Tuesday, 4 February 2014

Pessoas que passam por mim… e ficam. #1

Esta é uma rubrica que inauguro hoje, e em que pretendo falar de personalidades que passaram em determinado momento na minha vida (e podem permanecer, como é o caso do texto de hoje) e me marcaram de alguma forma. Estreio este espaço com uma das pessoas mais importantes na minha vida.


A moreninha que não sabia parar de sorrir

Eu tinha cinco anos quando a conheci - frequentávamos juntas aquilo a que na altura se chamava pré-catequese. Lembro-me de vê-la a primeira vez, com a sua carinha morena de bochechas rosadas emoldurada pelos seus cabelos desgrenhados, de ondulação rebelde - talvez pelo excesso de brincadeira -, de olhos brilhantes e vivaços, e sorriso generoso e facilmente predisposto a desenhar-se no seu rosto meigo. Vestia uma camisa de gola redonda de cor pálida e uma saia com peitoral e alças aos quadrados vermelhos e brancos - aqueles vestidos muito comuns na nossa infância e que foram recentemente ressuscitados para animar o guarda-roupa da pequenada. 

Ela sorria incessantemente para a catequista e recordo-me como se fosse hoje que ela era sempre a primeira a alinhar nos jogos propostos, sem medo de perder e com muita vontade de experimentar tudo - mal imaginava eu que iria experimentar a vida ao lado dela por muitos, muitos anos depois desse dia. 

Eu era aquela miúda que tinha de estar sempre com a mão no ar a insistir responder a todas as perguntas, e com muitas questões na ponta da língua. Afinal, a catequese na altura era uma ocasião importante aos meus olhos e eu já gostava de dar o meu melhor em tudo que fazia. Eu era igualmente sorridente, mas mais sossegada, muito mais sossegada - estava habituada à pasmaceira do colégio que frequentava no ensino pré-primário. Na verdade, eu detestava o colégio e não suportava as meninas da minha turma, que só queriam brincar com bonecas o tempo todo e não tinham qualquer interesse em experimentar outras coisas, como construções de Lego, puzzles, folhear e criar toda uma história à volta dos livros que ainda não conseguia ler, mas cujas imagens me faziam sonhar, ou jogos de exploração do meio (partir em descoberta de ossos de dinossauro, de mochila às costas e livros debaixo do braço era um dos meus jogos preferidos, mas apenas descobri em determinada ocasião dois ossos de galinha no jardim ao pé de casa). Acabava por brincar sempre com os rapazes, mais divertidos e com vontade de imaginar e partir à aventura. 

No entanto, aquela miúda era diferente, diferente de todas as outras que eu tinha conhecido. Aquela não brincava só com bonecas. Aquela corria tanto que ficava com o cabelo colado à testa e ao rosto suados. Reconheço hoje a sensação de saber que aquela menina era perfeita para ser minha amiga. Com ela imaginava-me a brincar, a explorar o mundo e, apesar de na altura não o imaginar, acabaria por com ela partilhar alguns dos melhores momentos da minha vida. Adorava que não conseguisse parar de sorrir e que enfrentasse tudo com aquele sorriso. 

Acabámos por nos aproximar naturalmente e nunca mais nos largamos. Os anos passaram e a nossa amizade persistiu. Ela acabou por se tornar numa constante na minha vida e tenho com ela as histórias mais hilariantes, mais inesquecíveis e mais mirabolantes. Separadas continuamos a ser nós mesmas, mas quando estamos juntas, costumamos dizer que o Universo não está preparado para nós, porque tudo pode acontecer. 

E é assim a Ana. E assim somos nós.

Há uns aninhos, quando fomos de férias juntas.



Beijinhos,

A Menina dos Óculos


Monday, 3 February 2014

Afectos

Toma lá um beijinho e não digas que vens daqui! :P

Na semana passada, quando ia a caminho de Market Road, o local onde decorrem os campeonatos de futebol do clube do marido, em determinado momento, deparei-me no metro com um casal, sozinho no meio de umas escadas, simplesmente abraçado. Na verdade, não foi esta a primeira vez que vi um casal a dar um abraço, mas aquele momento foi especial e tocou-me. Estavam sozinhos naquele corredor, no meio de uma escadaria silenciosa (o que é obra no metro de Londres) e eu não pude conter um sorriso. Foi um momento de cumplicidade, de que acabei por fazer parte, não directamente, mas pelo facto de o ter podido presenciar.

As manifestações públicas de afecto entre casais continuam a ser um tópico que não reúne consenso. E eu, apesar de quando mais nova ser toda anti-miminhos, anti-beijinhos a tudo quanto é hora, confesso hoje que em determinados momentos, com determinados intervenientes, estes instantes são mágicos, principalmente para o casal em si. Por vezes, um miminho da cara-metade, no minuto mais inesperado, dá-nos a força para ver o outro lado das coisas, e acima de tudo, para nos sentirmos amados. Claro que se tivermos tido um dia cinzento, um dia daqueles em que corre tudo mal e já começamos a questionar-nos se estamos perto de partir uma perna ou ser atropelados, porque na verdade já tudo o resto parece ter-nos acontecido, nesse caso, um miminho ou um elogio, ou até um sorriso de um estranho, acabam por nos dar um alento diferente para enfrentar o dia.

Numa cidade como Londres, a força de um abraço, o poder de um sorriso ou o valor de um beijo nunca são sobrevalorizados. Esta é uma cidade competitiva, que nos torna competitivos, guerreiros até. No entanto, quando chegamos ao final do dia, é um privilégio conseguirmos desligar o botão para dar um abraço apertado, onde nos apetecer, ao nosso namorado, ou oferecermos gentilmente e sem qualquer motivo, um sorriso ao estranho que passa e tem ar cansado (mesmo que, como me acontece a mim às vezes, eles nem se apercebam - Ingleses, tsss….).

Naquele dia, tornou-se claro para mim que tinha de abraçar mais, quando me apetecesse, quem eu quisesse, que tinha de beijar mais, que tinha de sorrir mais. Já passou uma semana. E estou a cumprir. O marido ainda não se queixou do aumento na dose de afecto, o que também é um bom sinal. Abracem, beijem, mimem, sejam felizes! E, se de vez em quando, virem um estranho que precise de um abraço, what the hell, abracem e elogiem! Faz-lhe bem a ele e faz-nos um bem imenso a nós! :)

Beijo enorme,

A Menina dos Óculos

Sunday, 2 February 2014

futilidades #1

E para o blogue não ficar sério demais e ser só fofinhices e coisas que tal, bota aqui umas futilidades p'rá coisa descambar! :P

Hoje fomos dar umas curvas por Covent Garden, que é o nosso fav spot em Londres, e para quem não conhece, é assim uma das zonas mais parisienses fora de Paris. É tudo lindo, fofo, feminino, cheio de lojas que as mulheres adoram e de que os homens fogem a sete pés, a menos que sejam uns amores como é o meu Mr. Bubbly (tenho de dizer estas coisas para incentivá-lo). Desde a Ladurée, à Dior, ao Make Up and Beauty Studio da Chanel, aos Ben's Cookies, aquilo é um pequeno (graaaande) paraíso, que me faz muito feliz!

Não fizemos grandes compras, mas demos guarida a este triste saco que estava para lá perdido!


Bem e agora tenho de vos desenganar, o saco não tem nada de espectacular lá dentro. São só os meus produtos de limpeza de pele, mas é bom sonhar, não é?! :) Quem sabe um dia…

Sonhem muito, com Chanel de preferência, que sonhar com Chanel é sonhar em grande e em chique!

Beijinhos e até amanhã,

A Menina dos Óculos

(in) compatibilidades?!

A nossa cumplicidade no nosso dia - 14 de Dezeembro 2013 ;)
No último mês dei por mim a questionar-me acerca das chamadas "incompatibilidades" nas relações. Há, afinal, falta de compatibilidade, ou simplesmente temos menos paciência para umas pessoas que para outras?! Até que ponto é que podemos dizer que duas pessoas são incompatíveis?

A ideia muitas vezes vigente é que basta que duas pessoas se amem para serem compatíveis e eu não sei se acredito muito nisso, para ser honesta. Acho que no fim de contas, e embora eu não tenha fórmulas mágicas para alcançar a compatibilidade, acredito que para duas pessoas serem compatíveis numa relação amorosa é necessário amarem-se, respeitarem-se, mas também aceitarem o outro como ele/ela é, e terem os ponteiros acertados em relação aos seus objectivos e futuro profissional e familiar. A meu ver, é nestes pontos que muitas relações e casamentos falham (além do natural desgaste de qualquer relação longa, que não seja alvo de atenção e cuidados).

Aos olhos de muita gente (parva, claro está) eu e o Mr. Bubbly éramos incompatíveis, sendo que chegaram mesmo a perguntar-lhe à minha frente "Como é possível estarem juntos? Vocês não têm nada a ver um com o outro!" E de facto, viemos de mundos muito diferentes.

No início, tudo era novidade, e ele estranhava que eu tivesse uma colecção gigantesca de relógios ("Para que queres tantos?", perguntava ele), que gastasse 500€ nuns sapatos sem pestanejar, que comprasse o telemóvel X só porque era bonito, ou que babasse ao ver as novidades da nova colecção da Mulberry. Agora a coleção de relógios é dos dois (muitos são unissexo) e já conta com mais de 30, e ele já não vive sem eles também. Agora é ele que me diz que mais vale um par de bons sapatos que duas dúzias de sapatos sem qualidade, e me incentiva a usar os Louboutin. Agora, ele próprio já não compra um telemóvel porque é uma máquina de guerra, mas porque combina o lado útil ao lado estético na perfeição. Agora, é ele que me oferece uma Mulberry se for o caso. E eu não o mudei, ele não abdicou de ser quem é, mas desenvolveu outros gostos, conseguiu entender o meu lado e aceitá-lo, viver com ele.

No início, eu não entendia que ele achasse que eu estava bem de fato de treino num sábado à tarde, não percebia porque ficava tão entusiasmado quando eu aparecia nos jogos de futebol dele, não conseguia perceber o porquê de ele insistir que eu usasse mais vezes sapatilhas e pusesse os saltos altos de lado mais frequentemente, não era capaz de entender como uma pessoa tão talentosa ainda estava a trabalhar para a Federação Portuguesa de Futebol, quando tinha um futuro brilhante à sua espera. Agora, continuo a usar saltos altos, mas também uso fato de treino e sapatilhas quando me apetece e quando o homem também está mais desportivo. E admito, o fato de treino é tãaaooo confortável! Agora continuo a ir assistir aos jogos dele e sou a sua fã e crítica número um e sei que o faço feliz desta forma. Agora dou-lhe ainda mais apoio na concretização dos seus objectivos e não o deixo desistir quando se sente triste ou quando pensa que as coisas podem não correr como ele deseja. E nessas alturas, pergunto-lhe: "O quanto é que tu queres isso?!" e a resposta é imutável "Quero muito!".

Não sei se somos as metades da laranja, se encaixamos na perfeição, mas fazêmo-nos felizes. Sabemos que enquanto estivermos juntos, tudo há-de correr bem, porque somos os dois a lutar pelos nossos sonhos, e dois têm mais força que um. Nestes momentos, percebemos que somos muito distintos, viemos de mundos completamente opostos, mas o que nos torna especiais é a nossa cumplicidade, é a capacidade de nos adaptarmos um ao outro sem perder a nossa identidade, para ver o outro feliz. E isso, para mim, é ser compatível.


e já agora, para satisfazer a curiosidade, o ramo…
Beijinhos e bom Domingo,

A Menina dos Óculos

Sunday, 21 July 2013

mini cupcakes de coco - um sucesso nos piqueniques!

mini-cupcakes de coco

Ultimamente ando numa onda de fazer tudo em casa, como o pão (com todas as alterações possíveis e imaginárias que vos possam passar pela cabeça), muffins, biscoitos e bolachas, flapjack, rissois, croquetes, pataniscas, tudo, tudo, tudo! E estou a adorar este novo estilo de vida. Não há cá conservantes, nem nada dessas coisas! É tudo feito por mim, consoante o nosso gosto, pelo que é tudo bem mais apelativo ao paladar. Costumo dizer em tom de brincadeira que para ser auto-suficiente já só me falta uma vaca para dar leite e uma galinha para os ovos.

Há uns meses, com a chegada do calor a Londres, começámos a aventurar-nos a fazer piqueniques em Hyde Park, e lá está, como não poderia deixar de ser, dei corda aos braços e preparei-me para levar tudo caseirinho, como se faz na nossa terra. E a verdade é que tenho recebido alguns elogios simpáticos. Um dos maiores hits nos piqueniques, no entanto, foram os meus mini-cupcakes de coco. Eles são pequenitos - a receita dá para fazer 24 feitos num tabuleiro de mini-cupcakes-, mas são um regalo para as papilas gustativas - aconselho vivamente! Fizeram tanto sucesso, que tentei fazê-los em tamanho standard, o que não correu tão bem, porque achei que eram um bocadito mais pesados e enjoativos que os outros. Porém, para verdadeiros apreciadores de coco, esta poderá ser uma boa ideia. Atenção que terão de duplicar a quantidade dos ingredientes da receita para fazerem uns 10/12 (dependendo do tamanho que pretendam para os vossos muffins). Eu diminuiria apenas um bocadito a quantidade de manteiga, pois quando dupliquei as quantidades exactas de todos os ingredientes, achei que ficaram um pouco gordurosos.

Cupcakes de coco de tamanho standard.
 Se aumentarem as quantidades dos  ingredientes da receita para o dobro poderão fazer 10/12 destes. 


Espero que se lambuzem!


Mini-cupcakes de coco
(faz cerca de 24)

Ingredientes:

Cupcakes:
100g de manteiga à temperatura natural;
1/3 cup* de açúcar;
1/2 colher de chá de essência de côco ou de baunilha;
1 ovo;
3/4 de cup* de farinha com fermento;
1/3 de cup* de coco ralado;
1/4 de cup* de leite;

Icing:
60g de manteiga sem sal, à temperatura natural;
1 cup* de açúcar em pó;
1 colher de sopa de açúcar;

Decoração:
1 colher de sopa de açúcar;
corante líquido cor-de-rosa.

*Eu uso as 4 medidas americanas de 'cups' (1 cup, 1/2 cup, 1/3 cup e 1/4 cup) , e aconselho-vos a comprarem uns - há no Amazon -, dado que as melhores receitas de cupcakes são as americanas e essa é a medida deles. Para quem não tiver, poderá tentar com uma chávena almoçadeira, ou chávena de cappuccino (ambas um pouco maiores que as de chá).


Preparação:

Pré-aquece o forno a 180º. Coloca as mini-forminhas de papel nos buracos do tabuleiro ou, se preferires, unta os buracos do tabuleiro de mini-muffins com manteiga/margarina.

Usando uma batedeira eléctrica (eu confesso que fiz à mão, por preguiça de ter de limpar tudo no final), bate a manteiga, o açúcar, e a essência de coco ou baunilha numa bacia até ficar pálida e com aspecto cremoso. Adiciona o ovo e continua a bater até ficar tudo combinado.  

Mini-cupcakes a arrefecer mal saíram do forno.
Numa bacia à parte, mistura a farinha com o coco ralado. Vai deitando esta mistura na bacia da manteiga, aos poucos, e alternadamente com o leite. Mexe tudo até ficar combinado. Divide a mistura pelos buracos do tabuleiro de mini-muffins.

Vai ao forno por 12/15 minutos ou até os mini-muffins ficarem com os topos douradinhos. Em caso de dúvida, espeta um 'cake tester'/palito ou fio seco de esparguete no centro do muffin mais central e, se este sair totalmente seco, tens a confirmação de que os teus mini-muffins de coco estão prontos a sair do forno. 

Deixa os muffins arrefecerem no tabuleiro durante 5 minutos. Passados os 5 minutos, coloca-os para arrefecerem totalmente numa grelha de arrefecimento, se tiveres uma.

Para fazer o icing, usa a batedeira eléctrica e bate a manteiga, o açúcar em pó e o leite na bacia até o preparado ficar leve e fofo. Usa um saco de pasteleiro (pode ser sem ponta, se não tiveres uma) ou uma espátula de metal para espalhares o icing no topo dos cupcakes.

Para decorar os teus mini-cupcakes, coloca o açúcar num pequeno saco plástico (eu uso daqueles pequenos de embalar sanduíches) e deita lá duas gotas de corante cor-de-rosa. Esfrega o saco com as tuas mãos de forma a que os grãos de açúcar fiquem pintados no tom do corante. Decora o icing com os teus grãos de açúcar rosa.

Espero que estes cupcakes façam muito sucesso nos vossos piqueniques!

Lambuzem-se e sejam docinhos!

Beijinhos,

A Menina dos Óculos 

Tuesday, 16 July 2013

E quem gosta de cream cheese?! YUM!






Para quem gosta de cream cheese (queijo do tipo Filadélfia) descobri uma receita de muffins de fazer água na boca. Eu tinha usado 120 gramas de uma embalagem para fazer um frosting para o bolo de aniversário da F. e queria gastar as restantes 80 gramas antes que terminasse o prazo de validade, e assim fiz. Eles estão lindos e eu, claro está, fiquei toda orgulhosa com o resultado final!

Para que os vossos muffins fiquem todos catitas e com aqueles topos bonitões, aconselho-vos a ler todos os conselhos deste post.

Muffins de Creme de Queijo e de Frutos Silvestres


Ingredientes:

2 chávenas almoçadeiras de farinha com fermento;
3/4 chávena almoçadeira de açúcar branco granulado;
1 colher e meia de chá de fermento;
1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio;
1 pitada de sal;
80 gramas de creme de queijo tipo Filadélfia cortado em cubos;
2 colheres de chá de sumo de limão;
2 colheres de chá de extracto de baunilha;
2 ovos à temperatura natural;
1/4 chávena almoçadeira de manteiga derretida quente;
1/2 chávena almoçadeira de leite;
1 chávena almoçadeira de frutos silvestres (eu usei congelados; se também usares congelados, não os descongeles para a receita).


Preparação:

Pré-aquece o forno a 200ºC e coloca a grade na prateleira superior. Coloca 12 forminhas de papel no tabuleiro de muffins de tamanho standardizado ou unta os buraquinhos com manteiga ou margarina.

Mistura, numa bacia grande, a farinha, açúcar, fermento, bicarbonato de sódio e sal. 

Numa bacia de tamanho médio, mistura o creme de queijo, sumo de limão e baunilha. Adiciona os ovos e continua a misturar. Adiciona a manteiga derretida, mexendo sem parar. De seguida, adiciona o leite.

Volta à bacia grande e faz um buraco no meio da mistura em pó. Deita o combinado líquido nesse buraco, e mistura, rodando a bacia, com uma espátula de silicone (ou colher de pau), apenas até que os ingredientes fiquem combinados. NÃO MISTURES EM EXCESSO! No final, mistura os frutos silvestres muito levemente para que não se desfaçam, principalmente se forem congelados como os meus.

Distribui a massa pelos 12 buraquinhos da forma, com a ajuda de duas colheres de sopa. Coloca o tabuleiro no forno e espera 20 minutos. No final dos 20 minutos, confere se os muffins estão cozidos, espetando um "cake tester"(ou palito ou pau de esparguete seco) no centro do muffin mais central da forma. Se este sair seco, os teus muffins estão prontos. 

Tira o tabuleiro do forno e deixa arrefecer durante 5 minutos. Retira os muffins do tabuleiro com a ajuda de duas colheres de sopa e coloca-os a arrefecer numa grelha de arrefecimento, se tiveres. Se os preferires mornos, dá-lhes uma trinca! :)

Espero que gostem! Partilhem comigo as vossas aventuras culinárias!

Beijinhos,

A Menina dos Óculos 



Muffins de banana e canela




Como é do vosso conhecimento, tenho andado ocupada entre farinha, Panelas e formas, a experimentar e aperfeiçoar algumas receitas. Se me acompanham no Facebook ou Instagram (@thebubblygirlinglasses) saberão que tenho uma forte predilecção por fazer muffins. E ao que parece, os meu muffins têm conquistado muitas pessoas: as que os provam de facto (aqui por casa tenho toda uma legião de provadores das minhas experiências, a que se juntam os nossos amigos de Londres), e as que se deliciam com o seu aspecto via Facebook e Instagram.

Assim, satisfazendo alguns dos pedidos que me chegaram partilho convosco uma receita de muffins de banana e canela que foram um sucesso! A receita foi alterada por mim (já sou quase uma expert, eheh) por isso penso que não a encontrarão noutro local na internet. 

MUITO IMPORTANTE: não façam a receita sem ler todos os conselhos que se seguem antes.

- Há que ter em atenção que aqui em Londres, eu uso as medidas americanas de 'cups', o que equivale sensivelmente a uma chávena almoçadeira. Se puderem, aconselhava-vos a comprarem os 4 'cups' (1 cup; 1/2 cup; 1/3 cup ; 1/4 cup) de medida no amazon, por exemplo, para que haja algum rigor nas medidas. Se não, experimentem a olho mesmo. Quanto às colheres de medida, embora as tenha, confesso que às vezes me dá a preguiça e uso as dos talheres comuns e nunca houve por cá nenhum desastre culinário por esse motivo.

- Outro aspecto que queria falar convosco acerca desta receita é que para que os muffins fiquem com o aspecto bonito que os meus têm (modéstia à parte) convém investirem numa boa forma de muffins (tem de ser 'deep cup'). Se a forma não for de qualidade, eles podem não crescer convenientemente e não ganhar aqueles topos altos e redondinhos. 

- Algo que também contribui é a temperatura de cozedura, mas isso depende de cada forno. Eu faço os meu muffins a 200oC, na prateleira superior do forno.

- Esta receita pode ser utilizada para uma forma grande (jumbo) de seis mega-muffins ou para uma de 12, de tamanho standardizado. Os que eu fiz são de tamanho standard, embora pareçam enormes. Neste caso, se os quiserem grandes como os meus, encham bem cada buraco da forma até acima e partilhem a massa pelos 12 buracos, mesmo que pareça que tem excesso de massa.

- Finalmente, o último conselho: os muffins nunca deverão ser feitos com recurso a batedeira, ao contrário dos cupcakes. Os muffins são uma espécie de 'pão rápido' (quick bread) e os cupcakes são 'bolos', daí a diferença. Isso explica também por que é que a massa de muffins não pode NUNCA ser excessivamente batida e misturada. Se o fizerem, a textura será de bolo e o muffin será muito pesado e seco, e essa textura não é a pretendida num muffin. Se tiverem os ingredientes já pesados em tigelas, e levarem mais de 10/12 minutos a fazer esta massa, isso significa que estão a fazer borrada! :) Quer isto dizer: mexam a massa só até os ingredientes ficarem combinados e não esperem que apareçam aquelas 'bolhinhas' à superfície, porque se as virem significa que já bateram a massa em excesso. Quando misturam os secos e sólidos batam apenas 1/2 minutinhos levemente.

E agora, sim, estamos prontos para a receita.

Muffins de Banana e Canela


Ingredientes:

3 chávenas almoçadeiras de farinha sem fermento;
4 colheres de chá de fermento;
1 colher de chá de sal;
2 colheres de chá de canela em pó;
2 ovos a temperatura natural;
1 chávena almoçadeira de açúcar (podem colocar menos se os quiserem menos doces, eu altero as quantidades de açúcar algumas vezes);
1 chávena almoçadeira de leite;
1/2 chávena almoçadeira de óleo;
3 bananas em puré (podem ser esmagadas com um garfo);
1/2 colher de chá de extracto de baunilha.


Preparação:

Pré-aquece o forno a 200oC. Coloca 12 forminhas de papel no tabuleiro de muffins ou unta a forma de muffins com manteiga ou margarina (eu untei a minha).

Numa bacia grande à parte mistura levemente a farinha (que não precisa de ser peneirada), fermento, sal e canela até todos os ingredientes ficarem combinados.

À parte, numa bacia média, bate os ovos com o açúcar até ficarem misturados e adiciona o leite, o óleo e as bananas esmagadas. Mexe bem.

Pega novamente na bacia grande que contém os ingredientes sólidos e faz um buraco no meio. Deita em seguida a mistura líquida da bacia média nesse buraco, e mexe com uma espátula de silicone (ou colher de pau) rodando a bacia. Não mexas em demasia e lembra-te que deverão permanecer alguns grumos.

Com a ajuda de uma colher de gelado ou de duas colheres de sopa (eu costumo usar as duas de sopa) partilha a massa pela forma de muffins. 

Leva o tabuleiro ao forno e em 20 minutos estão prontos. Se ao fim dos 20 minutos não tiveres a certeza que estão prontos, espeta um 'cake tester' (ou um palito ou um pau de esparguete - seco, claro:P) no centro de um dos muffins centrais da forma. Se sair seco, significa que estão prontos.


Desliga o forno e deixa-is arrefecer 5 minutos na forma. Tira-os um a um - eu costumo usar duas colheres de sopa para os puxar para gora com jeitinho - e deixa-os arrefecer numa grelha de arrefecimento como a minha da fotografia, se tiveres uma. Se não tiveres, a verdade é que eles são óptimos moreninhos com uma chávena de chá! Se bem que, com este calor, se calhar um ice tea também não era mal pensado! 

Partilhem comigo os resultados das vossas experiências, sim?!:) 

Fiquem docinhos! E bom apetite!

Beijinhos,

A Menina dos Óculos