O diário das aventuras culinárias, peripécias, divagações e pensamentos de uma blogger Portuguesa a viver em Londres.
Friday, 4 June 2010
Night out
Thursday, 4 March 2010
turns out, i'm a vip... (part 1)
Sempre me achei uma pessoa pacífica e, na realidade, nunca fiz muito o tipo "lata de conserva de odiozinhos de estimação". Quanto muito, admito, há uma meia dúzia de pessoas que me enerva mesmo muito. Claro que, se incluirmos aqui os "Senhores Com Dúvidas" e os "Homens-Que-Acham-Que-São-Homens-À-Séria-Mas-Que-Ficam-Pelo-Caminho-Por-Mera-Burrice", o número é capaz de aumentar tragicamente, mas bem, esses não contam, certo?! Só não os gramo muito quando aprontam das deles e às vezes apetece-me partir-lhes um prato na cabeça, mas não estão na famigerada "BLACK LIST", até porque, desconfio, alguns deles são capazes de ser meus amigos e nem me fizeram mal nenhum, por isso não temos aqui um problema pessoal.
Podia começar para aqui a discursar sobre essa meia dúzia de pessoas com quem não vou muito às compras, mas prefiro desenvolver o tema pela parte que me interessa. Pois bem, NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA: "Descobri recentemente que sou importante"! Sim, isso mesmo! Já posso dizer que sou V.I.P. Porquê?! Porque segundo dados estatísticos, 60% (desconfio que a percentagem era para ser maior, mas não me quiseram dar esse nível de importância publicamente) das pessoas que me conhecem não me grama lá muito (acho que acabei de utilizar um eufemismo)!
E eu lembrei-me que até era capaz de ser giro dar-me ao trabalho de agrupar os "Grupos-De-Espécimes-Que-Não-Vão-Às-Compras-Com-A-Menina-Dos-Óculos", de acordo com as suas características individuais comuns.
Grupo Número 1: "Grupo-Das-Mulheres-Insossinhas-Sem-Identidade-Própria-Nem-Conteúdo-Considerado-Sumarento":
Estas moças detestam-me! Nem queiram saber! Eu não as amo de paixão, admito, e há uma ou outra que é capaz de estar na minha lista de odiozinhos. Passo a descrever: estas são as que preferem fingir que só gostam de cores neutras e de tudo o que não dá demasiado nas vistas ("Ai que eu sou tão low-profile, que chego a parecer-me com uma mulher MESMO sofisticada!"). Como se não bastasse, acham-se muito (demasiado, mesmo)stylish e trendy, e enchem o peito para dizer que são "independentes" e "felicíssimas", quando na verdade, quem analisa o que se passa, sabe que são somente um grupo de insegurinhas que não se sabe vestir. Porém, assim, ao tentarem enquadrar-se no "mainstream", acrescentando um toque de "quase-classe" para dar ligeiramente nas vistas, têm a hipótese de criar uma imagem de fachada de mulher forte, segura e elegante (embora seja difícil enganar toda a gente com a pseudo-elegância), e de tentar agradar, i.e., convencer, o maior número de pessoas possível.
Para mim, uma mulher sofisticada e elegante não é a mulher que se veste igual a outra meia dúzia e tem medo de usar X peça de roupa, "porque é diferente, os outros podem não gostar e podem fazer-me sentir ridícula". Não é a mulher que tem sobrancelhas de 3 cm de espessura, "porque tem medo de arriscar o desbaste" ou que usa o mesmo corte de cabelo sem volume há anos, "porque supostamente a moda ainda é a mesma". Essas mulheres acabam por querer tanto encaixar nessa fachada do "eu é que sou pintas", que para alguém que perceba minimamente de moda, acabam por ser apelidadas de "pimba" e "pirosas", em vez de alimentarem a tão desejada imagem "pintas". Até porque, quem é , de facto, "pintas", não tem de fazer por isso, simplesmente é, e as coisas saem naturalmente, como resultado de um espírito criativo e, por vezes, de muita inspiração. Porém, se aprofundarmos este tema, e se formos para além destes aspectos superficiais, chegamos à conclusão de que estas são as que apontam o dedo a quem é diferente e assume essa diferença, em todos os sentidos: em termos de aparência e em termos de personalidade (o que é muito pior, porque mostra bem o tipo de insegurança, disfarçada de arrogância, que as move). Fazem isso, provavelmente, porque não devem entender que há pessoas que são, de facto, seguras, e que não se incomodam lá muito com a opinião de terceiros, que por acaso não têm lá muito voto na matéria e não são exemplo para ninguém, nem em termos de uso efectivo de inteligência, de valores e de princípios, nem em questão de bom gosto (Comprem a Vogue, pleeeaaase, façam o favor de aprender a arriscar e adquiram bom gosto efectivo, que os meus olhinhos já doem de ver tanto assassinato de potenciais bons outfits!)
(...TO BE CONTINUED...)
O texto continua brevemente (que eu alongo-me sempre, de tão tagarela que sou) e depois de tanta conversa sobre "black lists", fiquem com a musiquinha do JKay, muito dentro do espírito peace and love! - só para fazer o contraste, afinal este é um bubbly blog, right?:P
Beijinhos,
A Menina dos Óculos
