para nos aborrecermos com mesquinhices femininas dessas, é ter em mente que as adeptas dos comportamentos enumerados acima lidam pessimamente mal com a indiferença, como reacção a confrontos directos que as própias iniciaram. Desta forma, a boa educação resulta sempre como um óptimo recurso e resposta contra a falta dela, tão comum em mulheres privadas das noções de "saber estar" e de "boa educação", que gostam de uma bela peixeirada. Assim, perante "falta de educação", a resposta deverá ser sempre "classe e indiferença", o que nos assegura, desde logo, sem qualquer esforço extra, superioridade e os nervos em franja da suposta "amiguinha", associados a trombas imediatas, dela  evidentemente! Uma coisa vos garanto, nos poucos confrontos directos que tive, reagi sempre assim, e não é que elas ainda ficaram mais nervosas, porque não compactuei nunca com faltas de educação e por nunca descer ao nível delas?!

CONCLUSÃO: Elas são mal educadas?! Querem armar barraco?! Ignorem e ofereçam-lhes mais um copinho de champagne, ou um chazinho de camomila, que elas vão subir paredes!!!:D

Minhas BB, temo apenas que esta espécie de mulher, o Grupo-Das-Muitas-Mulheres-Maluquinhas-Que-Vêem-Concorrência-Ao-Virar-De-Cada-Esquina, também conhecido como "Grupo-Das-Mulheres-Genuinamente-Ranhosas-E-Invejosas, do qual já falei antes, se esteja a reproduzir perigosamente, e que a nossa espécie, o Grupo-Das-Poucas-Mulheres-Mentalmente-Saudáveis, ainda denominado de Grupo-Das-Mulheres-Genuinamente-Simpáticas-E-Amorosas, esteja em vias de extinção.

Prometo fotos, logo que possível, e textos também, embora o tempo de reflexão não seja muito...

Beijinhos, esqueçam a chuva e divirtam-se,

A Menina dos Óculos

Saturday, 23 January 2010

A competição começa cedo

Discussão entre miúdas de 3 anos no Jardim de Infância:
Marília: Tu és muito feia, Maria!
Maria: Não sou nada! Tu és má!
Marília: Sou, sim! E eu sou muito bonita! Sou a mais bonita!
Maria: Não és nada! Eu é que sou bonita!
Marília: Não, não, que a minha mamã diz que eu sou tão bonita como a Barbie Mosqueteira Rosa!
Maria: Oh! E a minha mamã diz que eu sou mais bonita que a Barbie Lago de Cisnes!
(...)
Marília: Mas eu tenho a casa grande da Hello Kitty!
Maria: E eu tenho o castelo da princesa da Barbie!
Marília: E eu tenho muitos lápis de cor em casa para pintar!
Maria: Eu tenho muitos lápis de cor e de cera...
(...)
[A discussão continuou por muito muito tempo]
Quando presenciei esta competição entre meninas de 3 anos, pus-me a imaginar como seria a discussão quando elas fossem mais crescidas e penso que o resultado seria algo do género:
Marília: Ai, acho que engordei! Deve ter sido do Natal!
Maria: Engordaste nada! Eu é que estou mais gorda! E cada vez tenho mais celulite, acreditas? Mais parece que nasce de algum lado!
Marília: Não inventes! Eu vi-te de biquini na praia há meses e estavas com as pernas e o bumbum impecáveis!
Maria: Oh, pareceu-te! Tavas longe de mim e não viste bem!
Marília: Olha, tu nem me digas que tens celulite, que eu até me sinto mal! Eu é que tenho mais casca de laranja que as próprias laranjas! A ver se faço umas drenagens linfáticas este mês!
Maria: Mas tu não precisas. Estás tão bem! Eu é que estou mesmo a precisar...
[Esta discussão também iria continuar por horas e horas provavelmente...]
A competição entre mulheres começa cedinho e engana-se bem quem julga que, depois de crescermos e "botarmos corpo", ganhamos juízo! Quando crescem, as mulheres continuam a insistir que "Eu sou mais.... que tu!" (seja para o bem ou para o mal). No entanto, uma vez que a mulher teve de aprender a ser humilde durante a infância e durante a adolescência, porque os pais lhe ensinaram que "não é bonito uma menina dizer que é melhor que as amigas", geralmente, as mulheres começam a concorrer para ver quem é "a pior em X ou em Y". Bem, pelo menos, esse é um dos lados da questão, o lado do que se diz e do que se fala, do que se assume publicamente. O que se vai, de facto, na cabecinha das mulheres? Cá vai a minha teoria!
Para quem já leu alguns dos meus textos, já sabe que eu tenho a convicção de que, por exemplo, as mulheres, geralmente, se vestem para as mulheres, i.e., quando uma mulher se arranja, não costuma fazê-lo para agradar ao sexo oposto, mas sim ao próprio sexo (não meninos, desiludam-se se pensam que é uma atitude lésbica)! Fazemos isso, porque nos habituamos a pensar que a opinião da maior parte dos homens em termos de moda, é completamente irrelevante e, provavelmente, porque continuamos a competir, inconscientemente e disfarçadamente, para ver quem é a melhor.
Por conseguinte, depois há dois tipos de mulheres, que reagem de forma diferente, e de que já falei antes também. Começo pelo "Grupo das Mulheres Genuinamente Simpáticas e Amorosas", que são honestas e que quando vêem uma amiga produzida, linda de morrer, lhe dizem isso com um sorriso aberto e verdadeiro na cara. Este grupo também se "veste para as mulheres", também se preocupa com a opinião delas e também acaba por competir, inconscientemente, com as outras mulheres. A diferença está no simples facto de que este grupo é capaz de admitir, sem qualquer problema e de forma sincera (i.e., não dizem que "eu sou pior que tu nisto e naquilo", apenas porque lhes ensinaram que fica bem dizer isso, mas sim, porque é mesmo o que pensam) que as outras mulheres, muitas vezes, também estão bonitas e arranjadas. Como é óbvio, transpus isto apenas para o lado da moda e para o modo como nos vestimos, mas este fenómeno passa-se a um nível muito mais global, e prende-se por exemplo, com o modo como aceitamos as personalidades diferentes das outras pessoas e com a nossa tolerância em relação a essas diferenças.
Em oposição, temos o "Grupo das Mulheres Genuinamente Invejosas e Ranhosas". Estas são aquelas que, na realidade, quando dizem: "Eu estou mais gorda que tu!", estão a pensar, de facto: "Cruzes! Se estivesse mesmo mais gorda que tu, deixava de comer durante dois meses! Era uma ameixa ao pequeno-almoço e outra ao jantar!" Como se não chegasse, este é o tipo de mulher que quando está com as amigas do mesmo grupo, passa o tempo a competir com elas, muitas vezes de forma suja ("Sim, sim, esse corte de cabelo fica-te muito bem! E essa cabeleireira que te descolorou o cabelo todinho é um espectáculo! Ai e amo esses sapatos amarelos! Com essas calças verde lima, então, fazem um conjunto fantástico!") e a falar mal de todas as outras mulheres que passam, mesmo que elas até estejam bem e não seja possível fazer nenhum reparo à sua toilet. A inveja faz destas coisas!
Penso que falo por todas as minhas leitoras de blogue e amigas, quando digo que estas do último grupo são daquelas que apetece abanar com força, porque eneerrrvam taaaaantooooooo!
Falo por mim que hoje, só para as chatear mais um bocadinho, vou ser mais simpática do que ontem e vou-me arranjar mais! Assim, sempre lhes dou mais um motivo para falarem (mal) de mim e complico-lhes a tarefa de colocar defeitos em tudo e mais alguma coisa! Embruuulhem!
Tenham um óptimo fim-de-semana! Bora juntarmo-nos no Movimento "Vamos pôr os cabelos das Ranhosas em pé?!"
A Menina dos Óculos